Serie A

Parada de inverno: Reggina

Na véspera de natal, somente especulações animaram as ceias italianas. Laudisa, homem-mercado da Gazzetta dello Sport, outra vez não se fez de rogado ao disparar sua primeira leva de especulações numa Inter que tem funcionado emergencialmente após uma seqüência de lesões. De uma vez, pôs Barone, Paolo Zanetti, Volpi e Maresca na mira nerazzurra, como postado pelo Mateus logo abaixo.

O Milan se contentaria com menos: Ronaldinho e Drogba. Stendardo também seria uma tentativa do mercado de inverno, possível troca com um insatisfeito Simic. A imprensa italiana, no dia que antecede à folga natalina, também pôs Palacio na Juventus. De reforços concretos, apenas a Roma: o retorno de Aquilani e Taddei de suas lesões.

REGGINA

Francesco Modesto com Luca Vigiani: a Reggina que dá certo

A campanha
19ª colocação. 16 jogos, 13 pontos. 2 vitórias, 7 empates, 7 derrotas. 12 gols marcados, 25 sofridos. Adiada para 30 de janeiro a partida em casa contra o Milan.

O time-base
Campagnolo, Lanzaro, Valdez, Aronica; Vigiani, Barreto, Cozza (Hallfredsson), Missiroli, Modesto; Amoruso; Ceravolo.

O comandante
Renzo Ulivieri. Massimo Ficcadenti, uma aposta estranha após a saída de Mazzarri para a Sampdoria, durou até a décima rodada, após uma derrota para o Livorno que legou ao time a lanterna da Serie A. Um relacionamento algo instável com Cozza também teria ajudado em sua queda. A Reggina contará com a experiência e o trabalho defensivo de Ulivieri para buscar a salvezza.

O herói
Luca Vigiani, meio-campista. Atuando como esterno destro num meio de campo a cinco, se desdobra entre a defesa e o ataque pelo seu lado. Na última partida do ano, marcou uma tripletta decisiva frente ao Catania, deixando o Cagliari solitário na lanterna da competição. Vigiani chegou com a missão ingrata de substituir Mesto, destaque do time da última temporada, negociado com a Udinese. Aposta que deu certo.

O vilão
Fabio Ceravolo, atacante. Mesto era importante, mas a estrela da Reggina heróica da última temporada era Rolando Bianchi. Para substituí-lo, a principal aposta do clube ficou em Ceravolo, revelação das categorias de base do clube e autor de três gols nos playoffs da última Serie C1, atuando emprestado ao Pisa. Por mais que não dê para culpar um atacante de vinte anos pela seca de gols da equipe, a marca de 14 jogos sem marcar é digna de nota. Menção honrosa para Joélson e Tullberg, os dois outros centravanti do plantel.

A perspectiva
Escapar do rebaixamento. Apesar da vice-lanterna, há perspectiva concreta de uma salvezza. Ao contrário do que se vê em concorrentes diretos, como Livorno e Cagliari, a situação interna na Reggina é mais tranqüila – mesmo que menos transparente. Com Ulivieri no comando, o aproveitamento é perto dos 45%, mais que suficiente para se ver livre do rebaixamento. Ceravolo, apesar do semestre decepcionante, continua com a confiança da comissão técnica e parece cada vez mais próximo de seu primeiro gol no campeonato. E Stuani, homem-gol do Danubio, parece próximo de um acerto.

1 comentário

  • Engraçado que um pouco de leitura seletiva de qualquer jornalista acaba com qualquer estigma de “na Europa, não se trocam treinadores”… mas a maioria insiste em dizer isso.

    Palacio e van der Vaart na Juventus… seria MUITO bom. Muito.

    Abraços aos amigos!

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