Serie A

Guia da Serie A 2016-17, parte 2

Amanhã a bola rolará pela primeira vez na Serie A 2016-17. Na quarta, publicamos a primeira parte do nosso guia da temporada, com as análises de dez das equipes que disputarão o Italiano. Hoje, na véspera da rodada inaugural, trazemos nossos últimos pitacos. Confira!

Lazio

Cidade: Roma (Lácio)
Estádio: Olímpico de Roma (70.634 lugares)
Fundação: 1900
Apelidos: Biancocelesti, Biancazzurri, Aquilotti
Principal rival: Roma
Participações na Serie A: 74

Títulos: dois

Na última temporada: 8ª posição

Objetivo: vaga na Liga Europa

Brasileiros no elenco: Maurício, Wallace e Felipe Anderson

Técnico: Simone Inzaghi (2ª temporada)

Destaque: Lucas Biglia

Fique de olho: Alessandro Murgia

Principais chegadas: Jordan Lukaku (le, Oostende), Ciro Immobile (a, Torino) e Wallace (z, Braga)

Principais saídas: Miroslav Klose (a, sem clube), Stefano Mauri (m, sem clube) e Antonio Candreva (mat, Inter)

Time-base (4-3-3): Marchetti; Basta, De Vrij, Wallace, Radu; Parolo, Biglia, Lulic; Felipe Anderson, Immobile (Djordjevic), Keita.

Não passa impune quem sonha com Jorge Sampaoli e Marcelo Bielsa e acorda, de última hora e assustado, com Simone Inzaghi. A ambiciosa estratégia inicial caiu por terra depois da negativa de El Loco e provocou uma reviravolta nos bastidores do clube: o presidente Claudio Lotito efetivo Inzaghi, antes interino, mas a falta de experiência do técnico e a perda de importantes peças do elenco deixam a exigente torcida celeste insatisfeita com os rumos do time em 2016-17.

No atual estado das coisas, a Lazio corre por fora por uma vaga na Liga Europa e dificilmente poderá brigar por algo além disso. De uma vez só, a equipe sofreu um duro golpe: perdeu a experiência, a liderança e a qualidade de jogadores como Candreva, Klose e Mauri, além de coadjuvantes como Konko, Matri, Gentiletti e Onazi. Se para rechear o elenco de peças úteis para o elenco, como Leitner, Bastos e Jordan Lukaku, os aquilotti não perderam tempo, a busca por novos protagonistas foi menos frutífera. O brasileiro Wallace chega para ocupar uma vaga como titular absoluto na defesa e pode ajudar a equipe a reduzir os erros no setor, juntamente com De Vrij, ao passo que Immobile promete ser um ótimo substituto para Klose. O tridente ofensivo pode incomodar bastante, principalmente se Keita mantiver a boa fase do último ano e Felipe Anderson recuperar a boa forma. No mais, os romanos seguem confiando no maestro Biglia como o cérebro da equipe.

Milan

Cidade: Milão (Lombardia)
Estádio: San Siro (80.018 lugares)
Fundação: 1899
Apelidos: Rossoneri, Diavolo
Principais rivais: Inter e Juventus
Participações na Serie A: 83

Títulos: 18
Na última temporada: 7ª posição

Objetivo: vaga na Liga dos Campeões

Brasileiros no elenco: Gabriel, Rodrigo Ely e Luiz Adriano

Técnico: Vincenzo Montella (estreante)

Destaque: Carlos Bacca

Fique de olho: Manuel Locatelli

Principais chegadas: Leonel Vangioni (le, River Plate), Gianluca Lapadula (a, Pescara) e José Sosa (m, Besiktas)

Principais saídas: Alex (z, sem clube), Jérémy Ménez (mat, Bordeaux) e Mario Balotelli (a, Liverpool)

Time-base (4-3-3): Donnarumma; Abate, Zapata, Romagnoli, De Sciglio (Antonelli, Vangioni); Kucka, Montolivo, Bertolacci; Niang (Sosa), Bacca, Bonaventura.

