Liga dos Campeões

Intensidade dos londrinos

 Özil e o Arsenal não deram nenhuma chance para o Napoli em Londres (Arsenal.com)

A temporada do Napoli é muito boa. A equipe é um dos destaques na Serie A e havia desbancado o Bourussia Dortmund na largada da Liga dos Campeões. Porém, nesta quarta-feira, no Emirates Stadium, os partenopei nada apresentaram para desafiar o Arsenal, clube que também iniciou muito bem 2013-14.
Wenger e Benítez, que trocaram elogios durante a semana, montaram os times nos tradicionais 4-2-3-1. Ambas as equipes estavam com desfalques, mas foram os napolitanos que sentiram mais. Sem o centroavante titular, Higuaín, e o lateral-direito da seleção italiana, Maggio, os azzurri alinharam com Pandev e Mesto. Os substitutos não funcionaram, porém, no geral, o time todo italiano não conseguiu atuar bem. 

O Arsenal se impôs sobre os partenopei, com marcação avançada, movimentação e troca de passes muito rápida. O lado escolhido para maltratar o Napoli foi o esquerdo da defesa, onde o lateral Zúñiga – como contrato renovado por mais cinco anos – era constantemente envolvido em tabelas, que, em sua maior parte do tempo, tinham Sagna, Ramsey, Özil e Giroud como protagonistas.

Em 15 minutos, dois gols saíram neste setor. Primeiro Ramsey cruzou e Özil finalizou; depois, o Arsenal retomou a bola no ataque e o alemão fez a assistência para Giroud marcar. No vestiário, após a partida, o centroavante francês confessou: “Nós decidimos começar muito forte”. 

O Napoli não soube reagir e ficou sujeito ao domínio de bola dos gunners (68%) durante todo o primeiro tempo e poderia ter ido ao vestiário com um prejuízo maior. Na etapa final, as coisas mudaram um pouco: os italianos não conseguiram jogar, mas, ao menos, sofreram menos pressão do Arsenal, que, claramente, diminuiu o ritmo.

Benítez tentou mudar o time, porém nenhuma das três substituições deu resultado.
O jogo terminou com o placar criado pelos gunners nos primeiros 20 minutos, mas poderia ter ficado maior, caso o Arsenal pressionasse por um período mais longo, pois o Napoli não se mostrou capaz de resistir à pressão dos ingleses. 

No final da partida, alguns números descreviam bem o que se viu no Emirates Stadium: os napolitanos só acertaram 54 passes no último terço do campo, contra 129 do Arsenal, e acertaram uma finalização no gol de Szczęsny, enquanto a baliza de Reina recebeu quatro chutes. O principal jogador do Napoli na temporada, Hamsík, deu uma declaração dura, mas muito importante. “O Arsenal nos devastou no começo e nós fomos muito mal. Em jogos como este, nós não podemos presentear os rivais com 15 minutos livres para jogar”. No grupo que promete ser o mais equilibrado da Liga dos Campeões, a consciência de que más atuações serão punidas pelos adversários é um passo importante para brigar pela classificação. 

As próximas duas rodadas poderão mostrar o que os azzurri almejarão nesta LC, pois jogarão duas vezes contra o bom Olympique Marseille, mas que está em último lugar do grupo, com duas derrotas nos dois jogos disputados. Além disso, Borussia Dortmund e Arsenal, que lideram a chave, também se enfrentarão duas vezes e poderão dar espaço para o crescimento napolitano na tabela. 

Ficha técnica
 

Arsenal 2-0 Napoli 

Arsenal (4-2-3-1): Szczęsny, Sagna, Mertesacker, Koscielny e Gibbs; Flamini e Arteta; Ramsey (87’ Monreal), Özil e Rosicky (62’ Wilshere); Giroud. Técnico: Arsene Wenger 

Napoli (4-2-3-1): Reina, Mesto, Britos, Albiol (82’ Fernández) e Zúniga; Behrami e Inler; Callejón (77’ Zapata), Hamsik e Insigne; Pandev (60’ Mertens). Técnico: Rafa Benítez 

Árbitro: Milorad Mazic, da Sérvia

Gols: Özil (ARS, 8’) e Giroud (ARS, 15’).

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