Serie A

Guia da Serie A 2017-18, parte 2

Amanhã tem jogo da Serie A? Tem, sim senhores. Neste sábado, 19, a edição 2017-18 da principal competição de clubes do futebol italiano tem início, com as partidas entre Juventus e Cagliari e Verona e Napoli. Na quarta, publicamos a primeira parte do nosso guia da temporada, com as análises de dez das equipes que disputarão o Italiano. Hoje, na véspera da rodada inaugural, trazemos nossos últimos pitacos.

Leia a segunda parte do nosso guia e, para acompanhar a Serie A 2017-18 de forma ainda mais aprofundada, assine a Calciopédia Pro. O nosso serviço de boletins conta com prévias, estatísticas, informações detalhadas e análises exclusivas para assinantes, que têm direito a um período de testes por sete dias. Saiba mais sobre as condições de assinatura e o conteúdo do pacote.

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Lazio

Cidade: Roma (Lácio)
Estádio: Olímpico (70.634 lugares)
Fundação: 1900
Apelidos: Biancocelesti, Biancazzurri, Aquile, Aquilotti
Principal rival: Roma
Participações na Serie A: 75
Títulos: dois
Na última temporada: 5ª posição
Objetivo: vaga na Liga Europa
Brasileiros no elenco: Wallace, Maurício, Luiz Felipe, Lucas Leiva e Felipe Anderson
Técnico: Simone Inzaghi (3ª temporada)
Destaque: Ciro Immobile
Fique de olho: Mamadou Tounkara
Principais chegadas: Adam Marusic (mat, Oostende), Lucas Leiva (v, Liverpool) e Felipe Caicedo (a, Espanyol)
Principais saídas: Lucas Biglia (v, Milan)
Time-base (3-5-2): Strakosha; Wallace (Bastos), De Vrij, Hoedt; Basta (Marusic), Parolo, Lucas Leiva, Milinkovic-Savic, Lulic (Radu); Immobile, Felipe Anderson (Keita).

Nos últimos anos, a Lazio tem sido uma agradável “underdog” da Serie A e, eventualmente, conquista resultados além dos planejados pela diretoria. Garantido no cargo após uma boa temporada, o técnico Simone Inzaghi terá a oportunidade de, mais uma vez, superar expectativas: a equipe, que já conquistou a Supercopa Italiana ao bater a Juventus, briga por uma vaga na Liga Europa, mas tem potencial para surpreender e abocanhar uma das quatro vagas na Champions League. A atuação contra a Juve pode ter sido apenas um aperitivo para o restante da campanha, já que a evolução do time nas mãos do técnico é contínua.

O elenco laziale mudou muito pouco em relação à 2016-17 e ganhou reforços pontuais para a disputa da Liga Europa. O capitão Biglia se transferiu ao Milan, depois de receber uma proposta irrecusável, mas Lucas Leiva chega a Roma para dar a mesma pegada ao meio-campo celeste. Sua função será importante, já que a defesa que titubeou no último campeonato não foi reforçada até o momento. Contará também o amadurecimento do goleiro Strakosha, confirmado como titular no lugar do veterano Marchetti, e o condicionamento físico de De Vrij, o melhor dos zagueiros da equipe. No ataque, o ótimo Immobile continuará exercendo o papel de matador, mas ainda há indefinição sobre o futuro de Keita. Caso o senegalês deixe a equipe, será vital que a Lazio contrate um substituto à altura, já que Felipe Anderson tem alternado ótimas partidas com atuações apagadas e precisa de uma sombra.

Milan

Cidade: Milão (Lombardia)
Estádio: Giuseppe Meazza (80.018 lugares)
Fundação: 1899
Apelidos: Rossoneri, Diavolo
Principais rivais: Inter e Juventus
Participações na Serie A: 84
Títulos: 18
Na última temporada: 6ª posição
Objetivo: título
Brasileiros no elenco: nenhum
Técnico: Vincenzo Montella (2ª temporada)
Destaque: Gianluigi Donnarumma
Fique de olho: Patrick Cutrone
Principais chegadas: Leonardo Bonucci (z, Juventus), André Silva (a, Porto) e Hakan Çalhanoglu (mat, Bayer Leverkusen)
Principais saídas: Gerard Deulofeu (a, Barcelona), Mattia De Sciglio (le, Juventus) e Carlos Bacca (a, Villarreal)
Time-base (3-5-2): Donnarumma; Musacchio, Bonucci, Romagnoli; Conti, Kessié, Biglia (Montolivo), Çalhanoglu (Bonaventura), Rodríguez; Suso, André Silva.

