Coppa Italia

Coppa Italia: semifinais definidas

Em apenas cinco minutos Pato marcou dois gols e tranquilizou o Milan para o resto da partida (LaPresse)

Sampdoria 1-2 Milan
Com 20 jogadores lesionados ao todo (12 do Milan e oito da Samp), os treinadores foram obrigados a entrar com o time modificado e a estrear as novas contratações. Do lado genovês, Di Carlo não contava com Pozzi, nem Pazzini e optou por colocar o estreante Maccarone ao lado de Macheda. No Milan, Allegri voltou a escalar Thiago Silva no meio de campo, entre os holandeses Van Bommel e Merkel, promoveu a estreia de Emanuelson, como trequartista, e poupou Ibrahimovic e Cassano, dando lugar a dupla Robinho e Pato no ataque.

Mas não foi porque estava com o time quase todo reserva que o Milan teve dificuldades. Muito pelo contrário. Os rossoneri foram soberanos em grande parte da partida e logo aos 22 minutos já estavam com o jogo praticamente definido. Graças a boa apresentação de Pato, que se sente mais à vontade sem a companhia de Ibrahimovic. Ontem, foram dois belos gols. No primeiro, recebeu toque de cabeça de Thiago Silva. No segundo, aproveitou assistência de Emanuelson, que não sentiu o peso da estreia e fez boa partida, se adaptando rapidamente ao time. O veterano Van Bommel não foi tão bem quanto o companheiro, mas também estreou bem e já mostrou ser um novo líder dentro de campo.

Enquanto isso, os blucerchiati sofreram com o mal que assola a equipe a temporada inteira: a falta de ousadia. O primeiro chute a gol dos donos da casa só aconteceu aos 25 minutos, quando o Milan já estava vencendo por 2 a 0 e recuou, chamando o adversário para seu campo. E nem assim os dorianos conseguiram ser muito perigosos. O primeiro tempo foi todo do Milan. Só na segunda etapa o time de Di Carlo cresceu e conseguiu incomodar um pouco. Logo no início, Guberti diminuiu a diferença no placar. Mas parou por aí. Destaque para a entrada de Cassano em campo: o ex-jogador da Samp entrou sob vaias do estádio inteiro, mas não tirou o sorriso do rosto. Ironia típica de Fantantonio. Agora, o Milan pega o Palermo nas semifinais da Coppa.

Napoli 0x0 Inter, 4-5 nos pênaltis
No outro jogo do dia, Napoli e Inter fizeram boa partida no San Paolo. O primeiro tempo ficou marcado pelo equilíbrio. Os donos da casa tinham maior domínio territorial, mas a Inter ficava mais com a bola nos pés e trocando passes no meio-campo. De destaque, apenas o gol anulado de Cavani, aos 12, após erro feio de Maicon, e belíssima defesa de De Sanctis em tentativa de Cambiasso, aos 40. No segundo tempo, porém, o equilibriu sumiu e os mais de 40 mil torcedores presentes se animaram com o bom momento do Napoli. Stankovic se machucou e deu lugar a Mariga. Cambiasso passou a fazer as vezes de trequartista. Do outro lado, Mazzari trocou Zuniga por Dossena para dar sangue novo ao time. Cannavaro, Pazienza e Hamsik (duas vezes) perderam boas chances para os napolitanos. Em uma delas, Ranocchia salvou em cima da linha. Boa partida também de Córdoba, que jogou de regista e conseguiu tapar bem os buracos.

Na prorrogação o panorama não mudou: o Napoli tentou com Campagnaro, Lavezzi e Zuniga, mas a Inter defendeu-se com Lúcio Castelazzi e Zanetti. Superado o bombardeio, os nerazzurri tiveram mais tranquilidade e ficaram com a vaga, após cobranças de pênaltis. Lavezzi foi o único a errar. Mas o Napoli não sai de cabeça baixa: mostrou que é um time difícil de ser batido e que não desiste fácil. Teve chances de desclassificar a atual campeã até o último momento. A Inter, por outro lado, foi sólida defensivamente, mas viu um ataque pouco operante na ausência de Milito e com um Eto’o apagado. Pazzini chega na hora certa. Agora, a Inter espera o vencedor de Juve-Roma, que acontece logo mais, às 17h45.

Juventus 0-2 Roma
Em Turim, uma Juve bem desorganizada não deu trabalho para a Roma quase nenhuma vez. No primeiro tempo, os gialorossi foram cautelosos e mais observaram o jogo do que foram para cima. A estratégia de Ranieri de botar Vucinic e Ménez bem abertos nas alas deu certo: assim, Simplício e Perrotta infiltravam bem pelo meio e Pepe e Martínez ficavam sem ação pelas suas partes do campo. Para piorar a situação juventina, Felipe Melo e Sissoko formavam o meio-campo, excluindo qualquer esperança de criatividade. Um chute de Vucinic e um de Del Piero foram os únicos a merecer lugar nos melhores momentos. Primeiro tempo bem fraco.

Na segunda etapa, então, os técnicos mudaram. Del Neri colocou Krasic no lugar do inoperante Amauri e empurrou Martínez para fazer companhia a Del Piero no ataque. Ranieri tirou Menez e botou Borriello, mudando o esquema tático para o 4-3-3, com o tridente Taddei-Borriello-Vucinic. E a partida de fato melhorou. Logo em sua primeira aparição, Krasic fez boa jogada pela direita e assustou a defesa romanista. Defesa essa que passava insegurança no início da temporada, mas que agora se mostra sólida o suficiente para dar tranquilidade ao resto do time. Pouco depois, Pepe se machucou e Del Neri teve que mudar a tática de novo: Iaquinta entrou e Martínez voltou para a ala.

A Roma chegou ao primeiro gol logo depois. Rossi deu belo passe para Vucinic, nas costas de Motta (que mais tarde também saiu lesionado), receber tranquilo e chutar bonito no canto de Storari. A desorganização bianconera aumentou com o nervosismo e Júlio Sérgio não teve mais com o que se preocupar. A Juve reclamou de um suposto pênalti em Del Piero, mas não passou disso. Taddei matou o jogo com outro bonito gol. Assim, a única chance de título da Juve na temproada foi por água abaixo, junto com O projeto de reinserimento da família Agnelli no futebol. Fora da Liga Europa também, só resta a Serie A para a Velha Senhora, que tem adversários fortes na briga por vaga em liga europeia. E o mercado de inverno não dá boas perspectivas de melhora. Agora, a Roma enfrenta a Inter nas semifinais. Os dois times fizeram cinco das últimas seis finais de Coppa Italia. Os jogos acontecem no dia 20 de abril e 11 de maio.

Palermo 0-0 Parma, 5-4 nos pênaltis
No jogo de terça-feira, o Palermo se deu melhor sobre o Parma e garantiu vaga nas semifinais, para enfrentar o Milan. No primeiro tempo, pouca emoção. Os donos da casa foram um pouco melhor, mas sem muitas oportunidades reais de gol. Do segundo tempo em diante, jogo bem melhor. O Palermo foi para cima e perdeu inúmeras chances. Pastore e Ilicic fizeram grande partida e divertiram os torcedores presente no Renzo Barbera, mas a bola não entrou. Decisão apenas nas cobranças de pênaltis, onde o jovem paraguaio Martínez, de 17 anos, finalizou a série e colocou os rosanero na próxima fase. Valiani foi quem errou pelo lado gialloblù.

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