Serie A

27ª rodada: O favorito?

Pazzini marca mais dois gols. O atacante tem ajudado o Milan a crescer (AFP)

Contra todas as expectativas, o Milan está se transformando no grande favorito para ficar com a terceira posição da Serie A, que dá vaga para a Liga dos Campeões. O início claudicante de temporada já é coisa do passado e hoje a equipe tem a melhor performance de 2013 na Serie A – acima até da Juventus, líder do campeonato. Porém, os tropeços do início, pagam a conta. Desde a 8ª rodada, os rossoneri somaram 4 pontos a mais que a própria Juve e liderariam o campeonato, se excluíssemos aquela rodada.

Com estes dados, é fácil imaginar que o Milan seja favorito para terminaro campeonato em terceiro e até ameaçar o Napoli, vice-líder e em queda. Os 11 pontos atrás da Juve, porém, praticamente proíbem a equipe de pensar em scudetto. A não ser que a Velha Senhora tropece – por isso, o Milan torce para que a Juve continue avançando na LC, competição em que o próprio Diavolo segue vivo.

Acompanhe o resumo da rodada, que além de ótima vitória do Milan sobre uma Lazio também em declínio, teve um amargo empate do Napoli contra a Juventus, uma grande virada da Inter sobre o Catania e vitórias de Roma e Fiorentina.

Milan 3-0 Lazio

O bom momento do Milan na temporada só faz se prolongar. Depois de
vencer o Barcelona, a equipe acabou empatando com a Inter, no
dérbi de Milão, mas voltou a vencer neste sábado. Contra a Lazio,
concorrente direta por uma vaga na Liga dos Campeões, a equipe da
Lombardia foi absolutamente superior e fez sonoros 3 a 0. Com a vitória, a equipe comandada por Massimiliano Allegri alcançou
os 48 pontos, na 3ª posição, consolidando sua invencibilidade em 2013. A Lazio, que ocupava esta colocação, foi
ultrapassada pelo adversário e caiu para a 4ª posição, com 47 pontos. A
equipe de Roma ainda pode ser alcançada pela Inter, que joga neste
domingo contra o Catania. 

Em campo, a partida começou com muita movimentação e chances para o
Milan. Antes dos 10 minutos, Pazzini e El Shaarawy já
haviam testado Marchetti e Biava
já havia tirado bola em cima da linha, após chute de Pazzini. Aos 14 minutos, a superioridade do Milan, que já era evidente,
ficaria avassaladora. Candreva foi expulso após falta por trás em El
Shaarawy na entrada da área e deixou sua equipe com 10 jogadores. O Milan, no entanto, demorou para abrir o placar. O primeiro gol
aconteceu aos 39 minutos, depois que Abate chutou cruzado, e Marchetti
deu rebote. Após uma dividida de bola entre El Shaarawy e Biava, a bola
sobrou para Pazzini empurrar para o gol aberto. O segundo gol surgiu
quatro minutos depois, quando Pazzini cabeceou forte e, no rebote do
goleiro, Boateng concluiu. O terceiro gol surgiu em um momento no qual o Milan já estava
relaxado no jogo. Radu afastou mal e Pazzini aproveitou para
marcar seu segundo gol, com um balaço de fora da área, vencendo
Marchetti aos 14 do segundo tempo. Niang, que entrou no segundo
tempo, ainda carimbou a trave com um belo chute, mas a goleada acabou
não surgindo, no fim das contas. (Nelson Oliveira)

Napoli 1-1 Juventus
A decisão entre Napoli e Juve, vice-líder e líder, acabou não decidindo nada. Mas a Velha Senhora comemora: agora, além de manter a vantagem de seis pontos sobre o rival na briga pelo título, conta com a vantagem no confronto direto. Conte escalou seu time com Chiellini na zaga novamente e Peluso no lugar de Asamoah, para conter as investidas napolitanas pelo lado esquerdo da defesa juventina. As escolhas se mostraram acertadas e os bianconeri foram melhores durante todo o primeiro tempo. Chiellini abriu o placar de cabeça logo aos 10 minutos de jogo e Vucinic ainda teve chance de fazer 2 a 0.

