Copa do Mundo

Convocação de Lippi marca retorno de Totti à Azzurra

A notícia é fictícia, mas só por enquanto. Depois da troca de carinhos via imprensa entre o treinador e o atleta – que completou 33 anos no mês passado -, é mais que evidente a vontade dos dois em trabalhar juntos na seleção italiana novamente.

O jogador romanista decidiu se afastar da Azzurra logo após a Copa do Mundo. Oficialmente por motivos físicos, muito se questiona sobre até que ponto o fato de Roberto Donadoni ter assumido a seleção influenciou na decisão de Totti. Desde o retorno de Lippi, portanto, tem se especulado sobre a volta do atacante romano. O c.t. não havia até então demonstrado publicamente tanta disposição em realizá-la, embora não houvesse em momento algum parado de elogiar o jogador.

Agora, com a campanha nas Eliminatórias praticamente encerrada, a hipótese ganha ainda mais força. O capitão da Roma não atua com a camisa da seleção desde a final da Copa e, por conseguinte, não teve que suar para garantir a Itália na África do Sul, o que talvez cause – e com razão – certo desconforto no grupo. Fato é que este mesmo grupo necessita com certa urgência de criatividade.

Antonio Cassano, um dos poucos fuoriclassi nascidos na Bota, parece cada vez mais distante de uma convocação, por mais que já há tempos esteja atuando de forma agradabilíssima aos olhos de qualquer fã de futebol. Totti acaba sendo, como consequência das seguintes cortadas no barês e da notória ausência de Del Piero, que há mais de um ano não é chamado para defender a Nazionale, a esperança para um salto de qualidade na parte técnica da Itália.

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O pós-Copa

Na temporada 2006/07, posterior à Copa, o romanista não só se firmou como homem de referência no ataque – função que vinha desempenhando desde 2005/06, com a chegada de Luciano Spalletti à capital -, como foi Chuteira de Ouro da Europa com 26 gols em 35 partidas. Nas duas temporadas seguintes, os números de atuação e gols caíram (25 j – 14 g; 24 j – 14 g, respectivamente). Problemas físicos de fato atrapalharam o passado recente do jogador, que, há alguns meses, pela primeira vez em anos, conseguiu realizar uma pré-temporada completa com o clube.

Aparentemente em condições de defender Roma e Itália ao mesmo tempo, adicionando a precariedade técnica dos nomes atuais e a voz do povo – Carlo Mazzone e até Giancarlo Abate, presidente da FIGC se mostraram favoráveis ao retorno do jogador -, é questão de tempo para a notícia fantasiosa do título se tornar realidade.

1 comentário

  • Não sou dos que pensa que clamor popular justifica uma convocação. Até porque se justificasse, não haveria motivo para haver um treinador – o povo faria tudo e pronto.

    Mas neste caso, a Itália precisa de alguém de maior qualidade dentro do time. Pode ser Totti, pode ser Del Piero, pode ser Cassano. Mas sem os três, fica difícil almejar algo – a não ser por grande sorte, daquelas que só um mata-mata de tiro curto como a Copa do Mundo pode proporcionar.

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