Serie A

Parada de inverno: Udinese

Marino: treinador está com a corda no pescoço

A campanha (até o fim de 2008)
12ª colocação. 17 jogos, 22 pontos. 6 vitórias, 4 empates, 7 derrotas. 25 gols marcados, 26 sofridos.

O time-base
Handanovic; Ferronetti (Motta), Coda, Domizzi, Lukovic; Isla, Inler, D’Agostino; Pepe, Quagliarella, Di Natale.

O comandante
Pasquale Marino. Em sua segunda temporada no comando da Udinese, o ex-treinador do Catania continuou com o 4-3-3 kamikaze, que tinha funcionado na temporada passada. A fórmula seguiu a mesma: futebol aberto, com muitos gols marcados e sofridos. No entanto, as graves lesões de Cristián Zapata e Felipe, jogadores importantes para o funcionamento deste organismo, desestabilizaram o time: Coda e Domizzi não estão mal, mas a zaga titular é mais segura. Além disso, o capitano Totò Di Natale tem sido acometido por pequenas, mas constantes lesões. Se a Udinese no início da temporada, liderava a Serie A, agora acumula oito jogos sem vitórias e amarga a 12ª colocação. Até agora Marino não encontrou uma solução e vê seu cargo subir no telhado.

O herói
Gaetano D’Agostino. É certo que Di Natale, quando joga, é fundamental para o clube bianconero, mas o mais regular dentre os jogadores da equipe é a ex-promessa da Roma. D’Agostino enfim mostra ao mundo um pouco do que se esperava dele, quando surgiu no clube de Trigoria. Cobrindo buracos no meio-campo, suprindo a pequena queda de rendimento do suíço Gökhan Inler, e dando a equipe a criatividade necessária para marcar gols, o regista é um dos principais jogadores desta Udinese. Segundo o site Alice Sport, D’Agostino é o líder em divididas vencidas, com 58 desarmes. Além disso, já participou de oito gols da equipe, com três tentos marcados e cinco assistências efetuadas. Há três temporadas em Friuli, esta é a melhor temporada. Dizem por aí que seu desempenho resultará numa transferência para a Juventus, no fim da temporada.

O vilão
Fernando Damián Tissone. Trazido para a Udinese, que comprou a totalidade de seu passe, dividido com a Atalanta, o argentino não tem conseguido fardar pela equipe friulana. Ao sair da de Bérgamo, credenciado como um dos principais responsáveis pela boa campanha do clube nerazzurro, e com a perspectiva de formar o tridente de meio-campistas da squadra friulana, ao lado de D’Agostino e Inler, Tissone não correspondeu logo de cara: muito tempo lesionado ou afastado por decisões técnicas, viu o chileno Isla assumir a titularidade. Recentemente, o jogador parece não pensar mais em seu futuro em Údine: suas atenções se concentram em uma provável mudança para o sul da Itália, para jogar no Napoli.

A perspectiva
Briga por vaga na Liga Europa e quartas-de-final da Copa UEFA. Os bianconeri estão há apenas cinco pontos da zona que classifica para a Liga Europa, mas não será tarefa simples desbancar as equipes que se encontram à sua frente. No entanto, devido aos recentes péssimos resultados – com direito de derrota em casa para o Chievo, graças a gol contra de Felipe em sua estréia stagionale – é obrigação do time jogar com mais dedicação. Encarando a situação com mais frieza, esta dedicação deve se concentrar na Copa UEFA e na Copa Itália. Ambas são competições em que o time teve bons resultados até o momento. Este desempenho faz crer que a Udinese pode chegar bem, se estiver confiante e souber mostrar sua real qualidade, escondida durante os últimos oito jogos.

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