Quando a Juve era melhor na partida, porém, Inler tentou chute de longe e deu sorte: a bola desviou em Bonucci antes de balançar as redes e empatar o jogo. No segundo tempo, Mazzari posicionou o Napoli em um 4-3-3, tirando Brutos e colocando Dzemaili, e a equipe melhorou em campo. Hamisik apareceu bem em pelo menos duas oportundiades e quase virou a partida. Cavani também teve chance clara, mas desperdiçou. O campeonato ainda não está decidido, mas está cada vez mais difícil imaginar a Juventus perdendo o título… (Rodrigo Antonelli)

Catania 2-3 Inter

Neste domingo, Catania e Inter fizeram uma partida bastante movimentada na Sicília. Durante o primeiro tempo, quem mandou no jogo foi o time da casa, que aproveitou erros defensivos de uma Inter muito desatenta e mal postada em campo e fez 2 a 0 em menos de 20 minutos. Aos 7, o
brasileiro Juan errou feio ao tentar afastar um lançamento para a área e Bergessio aproveitou para bater cruzado, vencendo Handanovic. Aos 19, novo erro de Juan, que não se entendeu
com Chivu: os dois permitiram que Marchese subisse
sozinho para cabecear. Porém, após o intervalo, tudo mudou de figura e, a partir da entrada de Palacio, a Inter melhorou muito. Sem Cassano, barrado após forte discussão com Stramaccioni, a Inter tinha poucas opções no ataque e contava muito com o argentino Palacio. E ele não decepcionou. Aliás, como tem acontecido nos últimos jogos, foram os jogadores mais experientes que chamaram a responsabilidade e fizeram a história mudar a favor dos nerazzurri.

Logo após Bergessio perder ótima chance, cara a cara com Handanovic, a Inter cresceu de produção. Aos 7 minutos do segundo tempo, Palacio fez boa jogada e colocou na cabeça de Álvarez, que diminuiu. A Inter chegou ao empate apenas aos 25 minutos, depois que Álvaro Pereira cruzou na medida para Palacio testar para as redes. Antes de chegar à virada, Schelotto e Cambiasso (outro que entrou e mudou o jogo) tiveram duas ótimas oportunidades, mas não conseguiram aproveitar. Foi preciso que Cambiasso fizesse ótima jogada dentro da área e só ajeitasse para Palacio bater rasteiro e virar o jogo. Com o resultado, a Inter respondeu ao Milan, que venceu a Lazio ontem. Enquanto os rubro-negros estão na 3ª posição, com 48 pontos, a Inter é a 5ª, com os mesmos 47 pontos que a equipe romana, 4ª colocada. Pouco atrás, com 45 pontos, aparece a Fiorentina, 6ª colocada. O Catania é o 7º, com 42. (NO)

Roma 3-1 Genoa
Sem
brilho, mas esbanjando eficiência, a Roma conseguiu importante vitória sobre o
Genoa no Olimpico, e no jogo em que Totti se igualou a Nordahl como o segundo
maior artilheiro da história da Serie A com 225 gols. E para a surpresa dos romanistas, o
time sob o comando de Andreazzoli chegou a terceira vitória em quatro jogos,
ainda que o desempenho em campo ainda não seja dos melhores – mas seguramente melhor depois que Stekelenburg voltou ao gol e o time passou a jogar com três zagueiros e alas bem abertos. Com a sequência a
equipe giallorossa volta a sonhar com uma vaga em competições europeias, agora quatro pontos atrás da rival Lazio, e restando 11 jogos para o final do campeonato.
O Genoa, por sua vez, teve a boa série sob o comando de Ballardini
interrompida. Porém, em cinco jogos o time conquistou 12 pontos, e deu uma
aliviada na briga pela salvezza – cinco
pontos separam os grifoni do Siena, que abre a zona de descenso.
O time lígure dominou o jogo até o intervalo, mas tropeçou em suas
próprias deficiências (criação e definição). Foram incríveis 19 chutes, sendo 7
no alvo, e 6 defendidos por Stekelenburg, em grande noite. O holandês, porém, não conseguiu
evitar o gol de Borriello, de pênalti. Mas a noite foi mesmo de Totti. Foi dos
pés do camisa 10 que saíram os três gols. Primeiro, em cobrança de pênalti. Depois,
em cobrança de escanteio do capitão romano o estreante Romagnoli (jovem de 17 anos, titular no
lugar do poupado Marquinhos) completou de cabeça. Já nos minutos finais,
cruzamento do “Pupone” e o veterano Perrotta desviou para marcar seu segundo
gol na temporada. Além do 225º gol na Serie A, Totti chegou a 10 assistências
na temporada – são pouco mais de 50 assistências desde que começou a jogar entre os profissionais, há 20 anos. (Arthur Barcelos)

Fiorentina 2-1 Chievo
Escalado em um 5-3-2 compacto, o Chievo de Corini foi à Florença disposto a se defender. Logo aos quatro minutos de jogo, porém, Pasqual acertou belo chute e abriu o placar para a Fiorentina, fazendo com que a equipe visitante logo mudassem para um esquema um pouco mais aberto. Após o gol, o time viola continuou pressionando e não deixou o Chievo. Thereau teve uma única oportunidade para os visitantes, mas não aproveitou. Aos 31 minutos, então, o técnico Corini fez substituição inteligente e mudou um pouco a partida: tirou Acerbi e colocou Cofie, deixando o time em um 4-4-2. A troca deu certo e poucos minutos depois o próprio Cofie empatou o jogo, após passe de Guana.

