Serie A

Vitória e alívio

O faraó mostrando porque está acima dos outros jogadores do Milan (Reuters)
Era apenas a segunda rodada da Champions League, mas o jogo
ante o Zenit era crucial não só para as pretensões do Milan como também para
Massimiliano Allegri. O treinador, que balança no cargo, vem pressionado pelos
maus resultados do início de temporada, já que a equipe ocupa apenas a 11ª na
Serie A. Na LC, o Milan também começou mal, empatando com o frágil Anderlecht, em pleno San Siro, na
primeira rodada da competição europeia. Assim, a obrigação de vencer os russos, teoricamente os maiores adversáros do grupo,
era ainda maior e poderia representar um recomeço ou comprometer de vez a vaga
na fase seguinte.
Para buscar a vitória fora de casa, Allegri mudou um pouco a
tradicional formação e usou o “moderno” 4-2-3-1, com Montolivo e De Jong mais
recuados e Emanuelson e El Shaarawy nas pontas, além de, surpreendentemente,
Bojan no comando de ataque. Mesmo pressionado pelos maus resultados, os
rossoneros não se afobaram. Controlaram o jogo até em um lance de sorte, abriu
o placar, com Emanuelson cobrando falta e contando com o desvio na barreira
abriu o placar.
Mal comemorou o primeiro e saiu o segundo. El Shaarawy,
mostrando porque vem sendo titular e tem sido elogiado por toda a Europa, passou por três defensores, dando uma meia
lua em Criscito e concluiu com classe, marcando um golaço. Dois a zero com
menos de 20 minutos, nem o fanático jornalista Tiziano Crudeli, torcedor do Milan, poderia imaginar desse time.
Porém, depois dos gols, o time italiano se retraiu e chamou
o Zenit para o jogo. Abbiati, em uma de suas melhores partidas pelo clube
segurou o que pode e fez ao menos cinco defesas importantes na primeira etapa. Principalmente frente a Hulk, que tentou de longe e de falta. Porém, quando o brasileiro recebeu dentro da área, não deu chances ao arqueiro milanista, já
nos instantes finais da primeira etapa.
Se a intenção de Allegri era se defender, a estratégia do
segundo tempo ruiu quando, logo aos três minutos, Shirokov empatou o jogo,
subindo livre após uma cobrança de escanteio. Foi o sexto gol sofrido pelo Milan em uma jogada de bola parada nos últimos sete jogos. Um gol que poderia abater o Milan
e dar motivação aos russos. Poderia.

Depois disso, aconteceram apenas alguns ataques sem muito perigo para os goleiros até que em um lance
esporádico, Montolivo cruzou para Pazzini, que não conseguu finalizar, e viu a
bola bater no joelho do zagueiro Hubocan e parar dentro do gol russo, já na
reta final do duelo. Nos últimos minutos, os russos fizeram Abbiati trabalhar
mais um pouco, principalmente nas finalizações de fora da área. Novamente, o goleiro de 35 anos apareceu muito bem, segurando o Zenit. Muito mais que os três pontos, a vitória foi um respiro para o
time que pode ter tido nesse jogo um divisor de águas para o restante da
temporada. Agora, o Diavolo terá um teste mais que verdadeiro para confirmar a virada: o dérbi contra a Inter, no domingo.

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