Listas

Os 10 maiores jogadores da história da Juventus

Como nosso leitor já sabe, tradicionalmente, trazemos textos históricos aqui no site. Basta acessar a seção “Beabá do Calcio”, à direita da página, para ter acesso a uma pequena enciclopédia do futebol italiano, com perfis de jogadores, técnicos e demais personagens que brilharam na Bota, além de diversas informações importantes para desvendar a prática do maior esporte do mundo na Itália. Agora, queremos mais. Vamos ampliar este conteúdo.Durante estas férias do Campeonato Italiano, o Quattro Tratti quer reviver a memória dos clubes da Bota. O blog vai contar a história dos maiores jogadores dos grandes clubes italianos através de um novo conteúdo: listas com os principais craques que já atuaram nos grandes clubes do país e também os maiores futebolistas que desfilaram pelos gramados italianos.

Para montar as listas, o QT levou em consideração a importância de determinado jogador na história do clube, qualidade técnica do atleta versus expectativa, identificação com a torcida e o dia a dia do clube (mesmo após o fim da carreira), grau de participação nas conquistas, respaldo atingido através da equipe e prêmios individuais. Listas são sempre discutíveis, é claro, e você pode deixar a sua nos comentários!

A Juventus é o primeiro clube a ser homenageado. Além do “top 10”, com detalhes sobre os jogadores, suas conquistas e motivos que os credenciam a figurar em nossa listagem, damos espaço para mais alguns grandes. Quem não atingiu o índice necessário para entrar no top 10 é mostrado no ranking a seguir.Observações: Para saber mais sobre os jogadores, os links levam a seus perfis no site. Os títulos e prêmios individuais citados são apenas aqueles conquistados pelos jogadores em seu período no clube. Também foram computadas premiações pelas seleções nacionais, desde que ocorressem durante a passagem dos jogadores nos clubes em questão.

Top 25 Juventus

11. Roberto Baggio; 12. Paolo Rossi; 13. Marco Tardelli; 14. Antonio Conte; 15. Fabio Cannavaro; 16. Sandro Salvadore; 17. Zbigniew Boniek; 18. Giuseppe Furino; 19. Antonio Cabrini; 20. Giovanni Ferrari; 21. John Charles; 22. Franco Causio; 23. Didier Deschamps; 24. Ciro Ferrara; 25. Andrea Pirlo.

10º – Pavel Nedved<

Posição: meia
Período em que atuou na Juventus: 2001 a 2009
Títulos conquistados: 2 Serie A (2001-02 e 2002-03), Supercoppa Italia (2002 e 2003), Serie B (2006-07)
Prêmios individuais: Bola de Ouro (2003), Golden Foot (2004), Bola de Ouro da República Tcheca (2001, 2003, 2004 e 2009), melhor jogador tcheco do ano (2003 e 2004), melhor jogador da Serie A (2003), melhor estrangeiro da Serie A (2003), melhor meio-campista em torneio Uefa (2002-03) e jogador do ano pela revista World Soccer (2003)

Nedved foi contratado junto a Lazio em 2001 para substituir Zidane. Ele começou a render sob comando de Marcello Lippi em dezembro daquele ano, atuando como trequartista. A Fúria Tcheca, como era chamado, conquistou dois campeonatos nacionais e ainda liderou, juntamente com Del Piero, a campanha do vice da Liga dos Campeões de 2003. Suspenso, ele não pode jogar em campo na ocasião.

Durante oito temporadas de Juventus,Nedved não ficou conhecido somente por seus passes precisos, golaços de fora da área e condição física inesgotável. O loiro ganhou muitos pontos com o clube quando não abandonou Turim após o escândalo do Calciopoli – o que também acabou lhe tirando dois scudetti do já vasto currículo. Ele foi ovacionado pela torcida em seu último jogo como profissional, contra a Lazio, no encerramento da temporada 2008-09. Hoje, depois de tanta identificação com o clube, é membro do conselho administrativo da Juventus.

