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Preview: 61ª Copa Viareggio

Para a 61ª edição do tradicional torneio de juniores de Viareggio, sua organização anunciou várias mudanças. A começar por sua denominação: agora falamos da Copa Viareggio – Torneio Mundial de Futebol. Em sua programação, uma redução de 48 para 40 equipes, separadas em dez grupos divididos em duas grandes chaves. Para a segunda fase, passam os vencedores de cada um dos grupos, mais os três melhores segundos das chaves A e B. Ainda foram cortadas a decisão do terceiro lugar e a eventual repetição da final, em caso de empate. Com as alterações, o torneio ganha em equilíbrio e garante um tempo maior de repouso aos jogadores entre as partidas do mata-mata.

Reconhecida por CONI (Comitê Olímpico Italiano), FIGC (Federação Italiana de Futebol), FIFA e UEFA, na Copa Viareggio deste ano poderão ser inscritos garotos nascidos entre 1989 e 1993, mais dois “fuoriquota” de 1988. No total, serão 40 times participantes, representando 15 países dos cinco continentes com 960 jogadores inscritos. O juramento deste ano será lido por Raffaele Palladino, vencedor em Viareggio com a Juventus em 2003 e 2004 e hoje no Genoa sob o comando de Gian Piero Gasperini, técnico das duas conquistas.

Em 2008, a Inter foi campeã com show de Balotelli nos jogos decisivos

Viareggio é um bom prefácio de carreiras: basta pensar que o indelével Trapattoni era titular no Milan bicampeão em 1959 e 60. Dos craques que brilharam na Serie A nos últimos anos, também não foram poucos os que deixaram antes sua marca no litoral: Giannini, Baggio, Maldini, Batistuta, Del Piero, Totti, Pirlo, De Rossi. Além de Amauri, personagem dos noticiários nos últimos meses. O atacante disputou Viareggio em 2000, pelo Santa Catarina, e encantou marcando três gols. Foi contratado pelos suíços do Bellinzona e iniciou sua carreira internacional.

O Brasil também está nas páginas de Viareggio, ainda que sem nenhuma conquista. O Palmeiras foi o primeiro representante do país na competição, em 1983, mas a melhor campanha brasileira foi a da modesta Sociedade Esportiva Irineu, de Joinville, vice-campeã em 1998. A última participação brasileira no torneio foi com o Santos, eliminado nas oitavas-de-final pela Sampdoria, em 2007. Falando em história, o primeiro campeão do torneio, em 1948, representava um bar local: o Lencioni. A partir deste ano, a Coppa Carnavale, como também ficou conhecida, globalizou-se e se consagrou como disputa de juniores. Foi em Viareggio, aliás, o primeiro contato esportivo entre a China comunista e a Europa ocidental, quando um time de Pequim disputou o torneio, em 1978.

Em 2007, o Genoa virou pra cima da Roma na final para faturar o bi

A Internazionale, atual campeã, abrirá o torneio no dia 9 de fevereiro, contra o Queens Park Rangers, time da segunda divisão inglesa com sotaque italiano, já que tem Flavio Briatore como presidente. Até a final, programada para o dia 23, os campeonatos Primavera e Allievi estarão suspensos para que os clubes italianos se dediquem ao torneio. Os nerazzurri largam na frente, mas Roma, Lazio, Genoa e Sampdoria também chegam fortes. Uma novidade é a transmissão: além da difusão para a Itália, a RAI transmitirá dois jogos por dia, on-line, em seu site. Confira a seguir um preview dos times que disputarão o torneio.

CHAVE A

Grupo 1
Internazionale (Itália), Queens Park Rangers (Inglaterra), Palermo (Itália), APIA Leichhardt (Austrália)

Campeã de Viareggio no ano passado, a Inter é favorita para repetir a dose. Mesmo com o veto de Mourinho à participação de Balotelli, melhor jogador do torneio em 2008, o time continua forte. Pelo seu grupo no campeonato Primavera, são treze vitórias e apenas nove gols sofridos em 15 partidas. Santon, lateral-esquerdo que tem atuao pelo time principal nas últimas rodadas da Serie A, deve ser utilizado na fase final da competição. A defesa é um ponto alto do time, com Belec no gol e a afinada dupla Mei-Daminuta na zaga – o último é tido como o herdeiro de Chivu. O ataque vem bem na temporada, com os habilidosos Destro e Napoli e o centroavante Bocalon. Na meia-esquerda do 4-4-2 de Vincenzo Esposito, um jovem talento em grande fase: Antonio Esposito tem sido comparado ao golfinho Flipper por sua agilidade e pode ser o ponto de desequilíbrio na falta de um verdadeiro organizador ao time nerazzurro.