Olho no Milan. O gigante rossonero voltou a investir pesado para deixar para trás um dos momentos mais inglórios de sua história e o mínimo que se espera do time é a conquista de uma vaga na Liga dos Campeões – pela Serie A ou através do título da Liga Europa. No primeiro ano de gestão, o chinês Yonghong Li, substituto do histórico e polêmico Silvio Berlusconi, colocou a mão no bolso e contratou quase um time titular novo: dos jogadores mais frequentemente utilizados por Montella em 2016-17, somente Donnarumma, Romagnoli e um entre Suso e Bonaventura devem começar a campanha no onze inicial escolhido pelo técnico. Portanto, oito reforços chegam para jogar.

Sem sombra de dúvidas o grande nome do mercado é Bonucci, que já chega a San Siro com status de capitão. O zagueiro surpreendeu ao trocar a hexacampeã Juventus pelo Diavolo e será o grande líder da nova fase do clube, à frente de uma defesa que tem jovens elementos da seleção italiana, como Donnarumma e Romagnoli. O 3-5-2 é o esquema que Montella deve adotar, a princípio (o treinador planeja variações com o 4-3-3 e o 4-2-3-1). O Aeroplanino contará com alguns dos melhores intérpretes dos últimos campeonatos italianos em cada função: além de Bonucci como “líbero”, terá os excelentes Conti, Kessié e Biglia na segunda linha, juntamente a Rodríguez e Çalhanoglu, que se destacavam muito na Bundesliga. O time tem potencial. É tão capacitado e cheio de boas opções que é provável que o bom André Silva nem precise superar a decepcionante passagem de Bacca por Milanello para que o Milan possa brigar pelo título.

Napoli

Cidade: Nápoles (Campânia)
Estádio: San Paolo (60.240 lugares)
Fundação: 1926
Apelidos: Azzurri, Partenopei
Principais rivais: Verona, Juventus, Inter e Milan
Participações na Serie A: 72
Títulos: dois
Na última temporada: 3ª posição
Objetivo: título
Brasileiros no elenco: Rafael, Allan e Leandrinho
Técnico: Maurizio Sarri (3ª temporada)
Destaque: Dries Mertens
Fique de olho: Leandrinho
Principais chegadas: Duván Zapata (a, Udinese), Adam Ounas (mat, Bordeaux) e Mário Rui (le, Roma)
Principais saídas: nenhuma
Time-base (4-3-3): Reina; Hysaj, Albiol, Koulibaly, Ghoulam; Allan (Zielinski), Jorginho (Diawara), Hamsík; Callejón, Mertens (Milik), Insigne.

O time de futebol mais bonito da Itália começa a temporada a todo vapor: após as ótimas atuações e bons resultados contra Bayern Munique, em amistoso, e Nice, nos play-offs da Liga dos Campeões, a sensação é de que o Napoli pode ser ainda mais efetivo do que na última Serie A. Ao contrário do ano passado, Mertens começará 2017-18 no comando do ataque e terá mais tempo para fazer a diferença – e, quem sabe, mais que os 28 gols realizados no torneio anterior. O belga está em estado de graça e suplantou Hamsík como liderança técnica azzurra, embora conte com o luxuoso auxílio do capitão eslovaco e de Jorginho, Allan, Zielinski, Callejón e Insigne.

O time titular napolitano é exatamente o mesmo que teve um fim de temporada fantástico no primeiro semestre de 2017. Chegaram boas peças, como o lateral esquerdo Mário Rui e o extremo Ounas, mas o mais importante é que nenhum jogador foi vendido. O entrosamento e total dedicação às ideias de Sarri são as grandes armas desse time de passes rápidos e curtos, que consegue colocar adversários na roda tão facilmente. Boa parte dos jogadores estão alcançando o auge da carreira (casos de Koulibaly, Allan, Jorginho e Insigne), e isso também será importante para rivalizar com Juventus, Milan e Roma.

Roma

Cidade: Roma (Lácio)
Estádio: Olímpico (70.634 lugares)
Fundação: 1927
Apelidos: Giallorossi, Lupi, A Maggica
Principais rivais: Lazio e Juventus
Participações na Serie A: 85
Títulos: três
Na última temporada: vice-campeã
Objetivo: título
Brasileiros no elenco: Alisson, Juan Jesus, Bruno Peres, Emerson Palmieri e Gerson
Técnico: Eusebio Di Francesco (estreante)
Destaque: Radja Nainggolan
Fique de olho: Marco Tumminiello
Principais chegadas: Héctor Moreno (z, PSV Eindhoven), Lorenzo Pellegrini (m, Sassuolo) e Grégoire Defrel (a, Sassuolo)
Principais saídas: Wojciech Szczesny (g, Roma), Francesco Totti (a, encerrou carreira) e Mohamed Salah (a, Liverpool)
Time-base (4-3-3): Alisson; Karsdorp (Bruno Peres), Manolas, Fazio (Moreno), Kolarov (Emerson Palmieri); Nainggolan, De Rossi (Gonalons), Strootman (Pellegrini); Defrel (Florenzi), Dzeko, Perotti (El Shaarawy).

