Serie A

Parada de inverno: Cagliari

Daniele Conti comemora mais um gol: com o meio-campista como artilheiro, o Cagliari tem sofrido para balançar as redes (TheFootballPhotos.com)
Campanha
15ª posição. 16 jogos, 18 pontos. 4 vitórias,  6 empates, 6 derrotas. 12 gols marcados, 17 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 2, da 2ª à 3ª rodada
Maior sequência de derrotas: 3, da 10ª à 12ª
Maior sequência de invencibilidade: 5, da 5ª à 9ª rodada
Maior sequência sem vencer: 5, da 7ª à 11ª rodada
Artilheiro: Daniele Conti, 3 gols
Fair play: 34 amarelos, 0 vermelhos 
Time-base

Agazzi; Pisano, Ariaudo (Astori), Canini, Agostini; Nainggolan, Conti, Ibarbo (Biondini); Cossu; Thiago Ribeiro e Nenê (Larrivey)

Técnico
Massimo Ficcadenti, até a 11ª rodada; Davide Ballardini, da 12ª em diante. O melhor para o Cagliari talvez fosse ter ficado com Roberto Donadoni, que fez boa campanha no último campeonato, no comando da equipe. Antes do início da temporada, porém, ele foi demitido por conta de divergências com o presidente do clube, Massimo Cellino. Deste modo, Massimo Ficcadenti assumiu o cargo e até conseguiu fazer bons jogos no início da temporada. No entanto, a sequência de cinco rodadas sem vencer, mesmo com bons jogos, entre o dia 15 de outubro e 5 de novembro, derrubou o técnico, sem muitas explicações. Ballardini foi chamado às pressas e não conseguiu melhorar o time: acumula apenas cinco pontos conquistados em seis jogos. Não será surpresa se o Cagliari trocar de treinador mais uma vez ainda neste campeonato, se estabelecendo entre os que não têm planejamento e lutam contra o rebaixamento.
Destaque
Daniele Conti. O meio-campista tem sido um dos raros destaques do Cagliari nesta temporada. Sem muitos holofotes, é artilheiro da equipe com três gols marcados, colaborando ainda com outras duas assistências. Em um ataque inoperante, que só balançou as redes 12 vezes no campeonato, fica clara a importância do meio-campista. Com essa participação, o jogador é não só o destaque da equipe até aqui, como também o principal articulador de jogadas do time, uma vez que Andrea Cossu caiu muito de rendimento e não lidera mais o meio de campo rossoblù, como outrora. A contratação de Ibarbo, ao menos, tem dado mais opções ao time.
Decepção
Andrea Cossu. Chamado de Xavi da Sardenha tamanha sua importância para o time nos últimos anos, o meio-campista faz sua pior temporada com a equipe cagliaritana. Sem nenhum gol e nenhum passe decisivo até o momento, está sumido e faz raras apresentações regulares. Sem as boas atuações de seu principal jogador, o Cagliari tem sofrido principalmente para chegar ao ataque, como evidenciam os números: o time tem o segundo pior poder de fogo da competição, com apenas 12 gols marcados. Só o candidatíssimo ao rebaixamento, Cesena, é pior (oito gols). Se a equipe nunca almejou brigar por nada, poderia pelo menos estar mais tranquila caso Cossu, como nos últimos anos, se destacasse na hora de parar a bola e organizar o meio-campo do time.
Perspectiva
Fugir do rebaixamento. Na melhor das hipóteses, o Cagliari repetirá a última temporada e conseguirá se estabilizar no meio da tabela, após um segundo turno regular. A perspectiva real, porém, coloca o time lutando contra o rebaixamento até o final, se as péssimas atuações recentes persistirem. Ballardini terá um turno inteiro para dar um choque em seus jogadores e fazer com que a zaga, tão eficiente no início da temporada, e o meio-campo voltem a funcionar. Os atacantes Larrivey, Ibarbo, Nenê e Thiago Ribeiro não são de altíssimo nível, mas se as bolas chegarem mais açucaradas, certamente conseguirão melhorar o rendimento ofensivo do time. Piorar não dá. 

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