No segundo tempo, a Fiorentina passou para um 3-5-2, com a entrada do brasileiro Romulo no lugar de Ljajic, que não vinha bem, e melhorou na partida. A melhor oportunidade, porém, foi do Chievo, que quase virou com Paloschi. Foi quando Montella mudou o time de novo e viu sua mexida dar certo: Larrondo entrou no lugar de Jovetic e não demorou para fazer 2 a 1 para os mandantes. Não foi um grande jogo da Fiorentina, mas a equipe viola continua subindo na tabela. Com a vitória, chega a 45 pontos, apenas dois atrás da Inter, primeira classificação à Liga Europa. O Chievo, que apesar da derrota fez boa partida, permanece na parte debaixo da tabela, mas com oito pontos de distância para a zona de rebaixamento. (RA)

Bologna 3-0 Cagliari
Em Bologna, foram necessários 18 minutos de pleno ataque
para que o time da casa praticamente resolvesse o jogo contra o Cagliari.
Embalados pela virada espetacular ante a Fiorentina, na última terça-feira, os
bolonheses entraram em campo de maneira avassaladora. Aos quatro minutos, Taïder
avançou desde o meio campo, tabelou com Gilardino e tocou com classe no canto
alto de Agazzi. Aos 18’,
Diamanti recebeu lançamento na lateral do campo, cortou para o meio e acertou um
belo chute no ângulo, marcando um dos gols mais bonitos da temporada. Ainda desnorteado, o Cagliari teve apenas uma boa chance,
com Sau. Ele recebeu no costado da zaga, dominou bem, mas finalizou muito mal.

Se com onze já estava difícil, após a expulsão de Pisano,
que deu entrada violenta em Morleo, ficou ainda pior para os visitantes. O terceiro gol ficou
ainda mais próximo para o Bologna, primeiro com Gilardino e depois com
Sorensen, que acertou a trave, mas chegou apenas nos instantes finais, com
Pasquato, que acertou um petardo da intermediária e definiu o jogo. (Caio
Dellagiustina)


Sampdoria 1-0 Parma
A Sampdoria provou estar em grande forma ao vencer o Parma por 1 a 0 e aumentar a série sem derrotas para seis partidas. Os parmiggianos, visitantes ruins – conquistaram apenas nove pontos fora do Ennio Tardini -, não tiveram os importantes Paletta e Belfodil à disposição. Sansone, no primeiro tempo, teve boa chance para tentar acabar com o jejum de sete jogos sem vitória, mas Palombo conseguiu salvar sua equipe com um desarme na marca do pênalti. Parolo tentou encobrir Romero, após passe de Biabiany; no entanto, o meio-campista errou a direção do chute.

O resultado mudou apenas na etapa final: Icardi, de cabeça, depois de cobrança de falta realizada por Estigarribia. Vale frisar a péssima saída de gol de Mirante, que ficou vendido no lance. O goleiro até se redimiu, pois, mais tarde, usou o joelho para salvar o que seria o segundo tento de Icardi. Com a vitória, a Sampdoria deixou o próprio Parma para trás na tabela de classificação, roubando-lhe o 10º posto, agora com 35 pontos. Os parmiggianos chegaram a encostar na zona de classificação para competições europeias, mas como não vencem há quase dois meses e, neste período, tem o pior retrospecto do campeonato ao lado do Pescara, caíram demais. Já a Sampdoria chegou a quatro vitórias seguidas em casa (o que não acontecia desde 2010) e, com a melhor defesa de 2013, só faz crescer. Na próxima rodada, a Samp encara o Cagliari. O Parma de Donadoni, que vem na descendente, recebe o Torino. (Murillo Moret)

