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Top 100 Serie A: 40-31

Hoje é dia de conhecer mais 10 dos grandes craques que passaram pela Serie A nos últimos 50 anos. Confira a sétima parte do nosso especial.

Top 100 Serie A

>>> 100-91 | 90-81 | 80-71 | 70-61 | 60-51 | 50-41

40º – Alessandro Altobelli

Posição: atacante
Clubes na Serie A: Inter (1977-88) e Juventus (1988-89)

Conhecido como Spillo (alfinete, em italiano) devido ao porte físico, Altobelli chegou à Serie A aos 22 anos, após boas temporadas pelo Latina e pelo Brescia. O atacante canhoto, ótimo no jogo aéreo, passou 11 anos na Inter, seu time de coração, e ainda fez uma temporada na Juventus, esta marcada por lesões. Apesar de ter empilhado gols – especialmente em Milão, de onde saiu com 209 marcados em 466 partidas, só venceu um scudetto, em 1980. O forte de Altobelli, a bem da verdade, foi a Coppa Italia: com 56 gols, até hoje ele é o maior artilheiro da história da competição.

39º – Bruno Conti

Posição: meio-campista e ponta
Clube na Serie A: Roma (1973-75, 1976-78 e 1979-90)

O ponta-esquerda foi pilar da era mais gloriosa da história da Roma, mas suou para chegar à condição de ídolo: no início da carreira, foi emprestado duas vezes ao Genoa para ganhar experiência na Serie B, e só voltou de vez em 1979, seis anos depois de ter estreado na capital. Conti comemorou o título de Serie A em 1983 e bateu na trave várias vezes. Na Liga dos Campeões de 1984, foi o melhor romanista em campo na decisão contra o Liverpool, mas terminou vice. O jeito foi se contentar com a Coppa Italia, da qual venceu cinco finais. Na Copa do Mundo de 1982, foi protagonista no título da Itália e ouviu o seguinte elogio de Pelé: “É Conti o verdadeiro brasileiro deste Mundial”.

38º – Clarence Seedorf

Posição: meio-campista
Clubes na Serie A: Sampdoria (1995-96), Inter (2000-02) e Milan (2002-12)

Seedorf era habilidoso como Andrea Pirlo, raçudo como Gennaro Gattuso e talentoso como Kaká ou Rui Costa, os companheiros dele no melhor Milan do século. Ele estreou na Itália pela Sampdoria, fez ótima temporada e foi parar no Real Madrid de Fabio Capello. Voltaria ao país na Internazionale, mas dois anos abaixo da média, por jogar fora de posição, tornaram o holandês protagonista de uma das trocas mais bizarras deste século: Seedorf assinou com o Milan, que deu Francesco Coco à arquirrival. No lado rubro-negro da cidade, tornou-se o estrangeiro com mais jogos na história da equipe (432) e venceu 10 títulos. Terminou a carreira de jogador no Brasil, pelo Botafogo.

37º – Lothar Matthäus

Posição: meio-campista e líbero
Clube na Serie A: Inter (1988-92)

Não é de hoje o jogo moderno e versátil dos alemães: na virada para os anos 1990, essas características se encaixavam com perfeição em Lothar Matthäus, tão bom armador quanto líbero. Ídolo absoluto no Bayern de Munique, o homem que jogou cinco Copas do Mundo marcou nome na Inter por quatro temporadas, período no qual foi eleito pela Fifa o melhor jogador do planeta. Com um gol de falta de Matthäus, a Inter encerrou nove anos de fila ganhando a Serie A de 1989 com cinco rodadas de antecedência – vice-campeão naquela temporada, Diego Maradona escreveria em sua autobiografia ter encontrado no alemão o maior adversário da carreira.

36º – Antonio Cabrini

Posição: lateral-esquerdo
Clubes na Serie A: Juventus (1976-89) e Bologna (1989-91)

Adquirido pela Juventus em 1976 junto à Atalanta, então na Serie B, Cabrini levantou Serie A e Copa Uefa logo no primeiro ano em Turim, sob o comando de Giovanni Trapattoni. Na temporada seguinte, levaria outro scudetto e a Coppa Italia. Impecável na defesa, ele também saía-se bem no ataque, seja chutando a gol, seja cruzando. Logo foi parar na seleção italiana, pela qual venceu o Mundial de 1982 como titular. Em 13 anos de Juve – o último como capitão -, Cabrini precisou de 297 partidas para colecionar 14 troféus e marcar 33 gols. Ele ainda passaria duas temporadas pelo Bologna antes de se aposentar.

