Mercado

Mercado estival

A Inter queria a Serie A no campo, conseguiu. O Milan queria se vingar do Liverpool na Liga dos Campeões, conseguiu. A Roma queria algum título para abrir a galeria de Spalletti, conseguiu. E a Juventus queria o título da Serie B, conseguiu.

Após uma temporada onde as quatro maiores torcidas italianas ficaram felizes – mesmo se considerarmos um campeonato que jamais conseguiu engrenar – o mercado do verão italiano é um dos mais promissores dos últimos anos. Ele se abre amanhã, primeiro de junho, e deve nos garantir algumas boas surpresas. Até porque, ao contário dos últimos anos, praticamente todas as grandes equipes querem (e podem) fazer investimentos. Nessa lista, se incluem pelo menos as duplas de Milão, Roma e Turim, além de Fiorentina, Palermo, Udinese, e os prováveis promovidos Genoa e Napoli.

Pelo menos de início, os bancos é que devem passar por uma boa movimentação. Walter Mazzarri, que conseguiu ótimos resultados em três anos de apostas na base da Reggina, fechou com a Sampdoria. O emergente Stefano Colantuono, que fez a Atalanta jogar bem, subir pra Serie A, e lutar firme por vaga na Copa Uefa, já segue para o Palermo. Marco Giampaolo, demitido e recontratado no meio da temporada pelo Cagliari, que era um dos mais cotados para sair de seu clube, supreendeu ao renovar contrato.

E a dança só começa. O desempregado Novellini tem boas chances de aportar no Livorno. Por outro lado, o velho Zaccheroni é o provável substituto de Malesani no comando de uma Udinese que deve ir às compras. E o Parma provavelmente vai perder Ranieri. Juventus e Manchester City são duas opções razoáveis. No Ennio Tardini pode chegar exatamente Guidolin. Isso se ele não for para Turim.

Enfim, no etéreo terreno das especulações, o mercado dos treinadores da velha bota também tem tudo pra pegar fogo nessa semana. Muito porque serão eles as vozes que mandarão prender e soltar nos próximos meses.

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