Liga dos Campeões

Missão impossível? Que nada

Festa dos jogadores ao final do jogo mostrou a importância do resultado (Uefa.com)
A festa da torcida milanista ao final do jogo não deixou
dúvidas: contrariando expectativas, o Milan venceu o Barcelona por 2 a 0. Favoritismo, talento, qualidade e nem
Lionel Messi não foram capazes de furar a retranca armada por Massimiliano
Allegri. Uma retranca tão ou mais, eficiente quanto a que
Mourinho armou em 2010, quando a Inter venceu o mesmo Barça na semifinal da Champions.
Sem vencer o adversário desde outubro de 2004, esse foi
talvez o pior momento para o Milan encarar o Barcelona. Já sem as estrelas de
Ibrahimovic e Thiago Silva e passando por uma reformulação, os rossoneri sabiam
que não tinham a qualidade para encarar os blaugranas de frente. Por isso,
Allegri trabalhou com o grupo a importância da colaboração de todos para
marcar. O esquema inicial (4-3-3), apesar de parecer ofensivo, teve El Shaarawy
e Boateng acompanhando os laterais até o último instante, deixando apenas
Pazzini para dar algum trabalho à zaga do Barcelona.
Porém, a intensidade da equipe não se limitava à defesa. Ao
recuperar a bola, o time italiano teve um contra-ataque bem armado, tanto que a
primeira boa chance do jogo veio dos pés de Boateng, que deixou El Shaarawy
livre na ponta esquerda, mas o Pequeno Faraó adiantou demais a bola e acabou
desarmado por Puyol. Na sequência, em cobrança de escanteio ensaiada, o camisa
92 retribuiu e colocou a bola nos pés de Boateng, que finalizou muito próximo
do gol. Mas essas acabaram sendo as únicas emoções da primeira etapa. O Milan
fechou todos os espaços, mas pecava ao atacar, errando muitos passes,
especialmente com Muntari.
A segunda etapa continuou truncada. Se o Milan não atacou,
também não foi atacado. Mas aos 12 minutos, uma falta batida por Montolivo desviou
em Pedro e bateu, sem intenção, no braço de Zapata, sobrando para Boateng bater
cruzado, no canto de Valdés e abrir o marcador para o Milan. Enquanto os
milanistas comemoravam, sobrou reclamação pelo lado blaugrana. Impassível, a arbitragem manteve a marcação do gol.
Com o placar adverso, o Barcelona ficou nervoso e nem mesmo
Messi conseguiu furar as duas linhas de defesa do Diavolo. Somente em dois
chutes de fora da área o time catalão conseguiu causar algum perigo para
Abbiati. O Milan, sabendo do incrível resultado que conquistava pouco avançou,
mas quando chegou, foi para decidir o jogo. Depois de vencer Puyol no corpo,
Niang que havia acabado de entrar, tocou para El Shaarawy. O líder de assistências da equipe na temporada dominou e deu um passe com
categoria para Muntari, que errou muito no jogo, se redimir e acertar um belo
voleio, sem chances para o goleiro espanhol.
Os últimos minutos foram de plena agonia para quase todo San
Siro, mas o Milan, com segurança, soube parar o Barcelona e fazer o que muitos
consideravam impossível. Com uma boa vantagem, o Milan agora vai até o Camp Nou
para tentar fazer outro jogo impecável como o desta quarta-feira e além de sair
com a vaga, mostrar para a Europa que a camisa rubronegra continua pesada.

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