9º – Roberto Bettega

Posição: atacante
Período em que atuou no clube: 1970 a 1983
Títulos conquistados: 7 Serie A (1971-72, 1972-73, 1974-75, 1976-77, 1977-78, 1980-81 e 1981-82), 2 Coppa Italia (1978-79, 1982-83), Copa da Uefa (1976-77)
Prêmios individuais: artilheiro da Serie A (1979-80) e integrante da seleção da Copa do Mundo de 1978

Bettega só não passou sua carreira profissional inteira na Juventus pois foi emprestado ao Varese, em seu primeiro ano de futebol, e negociado com o Toronto Blizzard, no último ano. O atacante conquistou sete scudetti após 481 jogos oficiais pela Juve. Somente três jogadores na história conquistaram mais títulos: Giovanni Ferrari, Virginio Rosetta e Giuseppe Furino, com oito.

Apelidado de Bobby Gol, ele marcou 178 gols durante 13 anos com a camisa bianconera. Com vasto repertório, podia jogar como centroavante ou meia ofensivo, e até hoje é considerado como um dos mais completos atacantes italianos. O auge de sua carreira aconteceu em 1976 quando, comandado por Giovanni Trapattoni, participou de todas as partidas da temporada, marcou 17 gols e foi fundamental na conquista nacional da Velha Senhora. Após a aposentadoria, o “Penna Bianca” ainda foi vice-presidente do clube entre 1994 e 2007, e ainda ocupou cargo na diretoria entre 2009 e 2010.

8º – Omar Sívori

Posição: atacante
Período em que atuou no clube: 1957 a 1965
Títulos conquistados: 3 Serie A (1957-58, 1959-60 e 1960-61), 3 Coppa Italia (1958-59, 1959-60 e 1964-65), Coppa delle Alpi (1963)
Prêmios individuais: artilheiro da Serie A (1959-60) e Bola de Ouro (1961)

Quando chegou na Juventus, em 1957, os torcedores duvidavam de Sívori, um baixinho, troncudo e de pernas curtas. Em sua primeira exibição aos tifosi, ele deu quatro voltas no gramado fazendo embaixadinhas. A bola não caiu uma vez. Os bianconeros acharam um novo ídolo, um argentino de San Nicolás de los Arroyos, que além da técnica apurada, tinha muita velocidade e faro de gol.

Sívori era um desejo antigo do presidente Umberto Agnelli. A Juventus era um desejo de El Gran Zurdo, que marcou 31 gols em sua temporada de debute para erguer a taça de campeão italiano. Ele marcou época na Juventus por que compôs o “Trio Magico”, com Giampiero Boniperti e John Charles. Sívori também era ídolo porque provocava os adversários ao jogar com as meias no tornozelo, sem proteção.

7º – Gaetano Scirea

Posição: zagueiro
Período em que atuou no clube: 1974 a 1988
Títulos conquistados: Copa do Mundo (1982), 7 Serie A (1974-75, 1976-77, 1977-78, 1980-81, 1981-82, 1983-84 e 1985-86), 2 Coppa Italia (1978-79 e 1982-83), Copa da Uefa (1976-77), Recopa Europeia (1983-84), Supercopa da Uefa (1984), Copa dos Campeões (1984-85) e Torneio Intercontinental (1985)
Prêmios individuais: integrante da Seleção da Euro-80 e integrante do Hall da fama do futebol italiano

Scirea começou a carreira jogando no meio de campo, mas fez seu nome atuando na posição de líbero. Ele foi contratado junto à Atalanta para ser reserva de Sandro Salvadore, em 1974-75, mas as boas exibições logo o colocaram diretamente no time titular. Até hoje, é considerado como um dos maiores intérpretes da função de líbero, ao lado de Franz Beckenbauer e Franco Baresi, sempre com muita elegância e senso tático.

O jogador, que conquistou sete scudetti, ainda levantou a taça da Liga dos Campeões, o primeiro título do alto escalão europeu. Ele ficou marcado por ser o atleta com o maior número de presenças antes de Del Piero, com 552, e por nunca ter recebido um cartão vermelho. Um exemplo de técnica, estilo e comportamento, segundo o ex-técnico da Nazionale, Enzo Bearzot. Por sua carreira exemplar, diversos prêmios relacionados à fair play e excelência foram batizados com seu nome.