Os torcedores do Milan deverão esperar um pouco mais para ver o clube voltar a viver uma fase tão esplendorosa quanto sua história. No aguardo pelo investimento de um grupo chinês, em uma longa negociação que ainda está em vias de ser concluída, o Diavolo passa por reformulação nos comandos administrativo e técnico do time. Em relação ao projeto de futebol, a chegada de Montella é um bom sinal de que as coisas podem melhorar no médio prazo: o treinador fez ótimo trabalho na Fiorentina, não se encontrou na Sampdoria, mas finalmente chega a um clube de peso para mostrar que é capaz de confirmar o que dele se esperava. Hoje, se conseguir classificar o Milan a uma competição europeia, já terá cumprido o objetivo mínimo.

Os rossoneri pouco se mexeram no mercado até agora (por causa da indefinição quanto à compra do clube) e só fecharam com reforços modestos. Na defesa, setor que ainda é carente, os promissores Donnarumma e Romagnoli devem ficar sobrecarregados mesmo após as contratações do argentino Vangioni e do paraguaio Gómez, além da volta de Paletta. Montella quase não vê mudanças nas opções que terá em mãos para outras posições, como o meio-campo e o ataque: somente Lapadula, artilheiro da última Serie B, e o argentino Sosa, ex-Bayern Munique e Napoli, surgem como novidades. Pelo menos Honda perdeu o status de titular e Bacca e Bonaventura prosseguem no elenco.

Napoli

Cidade: Nápoles (Campânia)
Estádio: San Paolo (60.240 lugares)
Fundação: 1926
Apelidos: Azzurri, Partenopei
Principais rivais: Verona, Juventus, Inter e Milan
Participações na Serie A: 71

Títulos: dois

Na última temporada: 2ª posição

Objetivo: vaga na Liga dos Campeões

Brasileiros no elenco: Rafael Cabral e Allan

Técnico: Maurizio Sarri (2ª temporada)

Destaque: Marek Hamsík

Fique de olho: Roberto Insigne

Principais chegadas: Piotr Zielinski (mat, Empoli), Emanuele Giaccherini (m, Bologna) e Arkadiusz Milik (a, Ajax)

Principais saídas: Gonzalo Higuaín (a, Juventus) e Gabriel (g, Milan)

Time-base (4-3-3): Reina; Hysaj, Albiol (Tonelli), Koulibaly, Ghoulam; Allan, Jorginho (Zielinski), Hamsík; Callejón (Giaccherini), Milik (Gabbiadini), Insigne.

A saída de Higuaín surpreendeu o Napoli, mas o time soube utilizar bem os 90 milhões de euros que a Juventus pagou pelo maior goleador de uma edição da Serie A. Nenhum camisa 9 clássico foi contratado, mas os azzurri fizeram uma boa pré-temporada e empolgaram a torcida para o campeonato que virá. Um dos que realizaram grandes atuações nos amistosos foi Gabbiadini, que vai brigar com o polonês Milik para herdar a lacuna deixada por Higuaín: nenhum dos dois atua muito fixo na área, o que sugere que Sarri vai redesenhar a fase ofensiva dos partenopei, favorecendo mais ainda as inserções de Hamsík, Callejón e Insigne, e dando espaço aos novos contratados Giaccherini e Zielinski.

Depois de manter quase todas as suas principais peças, o time napolitano está mais completo do que na última temporada e é um dos mais fortes candidatos a vaga na Liga dos Campeões. Em que pese a raiva da torcida com o Pipita, o elenco e o staff técnico não podem se contaminar negativamente pelo clima de vendetta, mas certamente haverá muito olho gordo torcendo por tropeços da Juventus. Se a Velha Senhora vacilar, o Napoli promete estar atento para incomodá-la.

