Serie A

Review da temporada: Bologna

Di Vaio, um pouco menos decisivo que de costume, se despediu do Bologna com louvor. Ele já foi passando a batuta ao trequartista Diamanti, finalmente amadurecido (Getty Images)

A campanha: 9ª colocação, 51 pontos. 13 vitórias, 12 empates, 13 derrotas

Ao final de 2011: 17 ª colocação

Fora da Serie A: Eliminado nas oitavas de final da Coppa Italia pela Juventus

O ataque: 41 gols

A defesa: 43 gols, a quarta melhor

Time-base: Gillet; Raggi, Portanova, Morleo (Antonsson); Pulzetti (Garics, Taïder), Pérez, Mudingayi, Kone; Ramírez, Diamanti; Di Vaio (Acquafresca)

Os artilheiros: Marco Di Vaio (10 gols), Gastón Ramírez (8) e Alessandro Diamanti (7)

Os onipresentes: Marco Di Vaio (37 jogos), Daniele Portanova e Gaby Mudingayi (34

O técnico: Pierpaolo Bisoli, da 2ª à 6ª rodada; Stefano Pioli, da 7ª em diante

O decisivo: Alessandro Diamanti

A decepção: Henry Damián Giménez

A revelação: Saphir Taïder

O sumido: Luigi Vitale

Melhor contratação: Jean-François Gillet

Pior contratação: Luigi Vitale

Nota da temporada: 7

Com um péssimo começo de temporada – apenas um ponto nas cinco primeiras partidas – o Bologna parecia caminhar para mais um ano de luta contra o rebaixamento até as últimas rodadas.  Após estes cinco jogos, o treinador Pierpaolo Bisoli foi substituído por Stefano Pioli (dispensado do Palermo antes mesmo do início do campeonato) e a maré virou. O novo técnico deu uma grande resposta ao clube rosanero e seu presidente intempestivo, ficando quase 10 pontos à frente de sua ex-equipe. O grande mérito de Pioli passa pelo equilíbrio que deu ao time, armando uma defesa muito sólida, que sofreu 43 gols, mais apenas que Juventus, Milan e Udinese. Os rossoblù fizeram um bom segundo turno, vencendo Inter, Lazio (fora de casa) e Napoli e sendo decisivos na briga pela terceira posição. Colocando obstáculos para as outras equipes, o time emiliano conseguiu a salvezza com antecipação e fez sua melhor campanha em dez anos. 

Além dos méritos defensivos de Pioli, destacaram-se as grandes defesas de Gillet, uma das melhores contratações da temporada, substituição à altura de Viviano, que só saiu por trapalhada da diretoria. Agliardi, seu reserva, surpreendeu e também foi muito bem nas 10 partidas em que atuou. Valeu também a luta dos volantes Pérez e Mudingayi. Na zaga, se Portanova já era uma garantia, Morleo se fixou bem na defesa e o sueco Antonsson, de 30 anos, estreou bem no futebol da Bota. Se a defesa enfim foi ajustada, outro aspecto diferente deste Bologna foi a utilização de jovens promessas. Nos últimos anos a equipe deu pouco espaço às apostas, colocando suas fichas nos mais experientes. Dessa vez, Ramírez seguiu como titular eoutros, como Taïder e Belfodil surgiram. Casarini, Krhin e Sorensen, por sua vez, foram pouco utilizados.

Mais na frente, a equipe também teve destaques individuais, mesmo não tendo vocação ofensiva. O experiente Di Vaio – que deixará a equipe após quatro temporadas, rumo ao Impact Montreal, da Major League Soccer – continuou entre os protagonistas, mais uma vez acompanhado pelo bom uruguaio Ramírez e, desta vez, pelo selecionável Diamanti. O trequartista, que já havia sido destaque no Brescia, evoluiu demais jogando pelos felsinei e, com grande técnica nos passes e em cobranças de falta, decidiu muitos jogos. Acabou merecendo o chamado de Cesare Prandelli, que está o observando em duas semanas de treinos com vistas para a Euro 2012. Diamanti deve seguir como estrela da companhia na próxima temporada, com a saída de Di Vaio e a provável venda de Ramírez. Além de manter sua joia, o Bologna precisará se desfazer de alguns jogadores, como Vantaggiato, Paponi e Vitale, que mal foram utilizados e incham o plantel.

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