35º – Luigi Riva


Posição: atacante
Clube na Serie A: Cagliari (1964-1976)

Riva jogava com a camisa 11, mas marcava como um legítimo 9 e armava jogadas como um exuberante 10. O Rombo di tuono (Estouro do trovão, em italiano) encerrou a carreira como maior goleador da história da seleção italiana, com 35 gols, mesmo sem jamais atuar num dos gigantes do país. Ele começou a carreira no Legnano e destruiu na terceira divisão antes de chegar ao Cagliari, no qual passaria o restante da vida esportiva. Foram 207 gols em 374 partidas – e, fato curioso, apenas dois deles com o pé direito. No ano em que deu ao time da Sardenha o único título da história da ilha, Riva marcou 21 vezes.

34º – Gianfranco Zola

Posição: meia-atacante
Clubes na Serie A: Napoli (1989-93), Parma (1993-96) e Cagliari (2004-05)

Zola é dos poucos italianos que se tornaram ídolos no futebol inglês – mas ele também conseguiu carreira respeitável no país natal, mesmo sem espaço na seleção. O fantasista de 1,66m começou na quarta divisão e a chance da vida veio de surpresa, quando o Napoli o tirou do modesto Sassari Torres e o transformou em reserva imediato de Diego Maradona. Quando o argentino caiu no doping, Zola pegou a camisa 10 e virou protagonista, primeiro em Nápoles, depois no Parma. Depois de sete anos no Chelsea, ele ainda voltaria para jogar pelo Cagliari, time da Sardenha, região onde nasceu. Chegou na Serie B, a venceu e disputou uma última temporada na elite antes de se aposentar.

33º – Alessandro Nesta

Posição: zagueiro
Clubes na Serie A: Lazio (1995-2002) e Milan (2002-12)

Dezessete títulos por dois clubes e três indicações à Bola de Ouro: este é o balanço dos 17 anos de Nesta na Itália. Foram 259 jogos na Lazio e 229 pelo Milan, número prejudicado devido a recorrentes lesões no joelho, nas costas e no ombro. Quando estava em campo, o romano era um dos melhores zagueiros do mundo – e só não ocupava o posto de forma indiscutível porque também existia naqueles tempos Paolo Maldini, parceiro de Milan por uma década. Torcedor da Lazio desde a infância, Nesta foi o capitão do scudetto de 2000 e só não passou mais tempo na capital por causa da crise financeira do clube, obrigado a vendê-lo para pagar dívidas.

32º – Pavel Nedved

Posição: meio-campista
Clubes na Serie A: Lazio (1996-2001) e Juventus (2001-09)

Nedved foi mais uma saída forçada da Lazio devido à crise financeira do time no início do século. Antes disso, ele ganhou uma Serie A pela equipe da capital e teria condições de tentar outros títulos se não fosse “obrigado” a sair para a Juventus no papel de substituto de Zinédine Zidane. Ao menos esportivamente, melhor para Nedved, que em oito anos em Turim venceria quatro vezes o scudetto – dois acabariam revogados pela Justiça. A última conquista do meia checo pelo clube foi a Serie B de 2007, no qual ele se destacou na campanha que devolveu a Velha Senhora à elite, após a queda via judicial. Somou 51 gols em 207 confrontos pela Lazio e 65 gols em 327 partidas na Juve.

31º – Aldair

Posição: zagueiro
Clube na Serie A: Roma (1990-2003)

A única camisa da Roma que chegou a ser aposentada por algum tempo foi a 6, de Aldair: o número passou uma década afastado do uniforme depois que o brasileiro deixou a capital. A lealdade e personalidade, além do bom futebol apresentado durante 13 anos, elevaram o zagueiro a ídolo do clube, status intocado até hoje. O único título romanista nos anos 1990, a Coppa Italia de 1991, veio com Aldair em papel de protagonista. Antes mesmo de perder a titularidade com a chegada de Walter Samuel, ele entregou voluntariamente a faixa de capitão a Francesco Totti, que a mantém até hoje. A passagem do zagueiro pela Roma durou 415 jogos, 15 deles na temporada do último scudetto do clube, em 2001.

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