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Top 100 Serie A: 20-11

Pois é, pessoal: esta é a penúltima página do álbum do Quattro Tratti, com figurinhas dos maiores jogadores da Serie A nas últimas cinco décadas. Veja quais são os 10 cromos especiais que aguardam ansiosamente para serem adesivados!

Top 100 Serie A

>>> 100-91 | 90-81 | 80-71 | 70-61 | 60-51 | 50-41 | 40-31 | 30-21

20º – Carlo Ancelotti

Posição: meio-campista
Clubes na Serie A: Roma (1979-87) e Milan (1987-92)

Antes de se tornar um grande treinador Ancelotti também foi um craque dentro de campo. O meio-campista Carletto unia marcação, inteligência na movimentação à muita técnica nos passes e Nils Liedholm, um expert na posição, exigiu que a Roma o contratasse. Nos oito anos de Cidade Eterna o jogador emiliano foi importantíssimo, chegou a utilizar a faixa de capitão e ainda foi titular ao lado de Paulo Roberto Falcão no segundo scudetto da história giallorossa. Após algumas lesões sérias, o meia, então com 28 anos, se transferiu para o Milan e se tornou um dos melhores intérpretes do futebol total de Arrigo Sacchi, seu mentor. Vestindo rossonero, Ancelotti voltou a vencer a Serie A e ainda ganhou dois títulos europeus e dois mundiais.

19º – Andriy Shevchenko

Posição: atacante
Clubes na Serie A: Milan (1999-2006 e 2007-08)

Um monstro da grande área: em sete anos, ninguém jogou ou fez tantos gols quanto o ucraniano na Itália. Shevchenko foi um atacante completo, com todos os requisitos para brilhar em um campeonato duro, como a Serie A. Em 322 partidas com a camisa do Milan, Sheva guardou 175 tentos, se tornando o segundo maior artilheiro da história do Diavolo, atrás apenas de Gunnar Nordahl. Sheva ainda é o maior artilheiro do Derby d’Italia, com 14 gols, e fazia o interista ter pesadelos antes e depois dos clássicos. O eslavo marcou mais de 10 gols em todos os anos de sua primeira passagem por San Siro, marca que lhe coloca entre os 50 maiores goleadores do campeonato, com 127 redes balançadas. Shevchenko viveu seu auge em Milão e conquistou neste período quase todos os títulos possíveis em nível de clubes. No nível individual, o principal prêmio foi a Bola de Ouro como melhor jogador em atividade na Europa, em 2004.

18º – Giancarlo Antognoni

Posição: meio-campista
Clubes na Serie A: Fiorentina (1972-87)

Para muitos, Giancarlo Antognoni é o maior ídolo da história da Fiorentina. O meio-campista de classe e técnica ímpar dedicou 15 temporadas de sua carreira ao clube e foi capitão da equipe por 11 delas – o meia ainda é o jogador com o maior número de jogos pela equipe violeta, com 341. Mesmo sem grandes chances de títulos, recusou, ano após ano, ofertas de Juventus, Milan e Roma para deixar a cidade de Florença. De fato, Antognoni venceu muito pouco com o clube – apenas uma Coppa Italia e uma Copa Anglo-Italiana –, mas sua grande visão de jogo e sua qualidade nos passes ajudaram a Fiorentina a ficar entre os quatro primeiros colocados da Serie A cinco vezes enquanto ele foi titular. Em uma das ocasiões, justo a que antecedeu a sua participação no tricampeonato mundial da Itália, em 1982, a Viola foi vice-campeã nacional, com um ponto a menos que a Juve.

17º – Zinédine Zidane

Posição: meio-campista
Clubes na Serie A: Juventus (1996-2001)

Um gênio. Meio-campista moderno, de certa forma à frente do seu tempo, mas com características de um trequartista tradicional do futebol italiano, Zizou teve impacto imediato na Juventus. Em sua primeira temporada, foi protagonista do time de Marcello Lippi, que não se importou em mudar o time para melhor acomodá-lo. Colheu frutos: a Juve foi campeã três vezes e faturou, inclusive, um dos três scudetti que acumulou anos 1990. Mais adaptado ao futebol italiano, Zidane atingiu seu melhor momento na carreira em 1998, ano em que marcou muitos gols e conquistou mais um título da Serie A, a Copa do Mundo e sua primeira Bola de Ouro. Em sua bela passagem por Turim, o francês de origem berbere fez 209 partidas, 31 gols e só não conquistou a Liga dos Campeões – foi vice duas vezes. Só deixou a Itália porque o Real Madrid despejou um caminhão de dinheiro em Turim, fazendo de Zizou o mais caro do mundo à época.

16º – Roberto Mancini

Posição: atacante
Clubes na Serie A: Bologna (1981-82), Sampdoria (1982-97) e Lazio (1997-2000)

Mancini é querido em Bologna e Lazio, mesmo tendo tido passagens relativamente curtas pelos dois clubes, mas foi pela Sampdoria que se tornou uma verdadeira lenda. O fantasista é, simplesmente, o jogador que mais vezes entrou em campo com a camisa blucerchiata e o maior artilheiro da história do clube: 566 partidas e 171 gols marcados em 15 anos, período no qual ajudou a agremiação a faturar todos os títulos desde sua fundação e ganhar projeção internacional. A história doriana pode tranquilamente  ser dividida em a.M. e d.M. – antes e depois de Mancini. Em 1997, seu amigo Sven-Göran Eriksson conseguiu convencê-lo a ter uma experiência na Lazio, equipe pela qual faturou seis títulos, inclusive a Serie A.

