Serie A

Review da temporada: Atalanta

Denis, Schelotto e Cigarini foram apenas três dos muitos responsáveis pela campanha surpreendente da Atalanta (Getty Images)

A campanha: 11ª colocação. 13 vitórias, 13 empates e 12 derrotas.
Ao final de 2011: 11ª colocação
Fora da Serie A: Eliminada na terceira eliminatória da Coppa Italia pelo Gubbio
O ataque: 41 gols
A defesa: 43 gols, a quarta melhor
Time-base: Consigli; Masiello (Bellini), Manfredini, Lucchini (Stendardo), Peluso; Schelotto, Cigarini, Carmona, Bonaventura; Maxi Moralez; Denis.
Os artilheiros: Germán Denis (16 gols) e Guido Marilungo (4 gols)
Os onipresentes: Ezequiel Schelotto (37 jogos), Andrea Consigli (35) e Maxi Moralez (34)
O técnico: Stefano Colantuono
O decisivo: Germán Denis
A decepção: Matteo Brighi
A revelação: Manolo Gabbiadini
O sumido: Simone Tiribocchi
Melhor contratação: Ezequiel Schelotto
Pior contratação:  Andrea Masiello
Nota da temporada:
8

A Atalanta foi outra grande surpresa do campeonato. Após os encândalos de apostas que suspenderam o capitão e ídolo do clube, Cristiano Doni – e que, depois, compravaram o envolvimento do lateral Masiello -, a equipe (recém promovida à elite) foi punida e obrigada a começar a Serie A com -6 pontos. Ao contrário do esperado, o time de Bérgamo não se deixou abater, conseguiu deixar a pressão e desconfiança de lado e fez uma primeira metade de campeonato muito acima das expectativas (se não fossem os seis pontos descontados, estaria na zona de classificação para a Liga Europa), praticamente liquidando as chances de rebaixamento. Na segunda parte da competição, o rendimento do time não foi tão fantástico, mas continuou regular.

O motivo para esse sucesso não tem um nome específico. O argentino Germán Denis, claro, se destacou, com 16 gols na temporada e exibições acima da média. Mas os créditos não são só dele. O técnico Colantuono, na equipe desde a campanha do título da Serie B 2010-11, foi essencial na montagem do time e conseguiu alcançar bom equilíbrio, com três setores fortes. A zaga foi a quarta melhor do campeonato, o meio de campo mostrou-se bastante criativo e o ataque foi eficiente. Dentro das quatro linhas, destaques negativos apenas para Brighi, que chegou da Roma para ser titular e acabou participando apenas de 11 partidas, e Tiribocchi, que não fez boas participações como na temporada passada.

A aposta nos jovens é outro ponto positivo a ser ressaltado. Em meio de campo liderado pelo trequartista Maxi Moralez (25 anos), Ezequiel Schelotto (22) e Giacomo Bonaventura (22) também merecem menções honrosas. O primeiro não participou de apenas um jogo da Serie A e foi uma das peças mais importantes da campanha, jogando com velocidade pelo lado direito do campo. O bom rendimento foi premiado com uma convocação de Prandelli para a pré-lista da Eurocopa. No lado oposto, Bonaventura exerceu importante papel de marcação e colaborou para o equilíbrio da equipe. Mais à frente, o jovem Manolo Gabbiadini, de apenas 20 anos, aparece como boa opção para o futuro, mostrando boa visão de jogo e pontaria.

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