Palermo e Queens Park Rangers devem lutar pela segunda posição no grupo. Os rosanero, terceiro colocados no grupo C do campeonato Primavera, contrataram dois jogadores para estrear em Viareggio: o lateral-direito Pellegrini, ex-Treviso, e o zagueiro Sabatucci, ex-Cisco Roma, este último seguido por clubes espanhóis na última janela de transferências. A dupla se unirá ao meia-direita Cappelletti e ao lateral-esquerdo Siragusa, destaques do time comandado por Rosario Pergolizzi. No QPR, vice-líder do torneio under-18 inglês, o destaque vai para o meia Balanta, que estava emprestado ao Wycombe no primeiro semestre, mas será utilizado no time principal do QPR após Viareggio. Já os australianos do APIA Leichhardt provavelmente ficariam satisfeitos caso quebrem a tradição de deixar Viareggio sem pontuar e marcar gols.

Grupo 2
Juventus (Itália), Maccabi Haifa (Israel), Parma (Itália), Frosinone (Itália)

Um dos “fuoriquota” escolhidos pela Juventus para Viareggio é o meia Vecchione, que voltou aos campos na última semana após romper os ligamentos do joelho na turnê do time principal pela Ásia, em maio passado. Logo em seu retorno, marcou um dos gols que garantiu à Juve uma vaga nas semifinais da Copa Primavera. No campeonato da categoria, os bianconeri lideram o grupo A com quatro pontos de vantagem sobre o Empoli, segundo colocado. Mas a boa campanha italiana não pode subir à cabeça, já que nos últimos dois anos a Juve caiu nas oitavas-de-final de Viareggio enquanto liderava com folga seu grupo. O principal jogador do time treinado por Massimiliano Maddaloni, que estréia nesta temporada no comando juventino, é o zagueiro Ariaudo, já utilizado por Ranieri em algumas partidas do profissional. O meia sueco Ekdal também deve voltar do time de cima para ter chances em Viareggio.

O israelense Maccabi Haifa volta ao torneio após ficar de fora no ano passado. Em sua última campanha, em 2007, surpreendeu ao bater a favorita Fiorentina em plena Toscana. Kayal Biram, destaque do time na oportunidade, disputará Viareggio pela segunda vez. O armador tem uma história curiosa: apesar de jogar por um time judeu, é declaradamente muçulmano. No Parma, em inferno astral desde a falência da Parmalat, a maioria das esperanças estão depositadas no meia Galassi, nome certo nas convocações da seleção italiana sub-18. O atacante Canalini, ex-Modena e Piacenza, é a esperança de gols. Já o Frosinone, pela primeira vez em Viareggio, entra como azarão. O time não faz boa campanha no grupo C do campeonato Primavera e é apenas o 11º entre 14 equipes. Para piorar, o zagueiro e capitão Del Duca lesionou a clavícula e estará de fora nas próximas semanas.

Grupo 3
Torino (Itália), Belasica (Macedônia), Bari (Itália), Independiente de Santa Fé (Colômbia)

Mal das pernas no campeonato Primavera, o Torino parte sem muitas esperanças para Viareggio. Ainda que deva fazer valer a condição de cabeça-de-chave do grupo, não é de se esperar que os granata cheguem muito longe: nas últimas dez partidas disputadas pelo sub-20 torinese, foram apenas duas vitórias. A dupla de meias Rolandone e Suciu e o goleiro Gomis, que costumam treinar entre os profissionais, são a grande esperança dos comandados de Giuseppe Scienza. O lateral-esquerdo Ogbonna disputaria o torneio, mas foi mantido por Novellino no time profissional, que busca de forma desesperada fugir do rebaixamento para a Serie B.

