Serie A

Parada de inverno: Livorno

Carlos Villanueva, armador do Audax Italiano, tornou-se hoje mais um talento pescado pela Udinese no Chile. O primeiro golpe de mercado da Udinese no inverno europeu chega a Friuli apenas para a próxima temporada, onde deve encontrar outros dois chilenos no plantel: Mauricio Isla, atualmente na primavera, e Alexis Sánchez, em empréstimo ao River Plate.

No dia em que estagiários sonolentos mantém-se na difícil luta pelo prêmio de melhor erro do ano, fechamos o primeiro quarto dos resumos do primeiro semestre do calcio com o Livorno, que nos próximos dias deve oficializar lateral-direito brasileiro Sidny, destaque do Náutico no último Brasileirão.
LIVORNO Francisco Tavano marca: era improvável, mas Ciccio ressurgiu
A campanha
16ª colocação. 16 jogos, 15 pontos. 3 vitórias, 6 empates, 7 derrotas. 19 gols marcados, 27 sofridos. Partida com o Milan, no San Siro, adiada para 13 de fevereiro.
O time-base
Amelia, Grandoni, Knezevic, Galante; Balleri, Pulzetti, De Vezze, Bergvold (E. Filippini), Pasquale; Tavano, Tristán.
O comandante
Giancarlo Camolese. Ele substituiu o estreante Fernando Orsi no início de outubro, após uma goleada para a Fiorentina. O ex-auxiliar de Mancini assumiu um rojão: montar um time recheado de medalhões e fazê-lo agradar a ninguém menos que o folclórico presidente Aldo Spinelli. Devidamente demitido após segurar a lanterna em cinco de seis jogos, deu lugar a mais uma aposta de risco – e as vozes mais maldosas apontaram que Camolese seria apenas uma marionete de Spinelli. Seja ou não, o fato é que tem dado certo. O herói
Francisco Tavano, atacante. Ciccio chegou a preço de ouro, após uma breve passagem decepcionante pela Roma. Após manter a péssima fase durante a gestão de Orsi, na qual o maior destaque – ou menor decepção – era Loviso, o ex-ídolo do Empoli reencontrou seu futebol quando Camolese armou o time em torno de sua figura. Se batendo contra zagueiros e com a responsabilidade de carregar um time nas costas, Tavano voltou a brilhar.

O vilão
Erjon Bogdani, atacante. Um albanês de trinta anos que decepcionou num time recém-rebaixado. Que custou €4 milhões aos cofres amaranto. E que, depois de quatorze jogos, não marcou sequer um gol. Mas vale citar que a escolha se deve apenas ao montante investido, afinal a disputa para entrar aqui foi concorridíssima: que o diga os irmãos Filippini, e, surpresa, o selecionável Amelia.

A perspectiva

Tranqüilidade na zona do agrião. O que parecia impossível após a saída do capitão Lucarelli já é bastante plausível. Depois de passar as doze primeiras rodadas na zona de rebaixamento, oito delas segurando a lanterna, o Livorno finalmente parece ter se estabilizado emocionalmente e alcançado seu auge físico. Em números secos, os amaranto estão há sete jogos sem perder, tendo inclusive segurado empates com Udinese e Roma, na zona de classificação para a LC. A salvezza não parece mais tão distante.

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