Palermo

Cidade: Palermo (Sicília)
Estádio: Renzo Barbera (36.349 lugares)
Fundação: 1900
Apelidos: Rosanero, Aquile
Principal rival: Catania
Participações na Serie A: 29

Títulos: nenhum (melhor desempenho: 5ª colocação)

Na última temporada: 16ª posição

Objetivo: escapar do rebaixamento

Brasileiros no elenco: nenhum

Técnico: Davide Ballardini (2ª temporada)

Destaque: Oscar Hiljemark

Fique de olho: Roland Sallai

Principais chegadas: Ilija Nestorovski (a, Inter Zapresic), Carlos Embalo (m, Brescia) e Slobodan Rajkovic (z, Darmstadt)

Principais saídas: Franco Vázquez (mat, Sevilla), Alberto Gilardino (a, Empoli) e Stefano Sorrentino (g, Chievo)

Time-base (4-3-2-1): Posavec; Rispoli (Morganella, Struna, Vitiello), Goldaniga, González (Rajkovic), Lazaar; Hiljemark, Jajalo, Chochev; Quaison, Trajkovski (Embalo); Nestorovski.

Abre o olho, Palermo. Se o time rosanero fez uma campanha nefanda na última temporada e escapou do rebaixamento na bacia das almas, a promessa é de mais sofrimento em 2016-17. A permanência do fraco técnico Ballardini já poderia ser um indicativo pouco alvissareiro, mas o mercado modesto e as saídas dos três melhores jogadores e principais responsáveis pela salvezza (Sorrentino, Vázquez e Gilardino) pioram ainda mais a situação dos sicilianos. Alerta vermelho.

Com a saída de tantos jogadores importantes, o peso fica nas costas de jogadores que são jovens, mas que tem boa qualidade técnica – isto é, se não forem vendidos até o fechamento da janela. Goldaniga, Hiljemark, Lazaar, Chochev e Embalo são bons coadjuvantes, mas há muitas dúvidas sobre a capacidade (psicológica, sobretudo) que eles têm para carregar uma frágil equipe nas costas. Para completar, o goleiro Posavec é bem inexperiente e não há goleiros de lastro para fazer sombra para ele. A combinação de fatores perigosos para o time do intempestivo presidente Maurizio Zamparini combinam com o gênio do cartola: uma bomba-relógio prestes a estourar.

Pescara

Cidade: Pescara (Abruzzo)

Estádio: Adriatico (20.515 lugares)

Fundação: 1936

Apelidos: Biancazzurri, Delfini

Principais rivais: Lazio, Roma, Ancona e Ascoli

Participações na Serie A: 7

Títulos: nenhum (melhor desempenho: 12ª colocação)

Na última temporada: 4ª posição na Serie B; promovido através dos play-offs

Objetivo: escapar do rebaixamento

Brasileiros no elenco: nenhum

Técnico: Massimo Oddo (3ª temporada)

Destaque: Gianluca Caprari

Fique de olho: Rey Manaj

Principais chegadas: Bryan Cristante (v, Palermo), Rey Manaj (a, Inter) e Albano Bizzarri (g, Chievo)

Principais saídas: 
Gianluca Lapadula (a, Milan), Rolando Mandragora (v, Juventus) e Daniele Verde (mat, Avellino)

Time-base (4-3-3): Bizzarri (Fiorillo); Zampano (Crescenzi), Fornasier, Gyömbér (Zuparic), Biraghi; Verre, Cristante (Brugman), Memushaj; Benali, Manaj (Cocco), Caprari.

De volta à elite após o rebaixamento de 2013, o pequeno Pescara tenta se superar para não ser um time ioiô – somente uma vez os golfinhos não foram rebaixados após conquistarem o acesso. O tetracampeão Oddo é o treinador dos biancazzurri há mais de dois anos e conhece bem o elenco, que ganhou poucos reforços de peso – com exceção de Bizzarri, chegaram somente jovens de potencial –, mas pratica um futebol ofensivo e bem organizado. Pode surpreender na elite.

