Serie A

Parada de inverno: Torino

Nossa parada de inverno hoje discute o Torino, no dia em que Messi foi apontado como possível reforço de um Super-Napoli a se confirmar pelo presidente De Laurentiis, Abbiati voltou a ser prioridade na Lazio, Pazzini tornou-se opção no Milan numa troca com Gilardino, Ujfalusi recusou o Liverpool e o Chelsea começou a sorrir para Maicon.
TORINO Matteo Sereni comemora: mas nem só de defesa vive o futebol
A campanha
15ª colocação. 17 partidas, 17 pontos. 2 vitórias, 11 empates, 4 derrotas. 15 gols marcados, 20 sofridos.
O time-base
Sereni, Comotto, Motta, Dellafiore, Lanna; Zanetti, Corini, Barone (Grella); Di Michele, Rosina; Ventola (Bjelanovic).O comandante
Walter Novellino. Revelado pela base do Toro no início da década de 70, Novellino havia passado as últimas cinco temporadas na Sampdoria, que optou por uma reformulação guiada pelo técnico-sensação da última temporada, Mazzarri. Mas o técnico veio para um “algo mais”: com novos jogadores, um novo ciclo deveria ser aberto, visando a Europa. Mesmo assim o time continua buscando a salvezza, para o desespero do presidente Urbano Cairo.O herói
Matteo Sereni, goleiro. Se alguém merece os créditos por resultados como os empates com Milan e Lazio e a vitória simples sobre a Sampdoria, este alguém é Sereni. Na Lazio, a condição de reserva de Peruzzi jamais possibilitou sua afirmação como titular, mesmo com suas reconhecidas boas prestações na Sampdoria pela Serie B. Com excelentes reflexos e espírito de liderança, conquistou uma torcida que necessitava de um goleiro decente há anos.

O vilão
Sasa Bjelanovic, atacante. O croata proveniente do Ascoli chegou à marca de doze partidas pela Serie A, todas em branco. Nem sua tradicional vontade, demonstrada com uma correria sem fim atrás dos zagueiros adversários, tem sido o suficiente. O ataque do Toro, onde Bjelanovic se reveza com Ventola e a revelação Malonga, é o terceiro pior do campeonato. E deve receber um bom reforço em janeiro – fala-se, inclusive, de um retorno de Lucarelli.
A perspectiva
Escapar do rebaixamento. Parar de empatar é um bom começo – onze vezes em dezessete jogos é uma quantidade razoável, e já é mais que clichê que segurar empate em campeonato de pontos corridos não leva a lugar algum. Se em casa foi apenas uma derrota, fora do Olimpico os granata não venceram ainda. O maior problema é justamente pôr a bola pro gol: o time cria e não finaliza. Ao contrário do que diz certo técnico brasileiro, o gol não é apenas detalhe. O que pode derrubar Novellino ainda nas próximas rodadas.

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