Seleção italiana

Evolução, apesar dos sustos

Pirlo voltou a ser o destaque da Azzurra, ditando o ritmo da equipe. Bom para os italianos, bom para Prandelli, bom para si mesmo e bom para os juventini (Getty Images/Claudio Villa)
Na última sexta-feira (12), a seleção italiana voltou a entrar em campo, novamente em jogo válido pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Num misto de
dificuldades e imposição, a equipe de Cesare Prandelli bateu, fora de casa, a Armênia
por 3 a 1.
Um mês após ter batido a Malta em
Modena, por 2 a 0, sem apresentar um bom futebol, a Squadra Azzurra mostrou boa evolução em relação aos dois jogos anteriores,
especialmente no setor de meio-campo, que não conseguira se impor contra a
Bulgária e os malteses.
Andrea Pirlo, de um começo de
temporada fraco – provavelmente devido ao cansaço –, finalmente voltou a ditar
o ritmo e organizar as principais jogadas – e foram várias. Prandelli repetiu o
quarteto de meio-campistas da Euro, e mais uma vez Riccardo Montolivo mostrou que
pode ser esse jogador versátil que faltava ao setor, dando equilíbrio, proteção
à Pirlo e qualidade no passe.
Daniele De Rossi, que sofreu com
alguns problemas no início da temporada e, aparentemente, vem tendo alguns
conflitos com Zdenek Zeman, também teve apresentação digna, fazendo aquilo que
se espera de alguém tão valorizado. Claudio Marchisio, porém, voltou a ser
apático, mesmo após boa exibição contra Malta e também nos últimos jogos pela
Juventus.
O setor de defesa também teve
evolução, e mesmo sofrendo certa pressão dos armênios, se saiu bem e também
teve importância no jogo ofensivo, tanto na saída de bola com Andrea Barzagli e
Leonardo Bonucci, este especialmente, como nas jogadas laterais com Christian Maggio
e Domenico Criscito, que foram bastante acionados.
No ataque, sem Mario Balotelli
(febre), Pablo Osvaldo e Sebastian Giovinco (posteriormente El Shaarawy)
ficaram devendo o esperado, apesar de terem participado de algumas boas
chances. E não foi por que a bola não chegou, pelo contrário. A dupla acabou
sendo displicente em alguns momentos da partida, o que também ajudou a dar
alguns sustos na defesa italiana, uma vez que a Armênia contragolpeava com eficiência e
rapidez, fazendo Gigi Buffon trabalhar.
Desde o primeiro minuto, a Itália
já conseguia se impor, quase sempre em jogadas pelo centro, enquanto os
laterais davam boas opções de passe pelos flancos. Osvaldo ficava mais fixo
entre os zagueiros, e Giovinco encostava nos meio-campistas.
Porém, foi na bola parada que Roman
Berezovski fez sua primeira grande defesa, logo aos 5 minutos, em cobrança de
falta precisa de Pirlo, na meia-lua da entrada da área. Pouco depois, Criscito
foi acionado por Giovinco na ponta esquerda e centrou para Montolivo, que, de
calcanhar quase marcou, mas, atento, o arqueiro armênio defendeu. No rebote,
contudo, Montolivo chutou e a bola bateu no braço de Mkoyan. Verdadeiramente pênalti ou não, o
árbitro assinalou a penalidade e, na cobrança, Pirlo inaugurou o placar em batida
perfeita, no canto direito.
A Nazionale seguiu tendo o controle da partida, controlando a posse de
bola e esporadicamente criando oportunidades de gol. Os anfitriões, por sua
vez, passaram a apertar na marcação e sair em rápidos contragolpes. Dessa
forma, após Maggio ter batido cabeça com Yura Movsisyan, a defesa parou e o
craque armênio, Henrik Mkhitaryan, recuperou a bola, passou por Barzagli e
finalizou na saída de Buffon, igualando o placar.
Após o empate e ainda no segundo
tempo, o ritmo do jogo não se alterou: a Itália continuava controlando a posse
e criava a maioria das jogadas, enquanto a Armênia se postava bem atrás e saía
em contra-ataques com Mkhitaryan, principalmente, Aras Özbiliz e Davit Manoyan.
Aos 64 minutos, no entanto, em
descida de Maggio pela direita, Pirlo o acompanhou e, pouco antes da entrada da
área, recebeu do ala do Napoli. O regista levantou a bola na área com precisão
(novamente e, enquanto a defesa de preocupou com Osvaldo, De Rossi se infiltrou nas
costas dos defensores adversários, acertando bom cabeceio e colocando a Itália
em vantagem novamente.
O gol de alívio, porém, só foi
sair aos 81 minutos. Em cobrança de falta pela esquerda, De Rossi colocou a
bola na cabeça de Osvaldo, que, desta vez, venceu Berezovski, ampliando o
placar em favor da seleção de Prandelli.
Com os três pontos garantidos, a
Itália se manteve na primeira colocação do Grupo B, agora isolada na liderança
com 7 pontos em 3 jogos, à frente de Bulgária (5pts, 3j), República Tcheca
(4pts, 2j), Armênia (3pts, 3j), Dinamarca (2pts, 2j) e Malta (0pts, 3j), e com
o melhor ataque (7 gols marcados) e a melhor defesa (3 gols sofridos), ao lado
da Bulgária, entre os selecionados que fizeram 3 jogos.
O próximo jogo será nesta
terça-feira (16), contra a Dinamarca. Um detalhe interessante é que a Squadra Azzurra voltará a jogar em Milão, no
Giuseppe Meazza, o que não acontece desde setembro de 2007,
quando a equipe de Roberto Donadoni ficou no zero com a França, pelas
eliminatórias para a Euro 2008.
Ficha do jogo:
Armênia 1-3 Itália

Armênia (4-4-1-1):
Berezovski; Aleksanyan, Mkoyan, Arzumanyan, Artak Edigaryan; Özbiliz, Mkrtchyan,
Artur Edigaryan (Manucharyan), Manoyan (Sarkisov); Mkhitaryan; Movsisyan.
Técnico: Vardan Minasyan.
Itália (4-3-1-2):
Buffon; Maggio, Barzagli, Bonucci, Criscito; De Rossi, Pirlo (Giaccherini),
Marchisio; Montolivo (Candreva); Osvaldo, Giovinco (El Shaarawy).
A disposição: De Sanctis, Viviano, Sirigu, Chiellini, Ranocchia, Balzaretti, Abate, Verratti,
Diamanti, Gilardino, Destro.
Técnico: Cesare Prandelli.
Gols do jogo, aqui. Classificação e outros jogos do Grupo B, aqui.

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