6º – Dino Zoff

Posição: goleiro Período em que atuou no clube: 1972 a 1983
Títulos conquistados: Copa do Mundo (1982), 6 Serie A (1972-73, 1974-75, 1976-77, 1977-78, 1980-81 e 1981-82), 2 Coppa Italia (1978-79 e 1982-83), Copa da Uefa (1976-77)
Prêmios individuais: melhor goleiro da Eurocopa de 1980, integrante da seleção do Mundial-82

Zoff foi contratado junto ao Napoli quando tinha 30 anos de idade. Ele era a experiência numa Juventus que procurava se renovar. O encaixe foi perfeito durante os 11 anos que passou nas balizas de Turim, com seis títulos do Campeonato Italiano, duas copas e a Uefa de 1977.

SuperDino mantém o 2º maior recorde de invencibilidade de um goleiro na Serie A: 903 minutos sem sofrer gols entre 1972 e 73. Ele perde apenas para Sebastiano Rossi, do Milan (929). Tornou-se um mito na Juventus por sempre ter se dedicado e trabalhado demais. E é claro por ter sido um dos melhores goleiros do mundo…

5º – Zinédine Zidane

Posição: meia
Período em que atuou no clube: 1996 a 2001
Títulos conquistados: Copa do Mundo (1998), Eurocopa (2000), 2 Serie A (1996-97 e 1997-98), Supercoppa Italiana (1997), Copa Intertoto (1999), Torneio Intercontinental (1996), Supercopa da Uefa (1996)
Prêmios individuais: Bola de Ouro (1998), Onze d’Or da revista Onze Mondial (1998, 2000 e 2001), melhor jogador da Euro-00, integrante do All-Star Team do Mundial-98, melhor jogador francês (1998), melhor jogador da Serie A (2001), jogador estrangeiro da Serie A (1997 e 2001)

A história de Zidane com a Juventus começou mal: acidente de carro pouco antes de estrear, três meses de apresentações fracas e desconfiança por parte da torcida e imprensa. No meio da temporada, porém, reencontrou o futebol. O francês, rapidamente, encaixou perfeitamente no estilo de jogo proposto pelo técnico Marcello Lippi. Aliás, onde um craque de seu nível, um meio-campista completo, não se encaixaria?

Zizou, em 1997, recebeu o título de melhor jogador estrangeiro da Serie A, quando já tinha conquistado cinco de seus seis títulos em Turim. O rendimento do jogador caiu no fim da década, mas culminou no recorde de transferências, após a compra feita pelo Real Madrid, que levou o futebol de um dos maiores craques da história para a equipe galática.

4º – Gianluigi Buffon

Posição: goleiro
Período em que atuou no clube: 2001-atual
Títulos conquistados: Copa do Mundo (2006), 5 Serie A (2001-02, 2002-03, 2011-12, 2012-13 e 2013-14), 4 Supercoppa Italia (2002, 2003, 2012 e 2013), Serie B (2006-07)
Prêmios individuais: melhor goleiro da Serie A (1999, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2008), melhor goleiro para a Uefa (2003), jogador do ano Uefa (2003), integrante da equipe do ano Uefa (2003, 2004 e 2006), Prêmio Yashin (2006), integrante do All-Star Team do Mundial-06 e Euro-2012

Em seu primeiro ano como bianconero, Buffon sagrou-se campeão italiano em cima da Inter na última rodada. Na temporada seguinte, considerado o melhor da posição no mundo, recebeu o prêmio de melhor goleiro da Liga dos Campeões, defendendo um pênalti de Luis Figo, do Real Madrid, na semifinal e dois do Milan na decisão.

Superman se tornou um ídolo, também, por não abandonar o barco (ele chegou a negociar com o clube rossonero) quando o time caiu para a segunda divisão. Ao retornar à elite, dividiu grandes defesas com momentos de desatenção, porém, voltou a apresentar um ótimo senso de posicionamento a partir de 2013. Nada além do esperado para um dos grandes e mais completos arqueiros da história.

