Serie A

Estreia para esquecer

O jogo foi disputado e… só (Uefa.com)
Foram três jogos pelo campeonato italiano e apenas uma vitória. Duas derrotas em casa, sendo que nenhuma delas foi para algum time realmente expressivo (Sampdoria e Atalanta). A única vitória foi contra o Bologna (3-1), mas ainda assim teve lá sua dose de dificuldade. É o pior início de campeonato rossonero em 15 anos e a primeira vez desde 1920 que o time perde as duas primeiras partidas em casa. A Champions League apareceu para amenizar o clima em Milanello, afinal o time rossonero enfrentava apenas o Anderlecht, terceiro colocado no campeonato belga, jogando em casa e, depois de ver o que o sorteio lhe reservou, tinha esperanças de uma sorte melhor na competição europeia.
Mas, 90 minutos depois, o que se viu não foi nada de diferente do que aconteceu nas primeiras partidas da temporada. E a torcida notou isso, tanto que os pouco mais de 30 mil torcedores (média baixíssima) vaiaram o time, que foi apático e pouco ambicioso desde os primeiros minutos e mostrou que pouco tinha para apresentar. Sem os brasileiros Robinho e Alexandre Pato, ambos machucados e contando apenas com Pazzini no ataque (além de Bojan e El Shaarawy, mas que estavam no banco), o Milan dependeu demais da chegada de Emanuelson e Boateng, porém ambos estavam apagados no jogo. Ainda assim, o holandês teve a melhor chance da primeira etapa, na qual finalizou de primeira, após lançamento de Nocerino. O goleiro Proto defendeu com segurança.
As chances do Milan foram poucas, embora o Anderlecht pouco tenha atacado. A posse de bola, no entanto, foi maior para os belgas – um sintoma de que o Milan jogou ainda pior, em relação às partidas anteriores, quando teve mais posse. Nas raras oportunidades dos Mauves, geralmente em chutes de longe, Abbiati estava bem colocado para fazer a defesa. No segundo tempo, o Milan até começou melhor, pressionando um pouco mais os belgas, mas não conseguia converter as boas chances em gol. Aos 15 da segunda etapa, Boateng foi substituído por El Shaarawy. Irritado, o ganês saiu jogando garrafas d’água por todos os lados, em claro sinal de irritação pela substituição, mas em poucos minutos sentados, viu que Massimiliano Allegri estava certo na troca, afinal, o faraó, além de dar mais agilidade ao time, criou a melhor chance de gol ao Milan, em uma bela cabeçada, novamente defendida por Proto.

Sem desenvolver bom futebol, o time italiano foi se cansando. As oportunidades ficaram cada vez mais escassas e o jogo se encaminhando para seu final. Os noventa minutos foram pouco para o Milan chegar ao gol, mas duraram uma eternidade para quem viu o confronto. Sem empolgar e principalmente sem conseguir vencer, o time do Milan já precisa começar a se preocupar não só em buscar a vaga na Champions League como também no campeonato italiano, do qual o próprio treinador já não espera nada além de um terceiro lugar, que hoje já começa a ser um sonho distante. 

Allegri, inclusive, tem começado a ser criticado e seu cargo subiu no telhado. Convenhamos, fazer algo notável com o elenco atual seria tarefa hercúlea e, continuar no comando do Milan, pode até queimá-lo. Pelo visto, ele acredita em seu potencial de reação, assim como no elenco. Os torcedores, não tanto: pouco mais de 18 mil carnês para a Liga dos Campeões foram vendidos este ano. Ano passado, foram quase 57 mil. Também nesse quesito, os rossoneri estão redimensionados.

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