Serie A

Parada de inverno: Inter

Milito consola Pazzini: ataque da Inter funcionou mal na primeira parte da temporada e é a chave para a recuperação da equipe de Milão em 2012 (Reuters)

Campanha 

5ª posição. 16 jogos, 26 pontos. 8 vitórias, 2 empates, 6 derrotas. 22 gols marcados, 19 sofridos.
Maior sequência de vitórias: 4, 15ª e 16ª rodadas e mais dois jogos atrasados, da 1ª e 11ª rodadas
Maior sequência de derrotas: –
Maior sequência de invencibilidade: 4, 15ª e 16ª rodadas e mais dois jogos atrasados, da 1ª e 11ª rodadas
Maior sequência sem vencer: 3, da 2ª à 4ª rodada
Artilheiro: Diego Milito, 4 gols
Fair play: 27 amarelos, 3 vermelhos

Time-base
Júlio César; Zanetti (Maicon), Lucio, Samuel (Ranocchia), Nagatomo; Cambiasso; Álvarez, Thiago Motta, Sneijder (Stankovic), Obi (Zárate); Pazzini (Milito, Forlán).

Treinador
Gian Piero Gasperini, da 2ª à 4ª rodada; Claudio Ranieri, da 5ª em diante. No breve período em que Gasperini esteve no comando (?) da Inter, desastre: o piemontês não conseguiu convencer ninguém com seu 3-4-3 ortodoxo e logo foi demitido por uma diretoria que não o apoiava por completo. Ranieri, por sua vez, tem se saído um bom bombeiro: apagou o incêndio da gestão anterior e tem como maior feito o ajuste da defesa nerazzurra, que chegou a ser a mais vazada da competição. Sem Sneijder, montou duas linhas de quatro jogadores (às vezes com Cambiasso mais recuado, em um 4-1-4-1) e resolveu o problema. Nos últimos sete jogos, a Inter só levou três gols e somou 18 pontos em 21 possíveis, alcançando a parte alta da tabela. O time ainda precisa jogar bem, principalmente na perspectiva de que o dérbi contra o Milan acontece daqui a duas rodadas.

Destaque
Ninguém. Apesar da recuperação nas últimas rodadas, é difícil apontar um destaque individual no lado azul e preto de Milão. A defesa em ido bem, mas as atuações não tem enchido os olhos da torcida. O time, envelhecido, ainda sente o peso da idade contra equipes mais velozes, e tem dificuldades para atacar quando Maicon ou Sneijder não jogam (na prática, nesta metade de temporada, quase sempre). Prova disso é que Milito, em má fase, é artilheiro da equipe com quatro gols – três deles marcados nas primeiras cinco rodadas. Nagatomo e Álvarez demoraram para aparecer, mas na reta final de 2011 ajudaram o time a conseguir pontos valiosos, diminuindo um pouco a dependência interista a Sneijder e Maicon. É preciso, agora, de regularidade.

Decepção
Diego Forlán. Dentre todas as decepções da Inter na temporada, o uruguaio é a que mais se faz notar porque ele foi o homem contratado para substituir Samuel Eto’o e dar classe ao time. No entanto, nos oito jogos que fez – ficou machucado em metade das partidas disputadas -, fez apenas um gol e pareceu completamente desconectado do resto do time, que, por sua vez, produziu muito pouco ofensivamente sem Sneijder. O ataque, de maneira geral, tem ido mal: se, com Leonardo, o time marcava bastante, nesta temporada as ausências de Maicon e Sneijder durante boa parte desta metade de campeonato comprometeram o desempenho do setor, já que Álvarez só agora parece começar a se adaptar e Obi e Zárate não deram conta do recado. Pazzini e Milito, que já não vivem boa fase, ficaram isolados e foram ainda mais atrapalhados. A pausa de natal deve ajuda o time a treinar com mais calma e a iminente volta de Sneijder será fundamental.

Perspectiva
Vaga na Liga dos Campeões. É o objetivo mínimo dado a Claudio Ranieri. Agora, a equipe está seis pontos atrás da zona de classificação ao torneio, mas terá uma boa chance de se aproximar mais no início do ano vindouro: terá cinco partidas em casa em sete disputadas em janeiro e poderá contar com um Forlán em melhor forma e um Sneijder recuperado. Além disso, a diretoria irá agir no mercado e deve trazer reforços, principalmente para o setor de meio-campo, o mais envelhecido e que mais desgastes sofre durante os jogos. Contando com isso, a Inter pode ter um 2012 mais feliz e ao menos conquistar uma vaga na LC. E, se não terminar entre os três, o baque nas finanças pode ser forte.

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