15º – Gaetano Scirea

Posição: líbero
Clubes na Serie A: Atalanta (1972-73) e Juventus (1974-88)

Scirea começou a carreira jogando no meio de campo, mas fez seu nome atuando como líbero, função que exerceu sempre com muita elegância, senso tático e correção – nunca recebeu um cartão vermelho. Scirea foi o maior intérprete da posição, ao lado de Franz Beckenbauer e Franco Baresi. Revelado pela excelente base da Atalanta, logo foi notado pela Juventus e se transformou no líder de uma das melhores linhas defensivas da história, na Velha Senhora e na Itália: Dino Zoff no gol, Claudio Gentile de um lado, Antonio Cabrini do outro e ele pelo centro. Pela Velha Senhora, conquistou sete scudetti, uma Copa dos Campeões e também chegou a ser o atleta que mais vestiu a camisa bianconera em toda a história, até ser ultrapassado por Alessandro Del Piero. Pela seleção, disputou três Mundiais (1978, 1982 e 1986) e foi um dos principais nomes na conquista do tricampeonato.

14º – Marco van Basten

Posição: atacante
Clubes na Serie A: Milan (1987-95)

Um homem  destinado a marcar gols e ganhar títulos. No Milan dos holandeses, Frank Rijkaard dava o equilíbrio no meio-campo, Ruud Gullit era o responsável pela criatividade no último terço do campo e van Basten era a garantia de gols. Mas não só isso. Alto e forte, o atacante não se notabilizou apenas pelos gols, mas também pela qualidade técnica acima do normal para um centroavante de 1,88m e mais de 80 kg, e pela leitura de jogo: com muita movimentação, era mais que uma referência na área adversária. Foram oito anos de Milan, mas nos últimos dois van Basten não entrou em campo por conta de problema crônico no tornozelo, que o fez interromper a carreira no auge, aos 30 anos. Ainda assim, o craque teve números impressionantes em seis temporadas: 16 títulos, 201 jogos e 125 gols. Tido como maior jogador holandês depois de Johan Cruyff, van Basten foi três vezes Bola de Ouro e uma vez Melhor do Mundo pela Fifa enquanto vestia a camisa do Diavolo.

13º – Dino Zoff

Posição: goleiro
Clubes na Serie A: Udinese (1961-62), Mantova (1963-65 e 1966-67), Napoli (1967-72) e Juventus (1972-83)

A fama da escola italiana de goleiros começou a ser consolidada internacionalmente por Zoff. Um dos maiores craques na posição em toda a história, o friulano se destacou por liderar um dos maiores sistemas defensivos de sua época, na Juventus e na Itália, e também pela longevidade em alto nível. Foi titular em Udinese e Mantova antes de começar a ganhar destaque pelo Napoli e atingir seu auge na Juve, quando já era bastante conhecido e, aos 30 anos, era titular da Azzurra. Zoff envelheceu como vinho e, ano após ano, fazia crescer o mito: foi seis vezes campeão italiano e conseguiu o absurdo número de 332 jogos seguidos como titular na Serie A, entre 1972 e 1983. Zoff ainda foi estrela do tricampeonato mundial da Nazionale, em 1982 e foi o goleiro que mais tempo passou sem sofrer gols pela Squadra Azzurra: 1142 minutos, entre 1972 e 1974. Nesse período, o arqueiro friulano ainda ficou em segundo lugar na votação da Bola de Ouro, em 1973.

12º – Gianluigi Buffon

Posição: goleiro
Clubes na Serie A: Parma (1995-2001) e Juventus (2001-hoje)

Somente um mito poderia superar uma lenda como Zoff. E este mito é o Superman, mais conhecido como Gianluigi Buffon. Tido por muitos como o maior goleiro de toda a história, o toscano cometeu raríssimos erros ao longo de sua carreira, que já começou em alto nível: assumiu a titularidade do Parma aos 17 anos e rapidamente se transformou no mais importante jogador da história crociata, com defesas fenomenais. Mais caro jogador italiano da história, Gigi foi vendido à Juventus e ganhou ainda mais notoriedade com a possibilidade de ganhar títulos: são 20, no total, incluindo uma Copa do Mundo e incríveis sete scudetti. Buffon ainda é o goleiro com mais tempo sem ser vazado na história da Serie A, com 974 minutos de invencibilidade.

11º – Roberto Baggio

Posição: meia-atacante
Clubes na Serie A: Fiorentina (1985-90), Juventus (1990-95), Milan (1995-97), Bologna (1997-98), Inter (1998-2000) e Brescia (2000-04)

Apontado por muitos como o mais talentoso jogador italiano da história, Robi Baggio foi um craque controverso e que, por incrível que pareça, rendeu menos nos clubes do que o que era capaz. A personalidade forte e a predileção pelo talento individual em lugar do jogo coletivo fizeram com que o Divino Codino frequentemente brigasse com seus treinadores e não fosse tão utilizado. De qualquer forma, Baggio foi pura fantasia e, não à toa, é o sétimo maior goleador da Serie A, com 207 tentos anotados. Querido por todo o Belpaese, o craque foi mais adorado ainda pelas torcidas de Fiorentina, Juventus – auge de sua carreira, quando levou uma Bola de Ouro – e Brescia, clube que aposentou a sua camisa 10. Apesar de seus quase 20 anos de genialidade dentro dos campos, Baggio ganhou poucos títulos: pela Juve faturou Serie A, Coppa Italia e Copa Uefa e, com o Milan, foi outra vez campeão italiano.

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