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Guia da Serie B 2016-17

Um dos favoritos ao acesso, Verona conta com o capitão Pazzini para voltar à elite (L’Arena)

Início de temporada, mas sem muitos motivos para festa. Um forte terremoto atingiu a parte central da Itália e deixou cerca de 250 mortos e milhares de desabrigados, mas a Serie B será iniciada nesta sexta, com a partida entre Spezia e Salernitana. Apesar do luto, preparamos o guia da competição, que terá a participação de 22 clubes de 12 diferentes regiões do país, com três favoritos ao acesso – além de seis outras equipes que correrão por fora em busca de uma vaga na Serie A. Confira a análise.

Os favoritos

Verona
Destaques: Giampaolo Pazzini (atacante) e Federico Viviani (meia)
Principais contratações: Simone Andrea Ganz (a, Juventus) e Antonio Caracciolo (z, Brescia)
Técnico: Fabio Pecchia

Lanterna da última Serie A, o Verona aparece como principal candidato ao título da segundona. Pecchia, ex-auxiliar de Rafa Benítez, é o recordista de rebaixamentos na elite como jogador, mas tem grandes chances de fazer o caminho oposto como técnico. Substituto do experiente Luigi Delneri, o treinador deverá fazer a equipe superar as saídas de peças importantes, como Toni, Gollini, Moras, Samir, Emanuelson e Ionita e se reconstruir em volta de Pazzini, um dos jogadores mais gabaritados da Serie B. O centroavante herdou a faixa de capitão e será uma das esperanças de um elenco que continua forte: tem Nícolas (goleiro destaque do Trapani em 2015-16), os defensores Caracciolo, Bianchetti e Helander, os meias Rômulo, Viviani, Bessa, Greco, Wszolek e os atacantes Siligardi, Ganz, Luppi, Juanito e Fares. Grupo forte o suficiente para colocar os butei de volta na primeira divisão.

Bari

Destaques: Giuseppe De Luca (atacante) e Mattia Cassani (lateral direito)
Principais contratações: Mattia Cassani (ld, Sampdoria) e Migjen Basha (v, Lugano)
Técnico: Roberto Stellone

Desde a queda para a Serie B, em 2011, a fanática torcida dos galletti sonha com a volta para a elite. Um dos clubes mais tradicionais do sul da Itália, o Bari não montou um elenco tão competitivo quanto o do ano passado, por questões financeiras, mas apostou no competente técnico Stellone para enfim consumar o sonho do acesso. O treinador já conseguiu fazer o modesto Frosinone subir à elite sem nenhum jogador de renome e pode fazer o mesmo com os biancorossi. Peças importantes como Contini, Donkor, Donati, Gemiti, Porcari, Rosina, Lazzari, Sansone e Puscas foram embora, mas a equipe se agarra à técnica de De Luca, aos gols de Maniero, Fedato e Monachello e à experiência de Moras, Cassani, Basha e Valiani para tentar subir. Outros jogadores interessantes do elenco são o brasileiro Raphael Martinho e o lateral Sabelli.

Carpi
Destaques: Kevin Lasagna (atacante) e Cristian Zaccardo (zagueiro)
Principais contratações: Leonardo Blanchard (z, Frosinone) e Andrea Catellani (a, Spezia)
Técnico: Fabrizio Castori

Bate e volta? Um dos estreantes da última Serie A, o Carpi caiu com dignidade e tem grande potencial de conseguir sua segunda participação na elite. A equipe emiliana prossegue sob o comando do técnico Castori e manteve quase todo o elenco que disputou a primeira divisão, incluindo destaques, como Zaccardo, Lasagna, Pasciuti, Lollo, Di Gaudio, Letizia, Belec e Romagnoli e também. Reforçados pelo bom zagueiro Blanchard e pelo atacante Catellani, os carpigiani podem batalhar por uma vaga direta primeira divisão.

Experiente defensor Cassani chegou ao Bari como um dos principais reforços dos galletti (Getty)

Correm por fora


Trapani
Destaques: Bruno Petkovic (atacante) e Igor Coronado (atacante)
Principais contratações: Mihai Balasa (ld, Crotone) e Luca Crecco (v, Lazio)
Técnico: Serse Cosmi

O Trapani teve o melhor ataque da última Serie B – excluindo-se os times que subiram para a elite – e é no forte dueto ofensivo que a equipe, terceira colocada e eliminada nos play-offs em 2015-16, deposita suas fichas novamente. O folclórico e motivador Cosmi continuará apostando em um 3-5-2 de muita movimentação, com Petkovic e o brasileiro Igor Coronado (às vezes, substituído pelo italiano Citro) como grandes terminais das jogadas. A contratação do ótimo ala romeno Balasa promete fazer do time siciliano ainda mais eficiente pelo flanco direito e brigar mais forte pelo inédito acesso.


Frosinone

Destaques: Daniel Ciofani (atacante) e Francesco Bardi (goleiro)
Principais contratações: Nicolò Brighenti (z, Vicenza) e Andrea Cocco (a, Pescara)
Técnico: Pasquale Marino


De volta à série cadetta após uma participação digna na elite, o Frosinone perdeu o técnico Stellone para o Bari e decidiu colocar suas fichas no kamizake Marino. O ofensivo treinador, que estava no Vicenza e tem passagens por Catania, Udinese e Parma, chegou pedindo algumas peças que foram importantes na campanha que quase levou os vicentinos para a elite, como os defensores Ariaudo e Brighenti e o atacante Pescara. Entre os jogadores importantes da campanha na Serie A, os frusinati perderam Leali, Pavlovic, Blanchard, Ajeti, Chibsah, Tonev, mas conseguiram manter parte do time, incluindo o ótimo goleiro Bardi e vários outros nomes, como os irmãos Ciofani, Paganini, Gucher, Soddimo e Kragl. Reforços, efetivamente, são poucos, mas a torcida sonha em poder assistir partidas da Serie A no estádio Matusa outra vez.