O Belasica, de Strumica, faz sua segunda participação em Viareggio. No ano passado, mesmo no grupo do Milan, o time por muito pouco não passou da primeira fase. A equipe, atualmente na segunda divisão macedônica, tem como maior feito em sua história a descoberta do atacante Pandev, hoje na Lazio. O Bari treinado por Pietro Maiellaro, ídolo do clube no fim da década de 80, deposita suas esperanças no atacante Perez e no zagueiro Fiorentino. Já o Independiente de Santa Fé mandou apenas 17 jogadores da Colômbia para a Itália, apesar de reconhecer Viareggio como o torneio júnior de clubes mais importante do mundo. Entre os que viajaram, estão o zagueiro Villarraga e os meias irmãos Cristian e Adersson Quiñones.

Grupo 4
Sampdoria (Itália), Pakhtakor (Uzbequistão), Bologna (Itália), Rimini (Itália)

Segunda colocada no Grupo A, o mais equilibrado do campeonato Primavera, a Sampdoria chega bem à Viareggio. Na última partida do time antes do torneio, os blucerchiati derrotaram o Siena fora de casa para ultrapassá-los na tabela. A boa fase do time treinado por Fulvio Pea não é de hoje: na temporada passada, a Samp fez dobradinha vencendo o campeonato e a copa da categoria. Uma conquista em Viareggio daria ao clube um “tris” histórico. Com um time bem físico e praticamente a mesma base da última temporada, os dorianos levarão para o litoral jogadores que têm sido observados por Mazzarri em treinamentos com os profissionais, como o goleiro Fiorillo e a dupla de atacantes Mustacchio e Marilungo.

O uzbeque Pakhtakor, em sua fase final de pré-temporada, deve utilizar Viareggio para observar os jovens que podem ser utilizados pelo profissional em 2009, à exemplo do que tem feito nos últimos dois anos. A principal promessa é o meia-atacante Azizov. E o grupo terá logo em sua primeira partida um dos dérbis da Emilia-Romagna: Bologna x Rimini. Os primeiros retornam a Viareggio após mais de dez anos de afastamento e apostam no meia Casarini, já com quatro partidas na Serie A. O defensor Di Benedetto, recém-chegado ao clube, deve fazer sua estréia. O Rimini, com péssimos resultados no último ano, deve manter a escrita em 2009. Quem deve se livrar de uma decepção é o volante marroquino Karim Bari, que tem ganhado espaço na equipe nos últimos meses.

Grupo 5
Empoli (Itália), Spartak Moscou (Rússia), Siena (Itália), Nacional (Paraguai)

Outro dérbi, desta vez um toscano: a partida na segunda rodada entre Empoli e Siena reserva alguma rivalidade. As duas equipes vêm bem no grupo A do campeonato Primavera, nas segunda e quarta colocações, respectivamente. No ano passado, em Viareggio, o Empoli foi vice-campeão, enquanto o Siena não se safou do grupo com Ascoli, Roma e Shakhtar e caiu ainda na primeira fase. Mas são poucos os remanescentes da ótima campanha azzurra do último ano: ficaram o atacante Caponi, o meia Caroti e o técnico Ettore Donati. Parece pouco para quem se despediu de Pelagotti, Iacoponi, Pizza e, principalmente, Caturano. Mas as boas atuações de gente como o goleiro D’Oria e o lateral-esquerdo Tonelli têm sido a tônica de uma defesa bastante sólida quando exigida.

O Siena mantém no comando Marco Baroni, semifinalista em Viareggio em 2006. Com um futebol vistoso e ofensivo, mas algo inconstante, o time voltará a contar com os gols do centroavante Larrondo – nesta temporada o argentino foi agregado ao time profissional, mas dará o ar da graça no litoral italiano. O seu parceiro de ataque deve ser o veloz Kouko. O Spartak, eliminado pela Atalanta nas oitavas-de-final no ano passado, conta com o baixinho Sovetkin no meio de campo para surpreender e buscar a classificação. Já os paraguaios do Nacional, tradicional celeiro de jogadores do país, devem se contentar com a figuração no grupo.

