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A vitória da insistência

Com novo visual, Vucinic saiu do banco para mudar o jogo e ajudar a Juventus a conquistar seu quinto título da Supercopa Italiana (La Presse)

Sob chuva intensa em Pequim, a Juventus fez sua primeira decisão do ano e deu provas de sua força em âmbito nacional. Contra um Napoli aplicado na marcação, para poder resolver no contra-ataque, o time de Turim mostrou claros problemas defensivos (tanto que os gols napolitanos saíram em duas falhas da linha de zagueiros da Juve), mas também reafirmou seu estilo aguerrido e cheio de iniciativa, incoroporado na temporada passada sob o comando de Conte.

Sem a orientação do técnico à beira do campo (Conte foi suspenso por 10 meses por omissão de denúncia no mais recente escândalo de apostas), a linha de três zagueiros da Juve cometeu falhas de posicionamento e técnicas, deixando o Napoli à vontade para fazer o que mais gosta: contra-atacar. O primeiro gol saiu depois que Lúcio errou na marcação e deixou Cavani avançar sozinho e ficar cara a cara com Buffon. O goleiro de 34 anos exibiu ótimos reflexos e ainda salvou a primeira tentativa de Cavani, mas o artilheiro uruguaio se recuperou e não perdoou no rebote.

Sempre com o domínio das ações, a Juve conseguiu empatar dez minutos depois, quando o ótimo estreante Asamoah aproveitou bom lançamento de Vidal e chutou, sem deixar a bola quicar, no canto do goleiro De Sanctis. Com o empate no placar, o ritmo do jogo melhorou. A cinco minutos do fim, então, Pandev aproveitou bobeada de Bonucci, pela direita da zaga, e avançou para recolocar o Napoli em vantagem, com bonito gol na saída de Buffon.

Para o segundo tempo, a atual campeã italiana voltou com Vucinic no lugar de Matri, que pouco fez na primeira etapa, e melhorou bastante na partida. O montenegrino deu maior movimentação ao ataque e deixou Giovinco, antes sumido, um pouco mais à vontade em campo. A equipe passou a criar mais chances perigosas, mas viu um ótimo De Sanctis salvar todas. O gol de empate só saiu aos 28 minutos do segundo tempo, depois que o juiz marcou pênalti de Fernandez em Vucinic. Vidal converteu.

Cerimônia de premiação não contou com a participação da equipe do Napoli, em protesto contra a arbitragem (La Presse)

Já nos minutos finais do tempo regulamentar, o árbitro Mazzoleni protagonizou os três lances mais controversos do jogo: mostrou o vermelho para Pandev por insultar um dos bandeirinhas, expulsou o técnico Mazzarri por reclamação e deu o segundo amarelo para Zuniga. As marcações indignaram tanto jogadores e diretores napolitanos que o time sequer compareceu à cerimônia de premiação momentos mais tarde. O Corriere Dello Sport tomou partido das reclemações e estampou a capa do jornal deste domingo com a manchete “Super Vergonha”.

Na prorrogação, a Juventus não teve dificuldades para superar um time com dois jogadores a menos e moral abalada e fechou o placar em 4 a 2, com gols de Maggio (contra) e Vucinic, que aproveitou grande passe de Marchisio. Com as equipes ainda em construção, o jogo não define muito sobre o futuro dos envolvidos, mas mostra que os dois não sofreram grandes modificações em relação à última temporada e vão lutar pela ponta da tabela.

O Napoli não sentiu muito a falta de Lavezzi, que saiu para o PSG, e viu o substituto Pandev fazer ótima partida e decidir. Cavani continua em grande forma e impressiona com seu poder de marcação, além da efetividade no ataque. Do lado da Juve, a maior preocupação de Conte (que não poderá ir à beira do campo nos jogos, mas que poderá treinar a equipe durante a semana) será ajeitar a defesa. Lúcio não está adaptado a jogar em uma linha de três zagueiros e se mostra muito inseguro. A contratação de um grande atacante também é prioridade do treinador, junto à diretoria. Llorente e Dzeko são os nomes mais cotados no momento.

Juventus 4-2 Napoli
Juventus (3-5-2): Buffon; Lúcio, Bonucci, Barzagli; Lichtsteiner (Padoin), Marchisio, Pirlo, Vidal, Asamoah; Giovinco (Giaccherini), Matri (Vucinic). Técnico: Carrera
Napoli (3-5-1-1): De Sanctis; Campagnaro, Cannavaro (Fernandez), Britos; Maggio, Behrami, Inler (Dossena), Hamsik (Gargano), Zuniga; Pandev; Cavani. Técnico: Mazzarri.
Gols: Cavani (N) aos 27 do 1o tempo; Asamoah (J) aos 37 do 1o tempo; Pandev (N) aos 41 do 1o tempo; Vidal (J) aos 28 do 2o tempo; Maggio (contra, para a Juventus) aos 7 da prorrogação; e Vucinic (J) aos 11 da prorrogação.
Árbitro: Mazzoleni.
Cartões amarelos: Britos (N), Cannavaro (N), Behrami (N), Cavani (N), Lichtsteiner (J), Zuniga (N), Giovinco (J), Bonucci (J).
Cartões vermelhos: Pandev (N) e Zuniga (N).
Público: 75 mil pessoas.

Clique aqui para ver os gols do jogo.

1 comentário

  • Acho que pesa contra o Lúcio o estilo de jogo dele. Na linha de 3 zagueiros da Juve, até por sua idade, acredito que era esperado que ele fosse um líbero, ainda mais por sua inclinação em sair jogando. Mas como o brasileiro é um defensor que marca forte, gosta de sufocar o atacante, não combina com ele ficar na sobra para dar o segundo combate.

    http://bolanooctogono.blogspot.com.br/

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