Assim como o Milan, a Roma vem bastante modificada para a disputa da nova temporada. O primeiro ano pós-Totti e de efetivação de De Rossi como capitão deve ser menos dramático nos bastidores porque há jogadores com personalidade suficiente para assumir a liderança – casos do próprio DDR, Strootman, Nainggolan e Fazio. Se a aposentadoria do mito romano influencia mais no extracampo, são as vendas de jogadores importantes para o funcionamento do time de Spalletti que pesarão mais. Sem Szczesny, Rüdiger e Salah, o novo técnico Di Francesco (membro do elenco romanista que venceu o scudetto em 2001) precisou reestruturar o elenco e pediu contratações para implantar o 4-3-3, esquema de sua preferência.

As contratações feitas pelos giallorossi fortaleceram o time, que agora tem mais opções em todos os setores, mas em especial no centro do campo. Ali, só Nainggolan tem status absoluto de titular, já que as condições físicas de De Rossi e Strootman farão com que o técnico dê espaço a Gonalons e a seu pupilo Pellegrini, reforços deste mercado. Na meta, Alisson finalmente será titular (mas a sombra de Skorupski não é pequena), enquanto mais à frente Moreno é uma opção muito mais fiável que Vermaelen. O mexicano até briga pela titularidade com Fazio e Manolas – assim como Karsdorp e Kolarov, por sua vez concorrentes dos brasileiros Bruno Peres, Emerson e Juan Jesus. A grande dúvida fica por conta do funcionamento do tridente ofensivo, que não terá mais Salah. Defrel, que foi contratado para o seu lugar, é ótimo, mas tem características diferentes das do egípcio e prefere centralizar mais as jogadas. Di Francesco conhece bem o jogador, pois o treinou no Sassuolo, e lhe dará uma chance ali. Caso não funcione, a tendência é que El Shaarawy, Perotti, Florenzi ou até o garoto Ünder sejam mais utilizados pelo lado direito do ataque, como suporte ao goleador Dzeko. Aliás, esta será a temporada do tira-teima para o bósnio. Veremos o matador que foi artilheiro da Serie A em 2016-17 ou o trapalhão do ano de estreia?

Sampdoria

Cidade: Gênova (Ligúria)
Estádio: Luigi Ferraris (36.599 lugares)
Fundação: 1946
Apelidos: Blucerchiati, Doria, Samp
Principal rival: Genoa
Participações na Serie A: 61
Títulos: um
Na última temporada: 10ª posição
Objetivo: vaga na Liga Europa
Brasileiros no elenco: Dodô
Técnico: Marco Giampaolo (2ª temporada)
Destaque: Fabio Quagliarella
Fique de olho: Dawid Kownacki
Principais chegadas: Gastón Ramírez (mat, Middlesbrough), Gian Marco Ferrari (z, Crotone) e Gianluca Caprari (a, Pescara)
Principais saídas: Milan Skriniar (z, Inter), Luis Muriel (a, Sevilla) e Bruno Fernandes (mat, Sporting)
Time-base (4-3-1-2): Viviano; Sala, Silvestre, Ferrari, Murru; Barreto, Torreira, Linetty; Ramírez (Schick, Praet); Caprari, Quagliarella.

Aí está uma equipe que pode surpreender nesta edição do Campeonato Italiano. É verdade que a Sampdoria se desfez dos titulares Skriniar, Bruno Fernandes e Muriel, mas fez contratações que oxigenaram o elenco e pode investir ainda mais, caso concretize a venda de Schick para a Inter. Se não negociá-lo, manterá um dos melhores atacantes em atividade no Belpaese em seu elenco – digamos que este é um doce dilema. O time treinado por Giampaolo ficou na metade de cima da tabela na última Serie A, mas almeja mais neste ano: quem sabe até beliscar uma vaga na Liga Europa?

Os blucerchiati continuam contando com os gols do veterano Quagliarella, líder de um trio ofensivo que manterá as mesmas características do ano anterior. O ótimo Caprari tem tanta rapidez, habilidade e poder de finalização quanto Muriel, mas é mais criativo; ao passo que o trequartista uruguaio Ramírez busca se reencontrar no futebol italiano, após anos apagados na Inglaterra. O ponto de equilíbrio desta Samp é o meio campo de “qualidade e intensidade”, que marca bem e gira a bola com consciência, graças aos frios Torreira e Linetty. A defesa, por sua vez, está indiscutivelmente mais sólida: Regini renovou até 2021, mas perdeu a titularidade na lateral esquerda para o garoto Murru, ex-Cagliari, que não precisa ser um gênio para errar menos que seu antecessor. A dupla de zaga promete ser uma das melhores da Itália em jogadas aéreas, já que Silvestre e Ferrari são especialistas no quesito.

