Liga dos Campeões

Italianos na Europa, semana 2: Diga quem goleias que te direi quem és

Napoli faz 4 a 2 no Benfica e praticamente se garante na próxima fase da Liga dos Campeões. Nem todas as goleadas italianas na Europa, porém, foram tão importantes assim… (Getty)

Se o melhor do futebol são os gols, os torcedores italianos não têm motivos para reclamar dessa segunda rodada de torneios europeus: todos os times da Bota protagonizaram jogos com placares elásticos. Apesar disso, há pouco motivo para empolgação. Juventus, na Liga dos Campeões, e Roma e Fiorentina, na Liga Europa, golearam adversários fracos e que não servem de parâmetro para cravar favoritismo de ninguém. Inter e Sassuolo, por sua vez, perderam feio e a decepção é evidente. 

Ou seja, a única goleada saborosa de verdade foi a do Napoli, que, com um 4 a 2 sobre o Benfica, principal adversário do grupo, praticamente garante sua na próxima fase. Só um desastre muda esse cenário após duas vitórias – e, principalmente, duas boas apresentações – nos dois primeiros jogos. Contra os portugueses, a equipe de Maurizio Sarri conseguiu se impor desde o início e interrompeu a impressionante sequência de 15 vitórias seguidas fora de casa do time de Lisboa. 

Milik, mais uma vez, foi o grande nome da equipe napolitana, com um gol e uma assistência, e já chega a sete gols em oito partidas na temporada. Antes de fazer o seu, de pênalti, ele já tinha exigido uma boa defesa de Julio Cesar e tinha visto Hamsík abrir o placar e Mertens fazer 2 a 0. Julio César colaborou (bastante) fazendo um pênalti e depois catando borboletas no quarto gol da equipe, segundo de Mertens. Gonçalo Guedes e Eduardo Salvio descontaram para os portugueses, mas já era tarde demais para tentar uma reação. 

Quem conseguiu uma reação – mesmo que relativa, por causa do adversário mais fraco – foi a Juventus. O time de Allegri apresentou futebol decepcionante na estreia, contra o Sevilla, em casa, mas conseguiu mostrar que pode render muito mais. O 4 a 0 sobre o Dinamo Zagreb, na Croácia, colocou o time como líder do grupo e foi importante para Dybala recuperar a confiança. 

O argentino ainda não tinha marcado nessa temporada e abriu a contagem com um golaço, em chute forte e preciso de 25 metros que valeu o 3 a 0. Pjanic, que abriu o placar, foi o nome do jogo, sempre muito ligado defensiva e ofensivamente. Foi dele o passe para Higuaín fazer o segundo. Daniel Alves contou com desvio da defesa para fazer 4 a 0 em cobrança de falta e empolgar de vez a torcida bianconera. Para os supersticiosos, vale lembrar que a última fez que a Juve venceu por 4 a 0 fora de casa na Liga dos Campeões foi em 1995, contra o Rangers. A temporada terminou em título europeu.

Em belíssima atuação, Totti mais uma vez foi a estrela da Roma (Bartoletti)

Show de aniversário

Totti completou 40 anos na terça-feira, dia 27, mas deixou a festa com os torcedores para esta quinta, 29. Il Capitano deu show contra o Astra Giurgiu, no Olímpico de Roma, e, com participação direta em três dos quatro gols, só não deixou os romanistas mais felizes porque não conseguiu balançar as redes. A grande atuação vem em momento importante, depois de um empate feio contra o Viktoria Plzen na estreia, mas não deve empolgar. O romeno Astra é o pior time do grupo e já acumula sete gols sofridos em duas rodadas. 

O domínio absoluto da partida por mais de 80 minutos, esse sim é de se comemorar. A equipe soube mandar muito bem no jogo e não teve dificuldades. O goleiro Alisson, por exemplo, só foi exigido duas vezes e foi muito bem em ambas. Strootman, Fazio e Salah marcaram e Fabricio ainda fez um contra. Gerson, ex-Fluminense, entrou no fim da partida e não agradou muito Spaletti: “Rápido de ideia, mas muito lento das pernas. Terá dificuldades para se adaptar”, disse em entrevista pós-jogo. 

Em Florença, a Fiorentina teve vitória parecida com a da Roma: goleada após estreia, domínio, mas necessidade de frear a empolgação. O Qarabag, afinal, passa longe de ser um adversário à altura. O time do Azerbaijão ainda ficou com um a menos a partir dos 30 minutos do primeiro tempo e viu show de Zárate e Babacar, que marcaram dois gols cada, depois que a Viola ficou com um a mais em campo. Kalinic (F) e Ndlovu (Q) completaram o placar.

Erros de Ranocchia e Felipe Melo causaram mais uma derrota da Inter na Liga Europa (EPA)

Decepção

A palavra define a participação da Inter na Liga Europa essa temporada. Após perder para o Hapoel, em casa, por 2 a 0, na primeira rodada, a Inter deu novo vexame contra o Sparta Praga, dessa vez jogando longe de seus torcedores. Com defesa totalmente perdida em campo, Vaclav Kadlec conseguiu fazer 2 a 0 em apenas 25 minutos de jogo. Para piorar, Ranocchia foi expulso logo quando a Inter esboçava uma reação (gol de Palacio) e Holek fez o 3 a 1. A Inter da Europa não parece a mesma do Campeonato Italiano. Os jogadores que ganham chance no turnover de De Boer não aproveitam a chance e a equipe não mostra o mesmo empenho. Agora, a classificação ficou muito difícil: a Inter é a última do grupo, quatro pontos atrás de Southampton e Hapoel. 

Enquanto isso, o Sassuolo – que impressionou muito na primeira rodada com vitória por 3 a 0 sobre o favorito Athletic Bilbal – decepcionava na Bélgica, contra o Genk. Visitante, o time de Di Francesco não conseguiu repetir a boa atuação e viu os belgas decidirem a partida ainda na primeira etapa. Karelis e Bailey fizeram 2 a 0 com 25 minutos e depois administraram. No segundo tempo, Buffel ampliou para os donos da casa e Politano descontou para o Sassuolo, que continua na briga. Agora, todos os times do grupo têm três pontos.

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