Serie A

Parada de inverno: Chievo

Depois do começo complicado em Verona, Di Carlo já se tornou unanimidade (Getty Images)

Campanha
12ª posição. 17 jogos, 24 pontos. 7 vitórias, 3 empates, 7 derrotas. 20 gols marcados, 19 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 3, da 14ª à 16ª rodada
Maior sequência de derrotas: 2, três vezes
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 3ª à 7ª rodada
Maior sequência sem vencer: 3, da 11ª à 13ª rodada
Artilheiro: Michele Marcolini e Sergio Pellissier, 4 gols
Fair play: 37 amarelos, 1 vermelho

Time-base
Sorrentino; Frey, Morero, Yepes, Mantovani; Luciano, Rigoni (Bentivoglio), Marcolini; Pinzi; Pellissier, Bogdani (Granoche).

Treinador
Domenico Di Carlo. O técnico romano foi chamado às pressas para tentar salvar o Chievo de uma situação calamitosa, na última temporada. Poucos pensavam que os gialloblù poderiam se salvar, mas Di Carlo conseguiu o feito com quatro pontos de vantagem e mereceu a renovação para mais um ano no comando. O técnico foi um pouco contestado pela decisão em permanecer, já que o diretor esportivo Giovanni Sartori não lhe garantia qualquer investimento em contratações e o capitão Vincenzo Italiano já havia pedido sua dispensa. No fim, mesmo com gastos próximos a zero no mercado de verão, Di Carlo conseguiu montar um Chievo ainda mais forte, com uma defesa sólida, um padrão firme de jogo e difícil de ser batido. Encaixando bem suas peças no meio-campo, hoje o torcedor clivense nem sente mais a falta de seu ex-capitão.

Destaque
Mario Yepes. Com Pellissier garantindo alguns gols por partida, o ataque dá uma certa tranquilidade para o trabalho de defesa, que tem feito seu papel. Apesar das investidas da Roma, Sorrentino acabou ficando em Verona e, se sofre tão poucos gols, deve muito ao colombiano Yepes. Do alto de seus 33 anos, o zagueiro é capitão da seleção, ganhou uma Copa América e tem uma década de experiência no futebol francês. Depois de começar bem sua carreira no Chievo, temporada passada, se confirma nessa como um dos zagueiros mais seguros do futebol italiano. Rigoni, no vértice baixo do losango do meio-campo, é uma grata surpresa, assim como o renascido Pinzi, que tem atuado de forma surpreendente na ligação com o ataque.

Decepção
Pablo Granoche. O albanês Bogdani continua recebendo o segundo maior salário do elenco para marcar seus poucos gols, mas fato é que pouco dele se espera. O fato de continuar titular, isso sim, garante o posto de decepção gialloblù para o uruguaio Granoche, grande artilheiro da Triestina na Serie B. Quem também não se firmou foi Iori, estreante na Serie A com 28 anos. Melhor jogador da Cittadella que conseguiu uma salvezza improvável na Serie B passada, o meia não convenceu nos treinamentos, não rendeu quando entrou em campo e já deve sair em janeiro – fala-se numa troca com o Torino, que mandaria Loviso para Verona.

Perspectiva
Ficar no meio da tabela. Com o elenco que tem, há três meses era raro quem não apostasse no rebaixamento do Chievo ao fim da temporada. Hoje, tudo mudou: as dúvidas se tornaram certezas positivas e poucas foram as apostas que deram errado. Ainda assim, o elenco gialloblù é curto demais para disputar com tantos concorrentes uma vaga na Liga Europa. Mas não se ver lutando contra o rebaixamento a dois meses do fim da Serie A já será uma conquista e tanto para menor clube da divisão. Uma recriação do Chievo dos milagres, construído por Luigi del Neri no início da década e que acabou disputando a preliminar de uma Liga dos Campeões, por enquanto fica fica apenas no sonho. O que não tira desse time a santidade.

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