A equipe do Abruzzo perdeu sua principal peça, o ítalo-peruano Lapadula, artilheiro da última Serie B, e pode precisar reforçar o ataque, ainda que Manaj tenha demonstrado ter futuro com a camisa da Inter. O setor mais forte do time, o meio-campo, perdeu o ótimo volante Mandragora, que retornou à Juve após empréstimo, mas pode se virar bem com a força de Memushaj e os talentosos Verre, Brugman e Cristante. A lógica é tentar arrancar bem na primeira parte da Serie A, acumular uma gordurinha e se reforçar pontualmente em janeiro para buscar uma histórica permanência.

Roma

Cidade: Roma (Lácio)
Estádio: Olímpico de Roma (70.634 lugares)
Fundação: 1927
Apelidos: Giallorossi, Lupi, A Maggica
Principais rivais: Lazio e Juventus
Participações na Serie A: 84

Títulos: três

Na última temporada: 3ª posição

Objetivo: vaga na Liga dos Campeões

Brasileiros no elenco: Alisson, Bruno Peres, Juan Jesus, Emerson Palmieri e Gerson

Técnico: Luciano Spalletti (2ª temporada)

Destaque: Francesco Totti

Fique de olho: Abdullahi Nura

Principais chegadas: Alisson (g, Internacional), Juan Jesus (z, Inter) e Thomas Vermaelen (z, Barcelona)

Principais saídas: Seydou Keita (v, El-Jaish), Lucas Digne (le, Barcelona) e Miralem Pjanic (m, Juventus)

Time-base (4-3-3): Szczesny (Alisson); Florenzi (Bruno Peres), Manolas, Juan Jesus (Fazio), Vermaelen; Nainggolan, De Rossi, Strootman (Paredes); Salah, Perotti (Totti, Dzeko), El Shaarawy.

Desde que Spalletti voltou à Roma, o time subiu muito de produção. A Loba chega em 2016-17 sem quatro jogadores importantes – Pjanic, Digne, Keita e Maicon –, mas dá a impressão de que pode crescer coletivamente e atingir a maturidade em seu futebol. Sem o armador bósnio para tirar coelhos da cartola, a diretoria parece confiar na recuperação de Strootman, na boa temporada de Paredes pelo Empoli e em minutos dados a Gerson, contratado junto ao Fluminense.

As características do meio-campo romano tendem a mudar bastante sem Pjanic. A expectativa é de que a equipe tenha muita força e passes curtos no setor, enquanto o ataque deve garantir muita velocidade, trocas de posição e gols – isso quando Dzeko não estiver em campo, claro. Velocidade e espírito lutador, aliás, devem ser a tônica da equipe em outros setores, já que Florenzi e Bruno Peres devem voar pela lateral direita e Manolas e Juan Jesus são defensores bastante rápidos. Tudo isso para que Totti, em seu último ano como jogador, aproveite os minutos que receberá para desequilibrar e balançar as redes o máximo que puder.

Sampdoria

Cidade: Gênova (Ligúria)
Estádio: Luigi Ferraris (36.703 lugares)
Fundação: 1946
Apelidos: Blucerchiati, Doria, Samp
Principal rival: Genoa
Participações na Serie A: 60

Títulos: um

Na última temporada: 15ª posição

Objetivo: vaga na Liga Europa

Brasileiros no elenco:  Dodô

Técnico: Marco Giampaolo (estreante)

Destaque: Fabio Quagliarella

Fique de olho: Patrik Schick

Principais chegadas: Bruno Fernandes (mat, Udinese), Karol Linetty (m, Lech Poznan) e Luca Cigarini (m, Atalanta)

Principais saídas: Roberto Soriano (m, Villarreal), Fernando (v, Spartak Moscou) e Lorenzo De Silvestri (ld, Torino)

Time-base (4-3-1-2): Viviano; Sala (Pedro Pereira), Silvestre, Skriniar, Dodô (Regini); Linetty, Cigarini, Barreto (Ivan); Bruno Fernandes (Álvarez); Muriel, Quagliarella.

