Serie A

Doni ou Coni?

Uns acham que seleção é momento, outros, uma soma de qualidade e história. E quanto a Doni?

Em alguma data de 2001, o Corinthians, precisando de um substituto para o goleiro Dida, reforçou-se com uma revelação. O desconhecido Doniéber, vindo do Botafogo de Ribeirão Preto, teria uma missão espinhosa pela frente: fechar o gol de um time já acostumado com glórias. A pressão, portanto, não poderia ser maior. Depois de um início muito conturbado, oscilando entre elogios de Leão – grande enaltecedor das qualidades do arqueiro -, e o clima de ódio com a torcida, Doni se firmou. Ao ajudar o clube na conquista do Paulista de 2003, conseguiu acalmar seus opositores e e pensar em voos maiores. Ele, animado, já pensava em seleção.

No início de 2004, Émerson Leão, ainda treinador do Santos, conseguiu que o time da Vila propusesse um contrato a Doni, que logo aceitou. O goleiro chegou assim como saiu: vaiado. Doni nunca teve clima para jogar lá. Precisaria de ritmo e confiança, o que não foi possível diante da fortíssima implicância da torcida. Depois de pouco tempo ele já se despedia do Santos, rumando a Belo Horizonte para defender o Cruzeiro. Defendeu o clube até 2005, quando, após tomar 26 gols em seis jogos, transferiu-se para o Juventude de Caxias.

O declínio de sua carreira já era nítido. No mesmo ano, Antônio Carlos Zago, ídolo da Roma, ingressaria no Juventude com sua experiência e, após algum tempo, faria um contato pra lá de surpreendente: recomendou o goleiro à diretoria romanista, que lhe ofereceu um contrato no último dia do mercado de verão de 2005. Ninguém acreditou. Uma nova vida, uma nova oportunidade: Doni segurou por um tempo a reserva do inexperiente Curci, até ter sua chance justamente no explosivo dérbi capitolino, para daí então não sair mais.

Chegou a Copa América, e, com ela, o nome de Doni na lista da Dunga. Embora tenha causado espanto àqueles que só lembram da infelicidade do arqueiro no Brasil, quem o viu em Roma sabe que sua convocação foi um prêmio merecido.

5 comentários

  • Muito bom! Sua opnião bateu com a minha.
    E, se não estou enganado, na tranferência pra Roma o Doni aceitou um contrato baixíssimo pelo sonho de atuar na Europa.
    Uma pena que no Brasil sua imagem não é tão boa. Prova disso são as críticas constantes de vários jornalistas.

  • Bem o ultimo jogo da seleção vai ajudar a acalmar os críticos de plantão.
    O doni esteve sempre muito seguro e isso aos poucos vai ajudando na imagem dele , a verdade é que ele vai ter muito trabalho pela frente se quiser ficar vestindo a camisa brasileira

    Abraços

  • O doni é um otimo goleiro
    e se todos passam por fases dificeis mas ele soube supera-las
    e isso sim é daa avolta por cima.
    Quero que ele saiba que é para ele não ligar para as criticas de quem são sabe
    de nada
    ass: Danyelle Souza Guimarães

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