Serie A

Quando o placar não muda nada

Cassano brilhou e deu à Itália a vitória mais do que esperada. O caminho das pedras, porém, começa só agora (Gazzetta.it)

Uma chance de testar. Foi com esse panorama em mente que a Itália entrou em campo para enfrentar a frágil Irlanda do Norte pela última rodada das Eliminatórias da Euro-2012. Classificada, a Squadra Azzurra alinhou uma equipe com jogadores diferentes dos habituais, mas manteve seu 4-3-1-2, tática eleita pelo treinador Cesare Prandelli para reerguer o time após o fracasso na Copa de 2010. E entre as mudanças promovidas pelo treinador, destaque para a dupla de ataque formada por Cassano e Giovinco, além das mudanças nas duas laterais. O placar, mero coadjuvante no duelo, terminou em um esperado 3 a 0 para a Nazionale.

Com boa movimentação, mas sem Marchisio, seu principal articulador nas últimas partidas, a Itália não demorou para confirmar o favoritismo e abrir o placar. Com sua dupla de ataque se movimentando bem e a já característica chegada dos volantes ao ataque, os italianos não demoraram para abrir o placar com belo voleio de Cassano, ainda aos 21 minutos da primeira etapa. Melhor homem em campo, o milanista ainda marcaria seu segundo tento na etapa seguinte, deixando o gramado logo na sequência para a estreia de Osvaldo, da Roma.

O outro gol do duelo, marcado contra por McAuley já nos 15 minutos finais, pouco importou diante dos testes promovidos por Prandelli. E, neles, alguns resultados positivos. Giovinco se movimentou muito bem e, apesar de não balançar as redes, mostrou alguma iniciativa ao tentar jogadas com seu companheiro de ataque. Nem de longe é o reserva ideal para a Nazionale, mas com as incostâncias de Balotelli deverá ganhar espaço aos poucos na equipe. Nas laterais, Cassani e Balzaretti não comprometeram diante de um ataque muito frágil, mas se preocuparam demais em defender e foram quase nulos no ataque, deixando lacunas que geralmente são preenchidas no setor pelos titulares.

Por fim, setor com menos mudanças na equipe – Marchisio não foi titular apenas pois sentiu dores -, o meio-campo segue sendo a principal arma italiana. Se houve um grande acerto de Prandelli em sua gestão até o momento, foi o fato de conseguir montar um time com volantes pensantes que não só destroem jogadas, mas as constroem quando Montolivo, um trequartista mais do que apagado, não dá conta de municiar os atacantes. É a chave de uma Itália que vai funcionando aos poucos e que, principalmente, parece recuperar em ritmo gradual sua moral de tetracampeã mundial. O passo definitivo, porém, só virá em 2012, quando a Squadra Azzurra entrar nos campos poloneses e ucranianos e mostrar até onde a boa campanha nas Eliminatórias é válida neste processo de renovação.

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