Seleção italiana

Fora, Donadoni!

Muita bondade dizer que Donadoni comandou a Itália na classificação para a Euro ’08. Mais correto dizer que ele esteve no banco do time que se classificou para o torneio do próximo ano. Radical demais, pedir a cabeça do técnico pouco antes da Eurocopa? Talvez… Mas será tarde pedir pela sua queda após algum desastre – como foi com McClaren na Inglaterra.

Entre os visitantes do blog, a opinião parece ser a mesma. 80% dos votantes na enquete recém-finalizada disseram que a Itália se classificou para o torneio apesar de Donadoni. E apenas 13% apontaram que, graças ao técnico, os azzurri estarão na Áustria e na Suíça no próximo verão. Os outros 7% mostraram-se indiferentes ao trabalho do ct.

A chegada de Donadoni ao comando da nazionale foi apenas um dos reflexos pós-calciocaos. Sua contratação se deu através de Demetrio Albertini, ex-companheiro milanista, nome forte dentro da FIGC. Entre seus problemas na seleção, destacam-se as “deserções” de Nesta e Totti.


Por mais que o ídolo romanista já tivesse anunciado seu abandono antes da escolha do novo ct azzurro, sua decisão de fazer-se disponível nos jogos decisivos do selecionado seria vista com bons olhos por técnicos de melhor gerenciamento de grupo. Até porque não abundam na Itália jogadores que combinem técnica elevada com experiência internacional. Renegado e alfinetado pelo técnico bergamasco, Totti preferiu deixar de lado – e de vez – a squadra azzurra. Já Nesta, que disse ter pedido dispensa por problemas físicos, jamais fez a desculpa convencer.

Além de insistir em convocações estranhas, como as de Grosso e Bonera, falta a Donadoni apostar no rejuvenescimento do plantel de forma consciente: o fato dos meias Rosina, Aquilani, Montolivo e Dessena não integrarem o grupo é totalmente discutível. Para não entrar no mérito da escalação, onde De Rossi, um dos três indicados para melhor jogador italiano do ano, não tem a chance de se firmar como titular.

Em tempo: apesar do título da postagem, Donadoni só cai antes da Euro se uma hecatombe assolar a Itália. Pode ser que vingue e cale muitos, eu inclusive. Assim como foi com Domenech e Klinsmann antes da Copa de 2006. Mas, com Capello e Lippi desempregados, talvez o risco seja grande demais. E desnecessário.

5 comentários

  • Fato que os jovens italianos não estão tendo chances. Não dá pra entender a ausência dos citados Montolivo, Dessena, Aquilani e Rosina, e do não-citado Beppe Rossi (que vinha jogando muito bem antes da lesão). Também acho discutível Del Piero ser trocado por um pão-com-ovo como o Quagliarella. E a presença do Curci no elenco é algo assustadoramente absurda.

    Meu palpite é que a Itália pode até passar do grupo da morte, mas não sai das quartas, até pq, bem provavelmente, não pega o 1º lugar do grupo.

  • Kalvin;

    Nessa temporada não tá dando pro Delpi. Ao menos por enquanto, melhor optar pelo QuagliaBella mesmo. Mas Rossi merece sua chance, o garoto tá fazendo um bom campeonato espanhol e ajudando a levar o Villarreal à segunda colocação até o momento. Às vezes, quase sempre, há um conservadorismo exageradíssimo em relação a jogadores mais novos na Itália.

  • Iria dizer exatamente isso: que muitos treinadores questionadíssimos acabaram por dar a volta por cima nas competições internacionais. Entretanto, concordo com você: pelas opções de mercado, é um risco desnecessário mantê-lo. Como o Dunga, no Brasil.

Deixe um comentário