Pescara 0-1 Udinese
8
jogos, 7 derrotas e 1 empate. Esse é o retrospecto do Pescara no returno da
Serie A. Desempenho para lá de decepcionante, resultando na demissão de Cristiano
Bergodi, que teve um aproveitamento de 23% em 14 jogos, pior até que o de seu
antecessor, Giovanni Stroppa (30% em 13 jogos). Com um elenco mal preparado – cheio
vários jovens promissores (a exemplo de Quintero, Perin, Weiss, Capuano, mas
também Cosic, Rizzo, Caprari, Çelik e Vukusic), mas mal “assessorados” por
jogadores experientes, sem muito a contribuir na elite do futebol
italiano -, o time do Abruzzo cada vez mais consolida o rebaixamento, seguindo
na 19ª colocação, com míseros 21 pontos em 27 partidas. Com Stroppa, vale lembrar, o time tinha cinco pontos de folga para a zona do descenso. Terá valido a pena demiti-lo?
No
Adriatico, sob protestos dos torcedores azzurri, a Udinese abriu o placar logo
aos 8 em jogada de Muriel e Di Natale, com o artilheiro bianconero, após
bate-rebate, vencendo Pelizzoli – Perin, novamente, ficou no banco – e chegando
ao seu 15º gol na Serie A, 150º na carreira. A partir de então, só deu Pescara, que, de forma
desordenada e sem uma jogada combinada chegou a assustar e exigir de Brkic, que
manteve o zero no primeiro tempo. E no segundo também, com o Pescara
insistindo, mas pecando na pontaria e sofrendo para encontrar espaços entre as
linhas do organizado time de Guidolin, que contou ótima exibição do brasileiro
Allan, que faz boa temporada de estreia na Serie A – domingo foram 10 roubadas de bola e 2 interceptações. Desta forma, a equipe
do Friuli chega aos 40 pontos, na 9ª colocação. (AB)
Siena 0-2 Atalanta
O Siena continua a passos largos o caminho para a segunda
divisão. O algoz da vez foi a sempre perigosa Atalanta. O time comandado por
Stefano Colantuono vinha de uma série negativa nos últimos três jogos, mas
aproveitou a desatenção dos bianconeros e aos três minutos abriu o placar, com
um belo chute de Bonaventura. Sem contar com um Emeghara inspirado, coube a
Rosina criar as oportunidades. Na melhor delas, em um chutaço de fora da área, Consilgli precisou se esforçar
para defender.

A Atalanta criava suas principais jogadas na bola parada ou
quando caiam nos pés de Denis. Aos três da segunda etapa, o argentino acertou o
travessão de Pegolo e na sequência, cabeceou com perigo. Mas ele acabou sendo
um mero coadjuvante na vitória. De tanto pressionar, a equipe bergamasca chegou
ao segundo gol, novamente com Bonaventura, que recebeu dentro da área e
completou com categoria. Agora com 30 pontos, a Atalanta se afastou da zona de
rebaixamento, enquanto o Siena não sai dos 21, a cinco do Genoa,
primeiro time livre. (CD)

Torino 0-0 Palermo

Apesar de ser o único empate sem gols da rodada, Torino e Palermo fizeram um jogo mais emocionante que Sampdoria-Parma, por exemplo. No retorno de Gasperini ao banco rosanero, o técnico montou o time com três zagueiros utilizando Múñoz, von Bergen e García – já que Mantovani estava machucado e Aronica, suspenso. No primeiro tempo, Fabbrini chutou de fora da área e assustou Gillet; na sequência, Vives, livre, após cruzamento de Cerci, finalizou por cima da meta, respondendo para o Torino. Bianchi quase levou a torcida do Toro ao delírio, mas seu forte remate explodiu na trave direita.

A etapa final veio junto com mais chances perdidas. Miccoli cabeceou por cima do gol; Ilicic chutou pra fora. Em ambos os lances, as assistências (de Ilicic e Arevalo Ríos, respectivamente) foram péssimas. Há muita precipitação na armação de jogadas do Palermo. Nos minutos finais, foi o Torino que quase marcou: D’Ambrosio perdeu um gol debaixo da trave, pois não conseguiu desviar a bola para a rede após escanteio de Cerci. Na sequência, Múñoz falhou feio, não conseguiu rebater e Meggiorini chutou em cima de Sorrentino. O Torino joga contra o Parma, na próxima rodada; o Palermo, lanterna, recebe o Siena no jogo dos desesperados. (MM)

Relembre a 26ª rodada aqui.
Confira estatísticas, escalações, artilharia, além da classificação do campeonato, aqui.  

Seleção da rodada
Stekelenburg (Roma); De Sciglio (Milan), Stendardo (Atalanta), Chiellini (Juventus), Pasqual (Fiorentina); Bonaventura (Atalanta), Cambiasso (Inter), Diamanti (Bologna); Palacio (Inter), Pazzini (Milan), Totti (Roma). Técnico: Massimiliano Allegri (Milan).

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