CHAVE B

Grupo 6
Milan (Itália), Pumas (México), Vicenza (Itália), Cesena (Itália)

Semifinalista no ano passado, o Vicenza perdeu o posto de cabeça-de-chave e caiu no grupo do Milan. Mas podia ser bem pior, já que os rossoneri atravessam um dos piores momentos de sua história na base, seja na qualidade de jogadores (não) revelados ou ainda na questão de resultados. Décimo entre 14 equipes em seu grupo no campeonato Primavera, a fase atual é complicada demais para apostar que o Milan supere a campanha do ano passado, quando caiu nas quartas-de-final mesmo com a boa fase do atacante Paloschi. O time comandado pelo ex-jogador Alberigo Evani deve contar com o marroquino Ennasry, contratado mês passado junto ao Venezia para melhorar os resultados de uma equipe que só venceu três de seus 15 jogos até então no campeonato da categoria. Viudez, titular do Uruguai no Sul-Americano Sub-20, deve retornar a tempo da segunda fase. Enquanto isso, o serra-leonês Strasser terá de segurar a bronca no meio-campo.

Os universitários do Pumas voltam a Viareggio depois de segurar um empate com a Juventus na estréia do torneio do ano passado. O Vicenza, semifinalista do último ano, mudou bastante o time sob o comando de Angelo Gregucci: o meia Ortolan, destaque biancorosso em 2008, estourou a idade limite. Agora, as esperanças ficam nos pés do ex-interista Maaroufi e do ex-juventino Essabr. O argentino Forestieri, que marcou um belo gol contra a Inter pela Serie A, temporada passada, pode aparecer caso o time avance de fase. O Cesena, campeão de Viareggio em 1990, caiu nas quartas-de-final do último ano. Neste, o meia Porcelli é a principal esperança.

Grupo 7
Roma (Itália), Aarhus (Dinamarca), Reggina (Itália), Cisco Roma (Itália)

Enquanto Spalletti deixava de lado seu 4-2-3-1 no time principal, Alberto De Rossi confirmava o esquema na base romanista, que têm meias externos para fazer bem a função: Tortolano pela direita e, principalmente, D’Alessandro pela esquerda. Depois da decepção na temporada passada, os giallorossi começaram 2008-09 a todo vapor, mas caíram de rendimento nas últimas semanas. Ainda assim, as perspectivas para Viareggio, título que não vem desde 1991, são muito boas. D’Alessandro vive fase espetacular e o time ainda tem nomes que entusiasmam, ao contrário da geração do ano passado: destaque para os defensores Mladen e Brosco e o meia Massimo. O goleiro croata Sugar, contratado no fim de janeiro, pode fazer sua estréia na competição, assim como o meia Buono, ex-Lecce.

O Aarhus conta com o lateral-direito Krabbe, com passagem nas seleções de base dinamarquesas, além do atacante Høegh, perseguido por Chelsea e Inter na última janela de transferências e tido pela equipe de observadores dos blues como maior talento do país em sua geração. A Reggina, em quarto lugar no grupo C do campeonato Primavera, aposta em seu ataque, que marcou 39 vezes em 16 partidas, melhores números da competição. O meia-atacante Viola é o artilheiro e principal jogador da equipe. Na Cisco Roma, que novamente vai entrar com um time sub-18 no torneio sub-21, os destaques estão nas laterais: Paglia e De Santis. O técnico será Mario Apuzzo, que há dois anos comandou a equipe em Viareggio e foi eliminado pela Roma na última rodada da fase de grupos. A chance de vingança, outra vez, estará na última partida do grupo.

Grupo 8
Fiorentina (Itália), Dukla Praha (República Tcheca), Pisa (Itália), New York Red Bulls (Estados Unidos)
A Fiorentina, maior vencedora da história de Viareggio, com oito conquistas (mesmo número do Milan), entra outra vez forte no torneio. E com uma aposta arriscada: o atacante El Babacar, prodígio da base do clube, com apenas 16 anos, mas com um físico assombroso e grande potência no chute. E o senegalês, claro, já é comparado com o interista Balotelli. O time de Alberto Bollini, que faz campanha razoável no campeonato Primavera, tem ainda mais dois nomes em que a torcida viola aposta bastante: o zagueiro Masi e o atacante Jéfferson, ex-Paraná, ambos requisitados no time profissional. Além do atacante, a base da Fiorentina ainda tem outro brasileiro, o lateral-direito Alex, revelado pelo búlgaro Lokomotiv Plovdiv.

