Liga dos Campeões

Altos e baixos

Os dois gols de Higuaín derrubaram o Marseille. O argentino deixou claro: “aqui quem manda é o Napoli” (LaPresse)

O clima no San Paolo era incrível. O estádio se prepara de forma especial para cada jogo da Liga dos Campeões. Porém, o Napoli não pensava apenas na competição europeia e, por isso, poupou alguns titulares absolutos, como Hamsík e Behrami, para a partida contra a Juventus, em Turim, que vale a segunda colocação na Serie A 2013-14, e a perseguição mais de perto à Roma. O resultado disso vem nas palavras de Higuaín, “foi um jogo difícil, mas conseguimos uma vitória muito importante”. 

Não existiu mesmo facilidade. O Napoli começou a partida em marcha lenta e o Olympique Marseille aproveitou para dominar o jogo, com muita posse de bola, marcação avançada, mas finalizando pouco. Os azzurri aproveitavam a velocidade de Mertens para explorar espaços na defesa francesa e até desperdiçaram uma chance clara. Porém, a retaguarda dos partenopei começou a falhar. Primeiro, após cobrança de escanteio, Maggio foi antecipado por André Ayew, que marcou o 1 a 0. 

Mas, apesar de parecer um pouco desligado da importante partida, o Napoli conseguiu responder ao gol dos visitantes. Com intervalo de dois minutos, os italianos viraram o jogo. Inler empatou em um golaço: depois de a defesa afastar mal, o volante matou no peito e chutou sem deixar a bola cair no chão. A virada veio com Higuaín, artilheiro napolitano na temporada (oito gols). Os partenopei roubaram a bola no meio-campo, Pandev foi lançado, dividiu com o zagueiro no alto e a bola sobrou com El Pipita, que, assim como Inler, mandou um sem-pulo, mas entre as pernas de Mandanda. 

Mesmo com a vantagem no placar, os azzurri não assumiram o controle da partida, e, na volta para o segundo tempo, o Olympique foi mais à frente, sabendo que não tinha alternativa a não ser vencer a partida. E o gol veio com Thauvin, um dos melhores do OM em campo, que aproveitou outra falha de um dos laterais napolitanos. Desta vez, era Armero que fechava no meio da área e foi antecipado pelo jogador francês. 

Novamente, o gol do adversário fez o Napoli voltar a buscar o resultado. Benítez sacou Pandev, que não vinha bem, e colocou um dos melhores do time na temporada, Hamsík. O eslovaco auxiliou no controle do meio-campo pelos partenopei, mas não assumiu o protagonismo, pois o cara do jogo era o argentino Higuaín. Foi o camisa 9 que recolocou os azzurri na frente, em ótima jogada que contou com lançamento de Fernández nas costas da defesa e assistência de Mertens. El Pipita apareceu no segundo pau para empurrar para o gol aberto, completando a doppietta. Após estar mais uma vez na frente, finalmente o Napoli conseguiu segurar a vitória. 

Ao final do jogo, o decisivo Higuaín afirmou: “estamos em um grupo muito difícil, mas hoje conseguimos pontos importantes para ficar no topo da classificação. O grupo é muito difícil”. A avaliação do nível da chave está correta, e a vitória desta quarta coloca o Napoli empatado com o líder Arsenal, mas não simplifica a missão da classificação para os italianos. Na próxima rodada, o jogo contra o Borussia Dortmund, no Signal Iduna Park, é outra final. Porém, nesta decisão, os azzurri sairão classificados por antecipação se empatarem ou vencerem os aurinegros. 

Napoli 3-2 Olympique Marseille 

Napoli (4-2-3-1): Reina; Maggio, Fernández, Albiol e Armero; Dzemaili (90’ Behrami), Inler; Callejón, Pandev (65’ Hamsík) e Mertens (83’ Insigne); Higuaín. Técnico: Rafael Benítez 

Olympique Marseille (4-2-3-1): Mandanda; Fanni, N’Koulou, Diawara e Morel; Romao (83’ Lemina), Cheyrou; André Ayew, Thauvin e Valbuena (56’ Payet); Jordan Ayew (67’ Gignac). Técnico: Élie Baup 

Gols: André Ayew (10′), Inler (22′), Higuaín (24′), Thauvin (64’) e Higuaín (75’)

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