Serie A

O dia em que o Málaga foi maior que o Milan

A realidade é essa: O Málaga é capaz de deixar o Milan para trás (Associated Press)
Quando Málaga e Milan entram em campo por alguma competição
o natural seria definir o favoritismo para o time rossonero. Tradição, história e
camisa pesam a favor dos italianos, mas no principal quesito, o futebol, é
inegável que, hoje, o time espanhol tem muito mais (e nem tem tanto assim) que
os milanistas. Apostar nos italianos foi realmente esperar uma zebra.
O pior Milan desde a temporada 1981-82, na qual foi
rebaixado na Serie A, entrava em La Rosaleda sem derrotas na competição europeia,
mas em compensação, vivendo um drama na liga local, em que ocupa a 15 colocação, com
apenas sete pontos em sete rodadas, a mesma do Chievo, primeiro time na zona de
rebaixamento. Pelo outro lado, o Málaga, mesmo tendo perdido o grande aporte
financeiro oriundo do xeque Al Mansour, conseguiu se ajeitar em meio a consideráveis perdas e reforços
modestos, tanto que ocupa a terceira colocação na Liga Espanhola, à frente até
do Real Madrid.
Precisando de mudanças e sabendo do potencial ofensivo do
Málaga, o técnico Allegri mudou radicalmente a equipe. Primeiro com o esquema e
depois com alguns jogadores que pouco jogavam. O antigo 4-3-1-2 deu lugar ao
3-4-3, no melhor estilo Zaccheroni. Porém, com pouquíssimo treino, na semana em que a equipe passou concentrada em Milanello. Na zaga, Acerbi, ganhou uma chance ao lado
de Bonera e Méxes. De Sciglio e Constant, outra surpresa, faziam as alas, e
invariavelmente compunham a zaga formando uma linha de cinco defensores.
Ambrosini formava o meio com Montolivo e na frente, Emanuelson e El Shaarawy
jogavam abertos e tentavam servir Pazzini, no centro.
Mas o esquema tático não pareceu ser o problema do Milan.
Jogando mal, o time deixou-se dominar pelo Málaga. Quem via o jogo imaginava
que o time grande era o azul e branco. Porém, apesar do domínio, os malaguenhos
pouco assustavam o goleiro Amelia, até que Pedro Proença marcou pênalti inexistente de Constant sobre
Gámez, já no final do primeiro tempo. A responsabilidade ficou nos pés de
Joaquín, mas o camisa sete chutou por cima, fazendo Allegri respirar aliviado.
A conversa de vestiário não ajudou em nada o time milanista
que continuou sem produzir. Mas, antes que tentasse algo em busca de uma improvável
vitória, Joaquín, o mesmo do pênalti, recebeu um belo passe de Iturra, em profundidade, dentro da área e
só tirou de Amelia para marcar o gol.
Mesmo atrás do placar, as únicas chances claras de gol do
rossonero foram nos minutos finais, primeiro com El Shaarawy e na sequência com
Mexès. As entradas de Pato e Bojan pouco acrescentaram e não evitaram mais uma
derrota na conta rubronegra. Serve de consolo que a equipe ainda mantém a segunda
colocação do grupo, com 4 pontos. No entanto, a equipe vê o Málaga se distanciando, com 9 pontos, e o Zenit se aproximando, com 3.
Ainda não se sabe o futuro de Allegri. Houve quem dissesse
que independentemente do resultado sua saída era certa. A derrota pode apenas
apressar o processo, embora Adriano Galliani diga que o técnico continua. A única certeza é que o time precisa de uma chacoalhada
ou, antes de pensar em algo do tamanho da grandeza rossonera, terá que brigar
para fugir de uma situação incômoda na Serie A e se classificar em seu grupo na LC.

1 comentário

  • O Milan passa por uma má fase. Não sei se a troca do treinador resolveria. Pode ser o ambiente entre os jogadores. Pela TV dá para sentir que existe alguma coisa errada.

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