Seleção italiana

Um amistoso gelado em San Siro

Em amistoso sem grandíssimas emoções, Balotelli foi bem marcado por Hummels (AFP)

Amistoso e Itália realmente não se combinam. Independente do que esteja em campo ou contra quem seja, a Squadra Azzurra não tem sucesso em amistosos e não poderia deixar de ser diferente nessa sexta-feira na gelada Milão, que deve ter contagiado os jogadores com toda a frieza. 1 a 1, pouco domínio, muita preguiça e uma mãozada de Motta em Kroos marcaram o jogo que teve gols de Hummels e Abate.

Nem mesmo um tabu de 18 anos (desde 1995, 7 jogos, 4 vitórias e 3 empates) sem perder para a Alemanha motivou italianos ou alemães em busca de uma vitória no Giuseppe Meazza. Por sinal, outro tabu mantido com o frio 1 a 1: a Itália jamais perdeu em San Siro, com 31 triunfos, 8 empates e 22 jogos sem sofrer gols.

Imaginando um certo time da Alemanha, Prandelli (que já parece definido o módulo tático entre 4-3-1-2 e 4-3-2-1, com o 3-4-2-1 como alternativa) optou pelo losango a fim de ter maior vantagem numérica no meio-campo, mas o 4-3-3 alemão com falso 9 deu trabalho nos primeiros minutos até o time italiano acertar a marcação, o que também não garantiu controle do setor (não à toa, terminou o primeiro tempo com menos de 40% de posse de bola) nem profundidade na frente com os desentrosados Balotelli e Osvaldo e um pouco inspirado Montolivo.

No que se propôs a fazer depois de acertar o time, Prandelli teve sucesso com bom desempenho defensivo dos meias, porém as jogadas ofensivas dependeram demasiadamente de Pirlo e das ultrapassagens dos laterais, ambos bem no jogo. De negativo, além do que já foi apontado, mais uma vez as bolas paradas defensivas foram um pesadelo, especialmente sem Chiellini e De Rossi, e o time teve apenas 39% de sucesso no jogo aéreo. Os rebotes defensivos também deram trabalho para Buffon, que viu sua trave ser acertada quatro vezes, três através de rebotes – um dos efeitos Pirlo, que dá genialidade na organização e construção das jogadas, mas deixa espaços na intermediária. Mais uma vez, o essencial De Rossi fez falta.

Ofensivamente, o time italiano teve bons momentos a partir da entrada de Candreva no lugar de Osvaldo, o que levou o time para o 4-3-2-1. Aí, a Itália teve domínio do jogo por mais ou menos 20 minutos, porém sem sucesso nos arremates (a má fase de Balotelli, aliada a seu nervosismo, parece não ter fim). O único gol azzurro saiu numa jogada individual de Abate após escanteio de Pirlo. O lateral tabelou com Bonucci antes de chutar de esquerda, para marcar seu primeiro gol pela seleção e empatar a partida. Um desmarcado Hummels tinha aberto o placar, subindo alto e mandando de cabeça após cruzamento de Kroos.

Preguiçosa como sempre, a Nazionale voltará a entrar em campo nesta terça-feira para enfrentar a Nigéria em novo amistoso, no Craven Cottage, estádio do Fulham em Londres.

Veja os melhores momentos de Itália 1-1 Alemanha aqui.

Ficha técnica: Itália-Alemanha 1-1


Gols: Hummels 8′, Abate 28′. 


Itália (4-3-1-2): Buffon; Abate, Barzagli (Ogbonna 70′), Bonucci, Criscito; Marchisio, Pirlo (Cerci 82′), Thiago Motta; Montolivo; Balotelli, Osvaldo (Candreva 52′). T: Cesare Prandelli

Alemanha (4-3-3): Neuer; Höwedes, Boateng, Hummels, Jansen; Khedira (S. Bender 67′), Lahm, Kroos; Müller (L. Bender 86′), Götze (Reus 59′), Schürrle (Özil 59′). T: Joachim Löw

Árbitro: Olegário Benquerença (POR)

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