Serie A

Sutis diferenças

Nesta quinta, mais uma vez os clubes italianos tiveram mau desempenho na Copa UEFA. Dos quatro participantes do país (Milan, Fiorentina, Sampdoria e Udinese), apenas os friulanos seguirão na copa europeia. Se, em anos anteriores, clubes como Empoli, Palermo e Sampdoria preferiam a eliminação em nome de mais dedicação dos jogadores a objetivos na Serie A, neste ano a desculpa não pode valer para os eliminados: todos eles utilizaram pelo menos grande parte de suas equipes titulares em alguma das partidas da fase. Mais: na segunda perna do mata-mata, à exceção da Sampdoria (que, depois de perder para o ambicioso Metalist no Marassi, jogou a toalha e foi de time reserva), todas as outras equipes buscavam a classificação com time titular em campo.

A decepção maior é óbvia e vem do San Siro. Depois de abrir uma aparentemente tranquila vantagem de dois a zero, o Milan, em péssima jornada da dupla Maldini-Senderos, permitiu que Claudio Pizarro empatasse para o Werder Bremen, abreviando a campanha dos rossoneri no torneio – e a talvez enterrando de vez a Era Ancelotti no clube. Adriano Galliani, vice-presidente do clube, já havia declarado que a Copa UEFA não era o objetivo principal, mas não precisa ser muito inteligente para imaginar que toda a cúpula da associação está ainda mais furiosa com Carletto. Com o Scudetto cada vez mais impossível e a disputa pelas vagas diretas para a Liga dos Campeões tornando-se mais acirrada, o Milan já está de orelhas em pé com a aproximação de Genoa e Roma. O resto de temporada em Milanello promete muita tensão.

Ancelotti e Milan: o fim está próximo

Outro empate, desta vez na Amsterdam ArenA, pôs fim à campanha da Fiorentina no torneio. O um a zero no Ajax, com gol de Gilardino, levaria o jogo para os pênaltis (já que o time de Firenze havia perdido pelo mesmo placar no Artemio Franchi), mas, a cinco minutos do fim, a equipe holandesa empatou com o brasileiro Leonardo, eliminando os semifinalistas da edição anterior. Para o grupo e os torcedores, restam as lamentações pela derrota pelo placar mínimo em casa, quando os jogadores viola perderam um caminhão de gols.

Desde a chegada de Claudio Prandelli, o time tenta recuperar em campo sua grandeza, mas tem esbarrado em problemas psicológicos. Depois de dois anos seguidos de bom futebol, com classificações asseguradas com certa tranquilidade para Copa UEFA (com direito a eliminação apenas nas semifinais, quando o time não teve calma no duelo contra o Glasgow Rangers) e Liga dos Campeões, respectivamente, nesta temporada, parece que algo desandou. Nervosismo excessivo, como o verificado no duelo contra o Rangers, tem aparecido em jogos importantes, mesmo quando a equipe joga melhor que o adversário e domina a partida – como contra a Juventus, no Comunale de Turim, quando os visitantes por pouco saíram com a derrota.

Além disso, o time tem estado desatento, sobretudo defensivamente, até mesmo em partidas de menor importância – como contra Lecce e Chievo. Se o ataque vai bem (Gilardino e Mutu marcaram 26 gols na Serie A), a defesa tem assustado a torcida. Até mesmo o quase inquestionável Sébastien Frey falhou algumas vezes na temporada. Talvez a eliminação na Copa UEFA possa servir como um “sacode” e motivar os toscanos para os últimos meses de Serie A, já que nem mesmo a vaga na estreante Liga Europa está garantida; afinal, Cagliari, Atalanta, Palermo e Napoli não estão mortos.

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