Depois de sofrer mais do que o devido na última Serie A, a Sampdoria espera fazer uma campanha tranquila, visando ocupar a parte superior da tabela. Mas, ainda assim, não há tanta tranquilidade nos bastidores, visto que Cassano foi barrado e não deve permanecer, mesmo tentando buscar um acordo com a diretoria – ele gosta bastante de atuar em Gênova e gostaria de encerrar a carreira pelo clube.

Giampaolo é o novo técnico, substituindo Montella, e chega à equipe após o sucesso com o Empoli. Seu grande objetivo é se consolidar como treinador de gabarito no país, repetindo o futebol atrativo que desenvolveu na Toscana. Para tal, além de Cassano, ele não terá à disposição alguns jogadores importantes da última campanha, como os selecionáveis Soriano e De Silvestri e o bom volante Fernando. Reconstruída, a equipe blucerchiata muda as características de seu meio-campo, que ganha em cadência e geometria com Cigarini e Linetty, e mais velocidade à frente, com o trequartista Bruno Fernandes. A entrosada dupla formada por Muriel e Quagliarella promete ser uma das mais prolíficas de todo o campeonato.

Sassuolo

Cidade: Sassuolo (Emília-Romanha)
Estádio: Città del Tricolore (23.717 lugares)
Fundação: 1920
Apelidos: Neroverdi, Sasòl
Principal rival: Modena
Participações na Serie A: 4

Títulos: nenhum (melhor desempenho: 6ª colocação)

Na última temporada: 6ª posição

Objetivo: vaga na Liga Europa

Brasileiros no elenco: nenhum

Técnico: Eusebio Di Francesco (5ª temporada)

Destaque: Domenico Berardi

Fique de olho: Stefano Sensi

Principais chegadas: Stefano Sensi (m, Cesena), Luca Mazzitelli (m, Brescia) e Alessandro Matri (a, Lazio)

Principais saídas: Sime Vrsaljko (ld, Atlético de Madrid), Nicola Sansone (a, Villarreal) e Alessandro Longhi (le, Pisa)

Time-base (4-3-3): Consigli; Gazzola (Letschert), Cannavaro, Acerbi, Peluso; Missiroli (Sensi, Pellegrini), Magnanelli, Duncan; Berardi, Matri, Defrel (Politano).

Será possível para o Sassuolo repetir o feito histórico da última temporada? A equipe emiliana vem de uma ótima 6ª posição e de classificação à sua primeira competição europeia, quando poucos acreditavam que algo assim pudesse acontecer e não seria obra do acaso  se os neroverdi voltassem a ocupar a parte mais alta da tabela. O grande objetivo para o time treinado por Di Francesco é se manter na elite outra vez, mas os neroverdi já se acostumaram a ter ambições maiores e a superarem a si mesmos.

O foco do mercado era manter Berardi, seu grande craque, e isso foi cumprido, embora a segunda peça do tridente tenha sido vendida: depois de Zaza, Sansone foi atuar em uma equipe de maior expressão. Para compensar a saída, a diretoria neroverde aposta em um atacante experiente e que rende bem em times menos badalados: titular e com bons garçons, Matri terá a oportunidade de voltar a ser o goleador dos tempos de Cagliari. Se ainda falta repor a saída do ótimo lateral Vrsaljko, o meio-campo emiliano deve ser envolvente, com o talentoso Sensi fazendo o contraponto à força física do trio Missiroli, Magnanelli e Duncan. Ele pode dar qualidade técnica e assumir o papel de regista que falta ao time de Di Francesco.

Torino

Cidade: Turim (Piemonte)
Estádio: Olímpico de Turim (28.140 lugares) 

Fundação: 1906
Apelidos: Toro, Granata
Principais rivais: Juventus, Sampdoria, Roma
Participações na Serie A: 73

Títulos: sete

Na última temporada: 12ª posição

Objetivo: vaga na Liga Europa

Brasileiros no elenco: Danilo Avelar e Leandro Castán

Técnico: Sinisa Mihajlovic (estreante)

Destaque: Andrea Belotti

Fique de olho: Sasa Lukic

Principais chegadas: Adem Ljajic (a, Inter), Iago Falqué (a, Roma) e Lorenzo De Silvestri (ld, Sampdoria)

Principais saídas: Ciro Immobile (a, Lazio), Kamil Glik (z, Monaco) e Bruno Peres (ld, Roma)

Time-base (4-3-3): Padelli; De Silvestri (Zappacosta), Maksimovic (Rossettini), Moretti (Castán), Molinaro (Avelar); Acquah (Benassi), Vives, Baselli; Iago, Belotti, Ljajic.

