Serie A

Review da Temporada: Udinese

Di Natale agredece a liberdade que Guidolin o proporciona e o técnico colhe os resultados impulsionados pelos gols do seu capitão (Getty Images)
A campanha: 3ª colocação, 64 pontos. 18 vitórias, 10 empates, 10 derrotas. Classificada para a Liga dos Campeões
Ao final de 2011: 3ª colocação 
Fora da Serie A: Eliminada nos play-offs da Liga dos Campeões pelo Arsenal; eliminada nas oitavas de final da Liga Europa pelo AZ; eliminada nas oitavas de final da Coppa Italia pelo Chievo
O ataque: 52 gols
A defesa: 35 gols, a terceira melhor
Time-base: Handanovic; Domizzi, Danilo, Benatia; Basta, Isla, Pinzi, Asamoah, Armero; Abdi; Di Natale
Os artilheiros: Antonio Di Natale (23 gols), Dusan Basta (5) e Antonio Floro Flores (4)
Os onipresentes: Samir Handanovic (38 jogos), Danilo (37) e Antonio Di Natale (36)
O técnico: Francesco Guidolin
O decisivo: Antonio Di Natale
A decepção: Gabriel Torje
A revelação: Diego Fabbrini
O sumido: Paulo Barreto
Melhor contratação: Danilo
Pior contratação: Paulo Barreto
Nota da temporada: 8
A Udinese voltou a deixar gigantes para trás e garantiu a vaga na Liga dos Campeões. Desde a eliminação na fase preliminar da LC para o Arsenal, os friulianos se focaram na disputa da Serie A, para retornarem a disputar a principal competição europeia e a opção deu certo. A briga foi até o final, mas os bianconeri foram mais constantes e ficaram à frente de Lazio, Inter e Napoli. As zebrette conseguiram absorver as perdas de Inler, Sánchez e Zapata, que foram pilares da equipe na temporada anterior e, mesmo com essas mudanças, tiveram muito do ano passado em campo. Guidolin manteve o estilo de jogo: foco na defesa, liberdade para os alas e espaço para Antonio Di Natale brilhar. Ao longo das 38 rodadas, o esquema 3-5-1-1 foi o mais utilizado pelo técnico e garantiu a estabilidade defensiva – os friulianos terminaram a Serie A 2011-12 com a terceira defesa menos vazada.
Desde 2009-10, Antonio Di Natale tem 80 gols na Serie A e foi artilheiro de duas temporadas no Belpaese. Neste ano, os 23 gols e o bom desempenho garantiram a presença na pré-lista para a Euro 2012, a sua primeira convocação com Cesare Prandeli. Mais uma vez, o capitão foi o resposável por quase metade dos gols da Udinese na Serie A. Para dividir as atenções ofensivas com o camisa dez, os alas fizeram um ótimo trabalho, atuando com muita proteção dos meias. Pela direita, Basta marcou cinco vezes e deu cinco assistências. Do outro lado, Armero teve mais uma boa temporada na Itália, dando dez passes decisivos e liderando a equipe no quesito. Porém, foi o sistema defensivo que teve o maior destaque na campanha da equipe de Údine. O meio-campo recheado de jogadores com bom poder de marcação foi fundamental para proteger o bom trio defensivo. Neste setor, o destaque foi para Asamoah, que mais em mais uma temporada realizou trabalho fundamental na saída de bola das zebrette e se mostrou um meia completo, que marca e ataca bem.
O lado ruim do campeonato friuliano foram as contratações: Barreto voltou do Bari e não deu certo. Já Torje, o “Messi dos Cárpatos”, mostrou pouco. Um dos investimentos que menos chamou atenção no mercado foi a chegada de Danilo, do Palmeiras. Mas o zagueiro surpreendeu, se adaptou rapidamente à Serie A e terminou o ano como um dos melhores zagueiros do campeonato – foi, inclusive, o jogador de linha que mais minutos atuou na competição. Para não parar mais uma vez na fase de play-offs da Liga dos Campeões, a Udinese deverá optar por segurar os jogadores mais importantes, além de contratar pontualmente. O foco deve ser o ataque, pois Antonio Di Natale está perto de se aposentar e precisa de alguém para dividir a responsabilidade de marcar os gols da equipe. Muriel, que brilhou pelo Lecce, pode ser esse nome.

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