Spezia

Destaques: Pietro Iemmello (atacante) e Nenê (atacante)
Principais contratações: Pietro Iemello (a, Foggia) e Alessandro Piu (a, Empoli)
Técnico: Domenico Di Carlo

O Spezia foi campeão simbólico da Itália em um campeonato ocorrido na II Guerra Mundial, mas nunca disputou a primeira divisão na era dos pontos corridos. A equipe vem forte para buscar a estreia na elite e, depois de boas campanhas na Coppa Italia e de ser eliminado por três
anos seguidos nos play-offs de acesso para a Serie A, espera
conseguir sorte melhor desta vez. O time é treinado pelo experiente Di Carlo e desfez a colônia croata que tinha – sobrou apenas Budan, ex-jogador e diretor esportivo –, dando espaço para muitos italianos. Os experientes Terzi (zagueiro), Pulzetti (meia) e Nenê (aquele mesmo, atacante brasileiro, ex-Cagliari) serão alguns dos destaques do time, juntamente ao goleador Iemmello, formado pela Fiorentina e de grande sucesso pelo Foggia, na terceira divisão.

Cosmi guiará mais uma vez o Trapani a um inédito acesso (AP)

Brescia
Destaques: Antonio Caracciolo (atacante) e Giampiero Pinzi (volante)
Principais contratações: Giampiero Pinzi (v, Chievo) e Federico Bonazzoli (a, Sampdoria)
Técnico: Cristian Brocchi

Nenhuma equipe disputou mais vezes a Serie B do que o Brescia – 58 vezes. O time lombardo, no entanto, tem chances de voltar a disputar a primeira divisão, algo que não acontece desde 2010-11, e aposta no técnico Brocchi, que estava no Milan, para se reerguer. O ex-volante dos rossoneri tem experiência nas categorias de base e terá a sua disposição a juventude dos zagueiros Coly e Somma e dos atacantes Morosini, Bonazzoli e Camara, bons prospectos para as andorinhas. Os líderes do time devem ser os veteranos Caracciolo e Pinzi, com ampla experiência na elite e muita vontade de atuarem de novo no primeiro escalão.


Cesena
Destaques: Milan Djuric (atacante) e Camillo Ciano (atacante)
Principais contratações: Michael Agazzi (g, Milan) e Antonio Balzano (ld, Cagliari)
Técnico: Massimo Drago

Assim
como o Bari, o Cesena investiu bastante no último ano (em termos de
Serie B), mas não obteve resultados em campo – acabou caindo nos
play-offs. Os romanholos perderam o meio-campista Sensi, um dos
destaques da última segundona, além de outras peças importantes, como
Magnússon, Kessié, Valzania, Improta, Rosseti e Renzetti, e não fizeram
contratações de peso – as mais importantes foram as chegadas de Agazzi e Balzano, citadas acima, além das do meia Cinelli, do zagueiro Perticone e do atacante Rodríguez. O estilo mais low-profile pode casar com o esquema
ofensivo do técnico Drago, em seu segundo ano pelos cavalos marinhos.

Novara
Destaques: Andrej Galabinov (atacante) e Gianluca Sansone (atacante)
Principais contratações: Gianluca Sansone (a, Bari) e Tomasz Kupisz (m, Brescia)
Técnico: Roberto Boscaglia

O Novara bateu na trave na última temporada e, assim como em 2015-16, tenta surpreender e alcançar os play-offs de acesso. O time piemontês perdeu alguns jogadores importantes, como o veterano atacante González e seu parceiro Evacuo, mas conseguiu se reforçar com alguns jogadores que fizeram uma boa Serie B, como o atacante Sansone (Bari), o meia Kupisz (Brescia), o zagueiro Calderoni (Latina) e o xerife artilheiro Scognamiglio (Trapani). O técnico Boscaglia, ex-Trapani e Brescia, ainda tem em mãos peças interessantes, como Mantovani e Troest na defesa, Bolzoni, Viola, Faragò e Casarini no meio e Galabinov no ataque. Os azzurri incomodarão.

Virtus Entella, do atacante Caputo, tenta inédito acesso para a Serie A (Entella.it)

Os outros

A Serie B é um campeonato equilibradíssimo, o que faz com que a diferença de pontos e de qualidade técnica entre os classificados aos play-offs de acesso à primeira divisão e os que brigam para não cair seja pequena. Nesse contexto, times que já surpreenderam antes, como a Virtus Entella ou o Latina, tem chances de encostarem no pelotão de cima, já que tem alguns jogadores de qualidade. Times tradicionais, como Ascoli, Avellino, Perugia e Vicenza, também sonham com a possibilidade de lutarem na metade de cima da tabela.

Entre os times que subiram para a segundona – Spal, Benevento, Pisa e Cittadella –, o Benevento é o que mais tem possibilidades de surpreender: os campanos, conhecidos como “as bruxas”, fizeram uma série de contratações de jogadores jovens, como Chibsah, Puscas, Venuti, Cragno e Camporese. Outro time que pode fazer uma campanha superior à de 2015-16 é a Salernitana, que brigou para não cair e agora sonha com o sucesso do tridente formado por Donnarumma, Coda e Rosina, sob as ordens do técnico Sannino. Pro Vercelli e Ternana, que completam o elenco de times da Serie B, brigam para não cair.

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