O ciclo Ventura acabou, mas o Torino promete continuar sendo um time sólido e capaz de brigar por vagas em competições europeias. Os grenás perderam para a seleção italiana o treinador que liderava uma equipe da Serie A por mais tempo (cinco anos), mas mostraram ambição ao anunciar Mihajlovic como seu substituto. Algo interessante para a gestão do presidente Urbano Cairo, que tem conseguido reerguer o Toro passo a passo e, mais uma vez, dá condições para que o time do Piemonte possa incomodar os mais ricos e competir por vaga europeia. 

O treinador sérvio precisará administrar perdas importantes, como as do artilheiro Immobile, do capitão e líder da zaga Glik e do motorzinho Bruno Peres. A partir disso, Miha terá que mostrar sua habitual competência para renovar os ânimos dos grenás, reconstruindo o time a partir de um bom material humando: os sólidos De Silvestri, Leandro Castán, Baselli e os talentosos Falqué e Ljajic – além de Maksimovic, que pode acabar negociado. O grande destaque da trupe de Turim é o jovem artilheiro Belotti, que tem tudo para crescer ainda mais nesta temporada e buscar seu espaço na seleção.

Udinese

Cidade: Údine (Friul-Veneza Júlia)

Estádio: Friuli (25.144 lugares)

Fundação: 1896

Apelidos: Bianconeri, Friulani e Zebrette

Principais rivais: Venezia
 e Triestina
Participações na Serie A: 44

Títulos: nenhum (melhor desempenho: vice-campeã)

Na última temporada: 17ª posição

Objetivo: escapar do rebaixamento

Brasileiros no elenco: Danilo, Felipe, Samir, Edenílson, Lucas Evangelista, Ryder Matos e Ewandro

Técnico: Giuseppe Iachini (estreante)

Destaque: Danilo

Fique de olho: Andrija Balic

Principais chegadas: Rodrigo De Paul (mat, Racing), Ewandro (a, Atlético-PR) e Adalberto Peñaranda (a, Granada)

Principais saídas: Antonio Di Natale (a, sem clube), Bruno Fernandes (mat, Sampdoria) e Zdravko Kuzmanovic (m, Málaga)

Time-base
(3-5-2): Karnezis; Heurtaux (Angella), Danilo, Felipe (Samir); Widmer (Edenílson), Badu (Fofana), Lodi, Hallfredsson (Kone), Adnan (Armero); Zapata, Théréau (Peñaranda, De Paul).

Não espere ver a Udinese brilhar após a saída de Di Natale. O craque era um dos únicos focos de talento de uma equipe que tem decaído anos após ano e que, mais uma vez, ficará contente se não cair para a segunda divisão. As chances de o belo novo estádio Friuli sediar partidas da Serie B cresceram muito depois que o presidente Giampaolo Pozzo direcionou a maior parte de seus investimentos para Watford e Granada.

Uma das amostras da baixa expectativa para 2016-17 é que o treinador contratado para a temporada é Iachini, especialista em equipes da parte baixa da tabela. A equipe que mais brasileiros têm na Itália (sete, no total) tem no capitão Danilo o líder de uma defesa que deverá ir a campo com três homens e ficar bastante exposta ao longo do ano. Sem Bruno Fernandes e Di Natale, os friulanos contarão com o talento de vários meias-atacantes e atacantes, como De Paul, Ewandro e Peñaranda, mas a dificuldade será encaixá-los no esquema tático. Para garantir a permanência, Iachini terá de achar um lugar para eles no time e fazê-los criar entrosamento com Zapata e Théréau, esperanças de gols.

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