Serie A

A força do grupo gialloblù

Sem um grande destaque, o Hellas Verona é o time do momento na Serie B e começa a ameaçar a liderança do Torino (LaPresse)
Após quase metade do campeonato decorrido, a Serie B 2011-12 começa a definir as forças de forma mais clara. Entre os destaques, uma grata surpresa: o Hellas Verona (více-líder, 34 pontos), que veio da Lega Pro na última temporada, já assusta o outrora ponteiro absoluto, Torino (líder, 38), com uma série de sete vitórias consecutivas.

“Pés no chão”. Essa é a filosofia de Andrea Mandorlini, treinador scaligero. O discurso já contagiou o elenco e a direção e, após cada jogo, é comum ouvir declarações que corroboram a opinião do comandante. O jovem meia brasileiro Jorginho concorda com o técnico e afirma que “o segredo está no trabalho diário”. Além da humildade, Mandorlini destaca a manutenção da base que subiu da Lega Pro como ponto positivo do Verona.

Este senso de trabalho em equipe dos mastini é refletido em números: 11 jogadores diferentes já marcaram nas 18 rodadas e 23 atletas entraram em campo vestindo gialloblù. O artilheiro do Hellas Verona na Serie B 2011-12 é o camisa dez Emil Hallfredsson, com cinco gols – número baixo em relação aos 13 gols de Francesco Tavano, atacante do Empoli e atual artilheiro do campeonato. O Verona ainda pode se orgulhar de ser o único representante da Serie B nas oitavas de final da Coppa Italia. A equipe do Vêneto viajou até Parma e venceu a equipe da casa: na próxima fase, enfrentará a Lazio, no Olímpico de Roma, em jogo único.

No líder Torino, a defesa segue sendo o destaque e tem apenas oito gols sofridos. A queda de rendimento do pior ataque entre os dez primeiros da Serie B, responsável por balançar as redes adversárias apenas seis vezes nos últimos oito jogos, é um dos problemas do Toro. Com isso, os granata já não têm uma distância tão confortável em relação aos adversários. Além de ver o Hellas Verona de perto, o Torino já pode se considerar ameaçado por Pescara (3º, 33) e Sassuolo (4º, 33). Os perseguidores dos líderes têm características bastante diferentes. Os golfinhos são donos do melhor ataque da competição e já marcaram 38 vezes – 26 deles anotados pelo trio Sansovini, Immobile e Insigne. Por outro lado, os neroverdi têm a defesa como seu ponto forte e só sofreram 12 gols.

Ainda na zona de play-off estão Padova (5º, 31) e Reggina (6º, 29), que perderam apenas uma partida em seus últimos cinco jogos. O Padova ainda pode subir na classificação e igualar-se ao vice-líder Verona, já que no último sábado vencia o Torino em casa por 1 a 0 quando faltou luz no estádio Euganeo a 15 minutos do fim do jogo. O restante da partida será disputada em data ainda a ser definida. Abaixo dos padovanos, a Reggina tem a distância de três pontos em relação à Varese (7º, 26) e Grosseto (8º, 26), que se enfrentaram na penúltima rodada, quando o primeiro goleou o segundo, por 5 a 1. Porém, a torcida do Grosseto tem um motivo a comemorar: nos últimos oito jogos, seu artilheiro Sforzini embalou e marcou metade de seus oito gols.

Quem segue com desempenho duvidoso é a Sampdoria (9º, 26). Os blucerchiati vêm de uma sequência de cinco jogos sem vitórias e mudaram o comando recentemente: saiu Gianluca Atzori e entrou Giuseppe Iachini. Com a qualidade do elenco e o novo comandante a Samp tem condição de brigar pelo acesso, mas a zona de play-offs está ficando longe. Atrás da tradicional equipe de Gênova encontram-se as surpreendentes Juve Stabia (10º, 24) e Cittadella (11º, 22) e um batalhão de equipes com 21 pontos: Vicenza (12º), Crotone (13º), Empoli (14º) e Bari (15º). Todos estes times precisariam encaixar uma boa arrancada para voltar a pensar em acesso e, se não ficarem atentos, o sonho de subir será substituído pelo drama da briga contra o rebaixamento.

Com três derrotas consecutivas, o Livorno (16º, 20) de Walter Novellino já é uma das grandes decepções do torneio. Só não está em pior situação, por ter uma defesa forte, a quarta melhor da Serie B 2011-12. O AlbinoLeffe (17º, 20), por sua vez, tem o mesmo número de pontos do amaranto, mas peca, justamente, pela retaguarda: é a pior da disputa, com 33 gols sofridos. O time empata bastante: nos últimos seis jogos, não perdeu nenhum, mas empatou cinco. A única vitória no período ocorreu no confronto direto contra o Brescia (18º, 19) e tirou o time da zona de play-out.

Além dos rondinelle, que também decepcionam retumbantemente, a zona de play-out  conta com o Modena (19º, 16), time dono do segundo pior ataque e de umas das piores defesas da Serie B. O sonho dos canários era chegar em 2012, ano do centenário da equipe, brigando pelo acesso, mas eles devem se contentar com a fuga do rebaixamento. Os investimentos feitos em contratações não estão trazendo retorno.

Nocerina (20º, 15) e Gubbio (21º, 14), que vieram da Lega Pro, devem voltar a disputá-la no ano que vem. Como a tabela mostra, a situação mais complicada é do time eugubbino, no qual o ataque não consegue marcar gols – foram apenas 15 durante todo o campeonato. Já os rossoneri, ao menos, contam com Castaldo, que já balançou as redes oito vezes, nas 18 rodadas jogadas. E, como de costume nesta temporada, em último aparece o virtual rebaixado Ascoli (22º, 11), que teve sua punição reduzida de 10 para 7 pontos.

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