Os viola encaram o Dukla Praha, estrangeiro com mais vitórias em Viareggio. Mas a última conquista das seis conquistas dos tchecos veio há quase trinta anos, em 1980. De lá pra cá, a equipe foi fechado, refundado, e atualmente milita na segunda divisão do país. Quem comandará o Dukla na Itália será ninguém menos que Josef Masopust, ex-meia da seleção tchecoslovaca e Bola de Ouro europeu em 1962. O time entrará reforçado com jogadores de outros clubes tchecos, como Sparta Praha, Slovan Liberec e Viktoria Plzen. Estratégia parecida com a do New York Red Bulls, que pegou emprestado do Napoli (que não disputa Viareggio esse ano) o talentoso meia da seleção italiana Vincenzo Bernardo, só para o torneio. O Pisa, que fará com a Fiorentina mais um dérbi toscano, corre por fora.

Grupo 9
Atalanta (Itália), Midtjylland (Dinamarca), Novara (Itália), Combinado Serie D (Itália)

Semifinalista no ano passado, a Atalanta terá dificuldades para repetir a boa campanha em Viareggio nesta temporada. Com um grupo bem mais jovem e menos talentoso que o de 2007-08, os bergamascos atravessam sem empolgar no campeonato Primavera. O experiente Alessio Pala comandará a Atalanta em seu enésimo torneio juvenil e terá de contar muito com a tradição do clube para chegar longe: segundo um estudo de Coverciano lançado no último ano, é o clube que mais revela jogadores para a Serie A. O ataque com Gabbiadini e Zaza, 17 anos cada, é o principal ponto promissor da equipe, jovem demais para ambicionar muito em Viareggio.

Ainda assim, o time de Bérgamo não deve ter muita dificuldade na primeira fase. O Midtjylland volta ao carnaval italiano depois de estrear no último ano revelando o zagueiro Kjaer, logo negociado com o Palermo. O goleiro Weinkouff, de boa passagem pelas seleções de base dinamarquesas, continua no time. O Combinado da Serie D estará presente em Viareggio pela quarta vez, desta vez comandado por Roberto Polverelli. Os 24 convocados saíram de uma lista inicial com 105 jovens amadores que jogam na Serie D, equivalente à quinta divisão italiana. Na temporada passada, os garotos da D só caíram para o Cesena nos pênaltis, nas oitavas-de-final. O goleiro Fanti, o meia Vianello e o atacante Kouko são os tidos como os principais nomes do elenco. Já o Novara entra como franco-atirador.

Grupo 10
Genoa (Itália), Anderlecht (Bélgica), Lazio (Itália), Racing Club de Bobo-Dioulasso (Burkina Faso)

Escolhido como cabeça-de-chave, o Genoa deu o azar de encontrar a Lazio logo na fase de grupos. Sob o comando de Roberto Sesena, há cinco anos no banco do time de Formello, os biancocelesti vêm voando no campeonato Primavera. Outra vez, a Lazio tem uma boa geração na base com chance de fazer ótimos resultados em longo prazo – resta ver como serão lançados no time de cima. O primeiro passo já foi dado: Sevieri, Sciamanna, Ricci e Luciani assinaram contratos até 2013, nos últimos dias. Cinelli, considerado o futuro do meio-campo laziale, até 2012. Além de todos, há ainda o atacante Mendicino, artilheiro absoluto do campeonato Primavera até aqui e candidato à artilharia também em Viareggio.

Falando em gols, o Genoa aposta nos de El Shaarawi, atacante italiano de ascendência egípcia, jogador mais jovem defender pelo clube na Serie A, com menos de 16 anos e dois meses. Entre os comandados por Luca Chiappino, também se destacam o zagueiro uruguaio Polenta e o goleiro Raggio Garibaldi, irmão do meia vice-campeão europeu sub-17 com a Itália há um ano. No Anderlecht, habituée do torneio, René Peeters continua como treinador. Os destaques do time são o meia Suárez e o atacante Servaes. Do Racing Club de Bobo-Dioulasso, de Burkina Faso, não foi possível colher informações.

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