3º – Michel Platini

Posição: meia
Período em que atuou no clube: 1982 a 1987
Títulos conquistados: 2 Serie A (1983-84 e 1985-86), Coppa Italia (1982-83), Recopa Europeia (1983-84), Supercopa da Uefa (1984), Copa dos Campeões (1984-85), Torneio Intercontinental (1985)
Prêmios individuais: Bola de Ouro (1983, 1984 e 1985), Onze d’Or (1983 a 1985), jogador do ano para a revista World Soccer (1984 a 1985), artilheiro da Serie A (1982-83, 1983-84 e 1984-85), integrante do All-Star Team nos Mundiais de 1982 e 1986, melhor jogador da Euro-84

Platini chegou à Juventus como melhor jogador francês da época. Assim como Zidane, demorou a engrenar, muito devido a problemas físicos. Quando o futebol encaixou… Primeiro veio o título da Coppa Italia, com dois gols dele. Em 1983, o trequartista foi artilheiro do campeonato vencido pela Juve e foi eleito o melhor jogador do mundo pela revista France Football.

Nas duas temporadas seguintes, Platini ainda liderou o time para o título inédito europeu, com gol na decisão ante o Liverpool, foi artilheiro em mais uma oportunidade na Serie A e levantou a Bola de Ouro duas vezes. Em cinco anos na Itália, Platini conquistou tudo e tornou-se um dos principais ídolos da história do clube, ganhando projeção mundial e dando ainda mais espaço à Juve no cenário internacional.

2º – Giampiero Boniperti

Posição: atacante
Período em que atuou no clube: 1946 a 1961
Títulos conquistados: 5 Serie A (1949-50, 1951-52, 1957-58, 1959-60 e 1960-61), 2 Coppa Italia (1958-59 e 1959-60)
Prêmios individuais: artilheiro da Serie A (1947-48)

Ao estrear pela Juventus em 1946, Boniperti viu os rivais grená de Turim se sobressaírem em território italiano. Il Marisa, como era apelidado devido à coloração do cabelo, só começou a brilhar com a Juventus a partir de 1949, depois da Tragédia de Superga, que matou todo o Torino. O timaço dos rivais ofuscava uma ótima Juventus, que acabou se sobressaindo em solo nacional nos anos seguintes. Em 15 anos, o craque pode comemorar cinco scudetti na equipe de coração, única em que atuou na carreira.

Boniperti chegou à marca de cem gols na Serie A antes mesmo de completar 24 anos, pois sempre teve uma média altíssima de gols – jogando como atacante ou ponta – e acabou fazendo 178 gols em toda a carreira. Como presidente, tornou-se um dos mais vitoriosos da história do clube, com 18 títulos. O presidente de honra da Juventus ainda é lembrado como um dos maiores da equipe dos Alpes.

1º – Alessandro Del Piero

Posição: atacante
Período em que atuou no clube: 1993 a 2012
Títulos conquistados: Copa do Mundo (2006), 6 Serie A (1994-95, 1996-97, 1997-98, 2001-02, 2002-03 e 2011-12), Coppa Italia (1994-95), 4 Supercoppa Italia (1995, 1997, 2002 e 2003), Serie B (2006-07), Liga dos Campeões (1995-96), Torneio Intercontinental (1996), Supercopa da Uefa (1996), Copa Intertoto (1999), Copa Viareggio (1994) e Campeonato Primavera (1993-94)
Prêmios individuais: Golden Foot (2007), melhor jogador sub-21 da Europa (1996), melhor jogador do Torneio Intercontinental (1996), integrante do time do ano para a European Sports Magazine (1995-96, 1996-97 e 1997-98), melhor jogador da Serie A (1998 e 2008), artilheiro da Serie A (2007-08), artilheiro da Serie B (2006-07)

Seis títulos da Serie A, quatro Supercopas, Liga dos Campeões, goleador máximo da história da Juventus (188 gols na Serie A, 290 ao todo) atleta que mais atuou com a camisa bianconera na história (790 jogos), único jogador italiano a marcar mais de dez gols em 16 temporadas. É simples resumir Del Piero como grande jogador apenas com números.

No entanto, Pinturicchio foi muito mais. Ele teve perseverança e paciência para trocar o Padova pela Juventus, no início da década de 1990, pois queria realizar o sonho de jogar com a camisa listrada. Jogou, conquistou todos os títulos citados, chegou à seleção italiana e se destacou na conquista do tetracampeonato mundial, em 2006. Marcou gols de falta, de chutes de fora da área, e sempre demonstrou sua enorme técnica. Del Piero também ficou conhecido pela lealdade e pela garra em todos os momentos em que viveu no Piemonte. Nenhum jogador é maior que a instituição, porém, Del Piero é o que mais se aproxima da grandeza.

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