Liga dos Campeões

O inferno e o céu no Friuli

Apesar da vantagem no placar para o Arsenal, melhor momento e futebol da Udinese, além do apoio da torcida, poderão fazer a diferença (Getty Images)O futuro estará em jogo no Friuli.Quando Udinese e Arsenal colocarem suas equipes em campo, o sonho friulano baterá de frente com o desespero londrino. Se na Itália o desejo de jogar pela segunda vez uma fase de grupos da Liga dos Campeões move os jogadores bianconeri, na Inglaterra a vontade de afastar de vez a crise trazida com as saídas de Cesc Fàbregas e, agora, Samir Nasri é o combustível para os Gunners. Depois de uma vitória dos londrinos por 1 a 0 na primeira partida – esta dominada amplamente pelos friulanos – o passaporte de continuidade na mais importante competição de clubes do mundo terá finalmente um destino. Do lado da Udinese, a probabilidade é que a equipe que atuou na última semana seja completamente mantida. Com isso, Neuton, que falhou no primeiro gol dos ingleses, deverá ter mais uma chance na lateral. Deste modo, é praticamente certo que o treinador Francesco Guidolin deverá manter a formação defensiva que fez do setor o mais criticado após o primeiro duelo. Os zagueiros Danilo e Benatia, além do lateral Ekstrand serão a retaguarda para o goleiro Handanovic, um dos melhores em campo e responsável direto pelo placar magro. Setor de destaque pelo lado friulano, o meio-campo é a grande aposta de Guidolin para conseguir a vitória por dois gols de diferença, essencial para a classificação de forma direta. Pablo Armero, maior arma ofensiva dos bianconeri na segunda etapa da primeira partida, terá mantida a sua liberdade para subir ao ataque, tendo a função de partir em velocidade e, principalmente, arriscar chutes de fora da área, sua especialidade. Para liberar o colombiano, novamente Isla deverá se preocupar mais com a defesa, assim como Badu, que, deste modo, deverá liberar as subidas de Asamoah e Pinzi. Mas a grande esperança friulana está novamente nos pés de Antonio Di Natale. Maestro, artilheiro e capitão da Udinese, o jogador será a grande referência para o time, concentrando a responsabilidade de manter calmos os muitos jovens bianconeri que estarão em campo e, ao mesmo tempo, assumindo a função de marcar os tão esperados gols – perdidos das mais diversas maneiras na primeira partida. Com essa tônica, pautada principalmente na esperança, a equipe do Friuli deverá partir para cima do Arsenal apostando também em sua torcida, convocada há tempos para comparecer de forma massiva naquela que é tratada como a partida do ano. E se na Itália o sentimento é de esperança, não se pode dizer a mesma coisa dos ingleses. Muito afetados pelas atuações ruins nas primeiras rodadas da Premier League, o Arsenal joga contra a Udinese a sua reconstrução. Sem Fàbregas e Nasri, o time perdeu sua criatividade no meio-campo e se perdeu dentro das quatro linhas. Uma situação incômoda que é agravada pelo jejum de títulos dos londrinos, que não são campeões desde 2005, e pela pressão da torcida por grandes reforços – que por sua vez só deverão ser procurados se o clube avançar na Liga dos Campeões. A novidade em relação à primeira partida será o retorno do atacante Robin van Persie, que virou referência após as transferências do espanhol e do francês, assumindo inclusive o posto de capitão do time. Um time-sensação em busca de um sonho contra uma grande equipe que se esfacela aos poucos. É assim que o Friuli se faz como palco máximo para Udinese e Arsenal, assumindo a face de inferno e céu ao mesmo tempo. Um jogo quetanto para italianos como para ingleses valerá um horizonte melhor no futuro e a definição das ambições de ambos na temporada, que poderá ser um fracasso já em seu início. São as últimas horas para a Udinese acordar e saber se viverá seu sonho ou um pesadelo.Escalações

Udinese: Handanovic; Ekstrand, Danilo, Benatia, Neuton; Badu; Isla, Asamoah, Pinzi, Armero; Di Natale. Mesma escalação do jogo em Londres.

Arsenal: Szczesny; Sagna, Djourou, Vermaelen, Jenkinson; Song, Frimpong; Walcott, Ramsey, Gervinho; Van Persie.

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