Serie A

Parada de inverno: Torino

Corini e Rosina contra a Inter: nome não entra em campo

A campanha (até o fim de 2008)
17ª colocação. 17 jogos, 15 pontos. 4 vitórias, 3 empates, 10 derrotas. 18 gols marcados, 29 sofridos.

O time-base
Sereni; Colombo, Natali, Di Loreto (Pratali), Pisano; Diana, Säumel (Barone), Paolo Zanetti; Rosina; Bianchi, Amoruso.

O comandante
Walter Novellino. Gianni De Biasi começou a temporada no Torino, mas caiu no início de dezembro para o retorno de Novellino, que havia sido demitido nas últimas rodadas do campeonato passado. Em sua segunda passagem pelos granata, De Biasi jamais conseguiu encontrar um esquema de jogo para o time, e nem mesmo definir seus titulares. Variando o módulo entre 4-3-1-2, 4-4-2 e até mesmo uma espécie desordenada de 4-3-3, foi bastante atrapalhado pela queda de rendimento de Rosina que, se ainda é o ponto de desequilíbrio do time, vem mostrando menos a cada temporada. Novellino assumiu o time, logo foi parar na zona de rebaixamento e terá um trabalho ingrato. Se não salvar o Toro, será demitido. Se salvar, deve ver o clube negociado – e ser demitido do mesmo jeito. Especula-se que o Torino deva ser vendido em breve por uma cifra entre 40 e 60 milhões de euros e passar por uma extensa reformulação técnica.

O herói/o vilão
Alessandro Rosina. É ele o principal jogador do time. Mas esperava-se muito mais de Rosinaldo. Como foi o melhor granata em campo em várias partidas, o camisa dez leva para si tanto o título de herói quanto o de vilão da temporada. Porque mesmo se Rosina já decidiu mais e em maior qualidade, os poucos momentos de lucidez do Torino na temporada passam por seus pés. E, vá lá, pelos de Amoruso. Quando não esteve às voltas com problemas físicos, o jogador também foi um pouco atrapalhado pela desorganização tática do time e pela dificuldade crônica que De Biasi tinha para encontrar o melhor lugar escalá-lo – uma releitura da primeira passagem do técnico pelo clube, aliás. Está cada vez mais claro que Rosina já deu ao Toro o que tinha de dar. O problema é que, se o trequartista não for o artífice da terceira salvezza consecutiva, arrisca sair pela porta dos fundos.

A perspectiva
Livrar-se do rebaixamento. Melhor falar da falta de perspectivas que assola o Torino. Desde que voltou à Serie A, o Toro nunca conseguiu emplacar: na temporada 2006-07 ficou na 16ª colocação, e na seguinte terminou em 15º. Muito pouco para um clube de tamanha tradição, o que deve marcar o fim da linha para o presidente Urbano Cairo. O publicitário comprou o clube em 2005, mas não tem capital suficiente para atender às reinvidicações da torcida e apenas com muito custo tem conseguido segurar Rosina, maior bandeira recente do clube. Ao lado do diretor esportivo Mauro Pederzoli, tem feito contratações lastimáveis, sem jamais entender que os vários medalhões que têm desembarcado em Turim não conseguem dar corpo a uma equipe competitiva. Empresários de Turim têm mostrado interesse em comprar o clube e tentar devolvê-lo a um lugar de maior prestígio em nível nacional. Mas, para estas perspectivas se concretizarem, a salvezza deve vir em primeiro plano. E a tarefa não será nada fácil.

2 comentários

  • Braitner,
    Ótima análise do Toro. Infelizmente, andei lendo que o Cairo não paga os salários já tem 3 meses, aí, essa almejada ‘salvezza’ fica praticamente impossível.
    Não tenho concordo muito ultimamente com meu ídolo Lancellotti, mas nesse ponto tenho que concordar, o melhor que o Cairo tem a fazer é vender logo o Torino, que não merece passar por essa situação…
    Abraços,

  • é inacreditável o que acontece/u com o Torino e interessante averiguar também que depois do “Calcio Moderno” times de tradição e muitos scudettos nas costas, tem um desempenho medíocre e ofuscante com relação a própria história. vejam por exemplo do Genoa com quase uma estrela na camisa, o Pro Vercelli COM SETE 😐 Bologna, outros sete, Torino, sete também e hoje estes times, ou vivem pra se salvar ou militam em campeonatos de divisão inferior.

Deixe um comentário