Sassuolo

Cidade: Sassuolo (Emília-Romanha)
Estádio: Città del Tricolore (21.584 lugares)
Fundação: 1920
Apelidos: Neroverdi, Sasòl
Principal rival: Modena
Participações na Serie A: 5
Títulos: nenhum (melhor desempenho: 6ª colocação)
Na última temporada: 12ª posição
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: nenhum
Técnico: Cristian Bucchi (estreante)
Destaque: Domenico Berardi
Fique de olho: Riccardo Marchizza
Principais chegadas: Diego Falcinelli (a, Crotone), Riccardo Marchizza (z, Roma) e Edoardo Goldaniga (z, Palermo)
Principais saídas: Grégoire Defrel (a, Roma), Lorenzo Pellegrini (m, Roma) e Alberto Aquilani (m, sem clube)
Time-base (4-3-3): Consigli; Lirola, Acerbi, Cannavaro (Goldaniga), Peluso; Duncan, Magnanelli, Missiroli; Berardi, Falcinelli, Politano.

A Serie A desta temporada terá um grau de dificuldade tão grande para o Sassuolo quanto a de sua estreia na elite. Enfrentar o fim do ciclo de Di Francesco, contratado pela Roma, será o grande desafio da equipe neroverde, que substituiu o treinador de forma ousada: aposta no ex-atacante Bucchi, autor de uma boa Serie B à frente do Perugia, quarto colocado do torneio. O ex-jogador deve manter a maior parte dos conceitos trabalhados por seu antecessor, mas é uma grande incógnita porque ainda é inexperiente e terá seu debute na primeira divisão.

Os emilianos ainda precisarão lidar com duas importantes baixas: Pellegrini, dono do meio-campo, e o artilheiro Defrel foram negociados com a Roma, que cedeu o promissor zagueiro Marchizza como espécie de compensação. Embora tenha perdido duas peças essenciais, a saída de Defrel deve ser menos impactante, já que Falcinelli retorna após empréstimo positivo ao Crotone. Berardi continua como maior destaque, seguido por outros pilares da equipe, como Politano, Duncan, Magnanelli, Acerbi, Cannavaro e Consigli, mas terá mais responsabilidades em 2017-18. Sem Pellegrini, por quem passavam todas as jogadas dos neroverdi, é provável que o atacante precise ter ainda mais iniciativa para construir chances. Com todas as dificuldades para enfrentar, a torcida do Sassuolo ficará satisfeita se garantir mais um ano na Serie A sem muitos sustos.

Spal

Cidade: Ferrara (Emília-Romanha)
Estádio: Paolo Mazza (12.348 lugares)
Fundação: 1907
Apelidos: Spallini, Biancazzurri, Estensi
Principais rivais: Bologna, Reggiana e Modena
Participações na Serie A: 17
Títulos: nenhum (melhor desempenho: 5ª colocação)
Na última temporada: campeã da Serie B; promovida
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Felipe
Técnico: Leonardo Semplici (4ª temporada)
Destaque: Alex Meret
Fique de olho: Alex Meret
Principais chegadas: Alberto Paloschi (a, Atalanta), Alberto Grassi (v, Atalanta) e Federico Viviani (v, Bologna)
Principais saídas: Kevin Bonifazi (z, Torino), Gianmarco Zigoni (a, Venezia) e Paolo Ghiglione (m, Pro Vercelli)
Time-base (3-5-2): Meret; Oikonomou (Väisänen), Vicari, Felipe; Lazzari (Mattiello), Grassi, Viviani, Mora (Schiatarella), Konate; Paloschi, Floccari.

Bem vinda de volta, Spal. Ausente da Serie A desde 1968, a equipe emiliana surpreendeu a Itália ao conseguir subir da terceira para a primeira divisão em um espaço de apenas dois anos. O grande segredo dos spallini tem sido a gestão e a continuidade do trabalho: o clube foi refundado em 2014 e, desde então, a diretoria mantém o técnico Semplici. Ele está à frente de um time equilibrado, que não dá espetáculo, mas cumpre muito bem o que pede, com dedicação e fidelidade a seu habitual esquema 3-5-2.

Na última edição da série “cadetta”, a Spal se destacou principalmente pela mistura entre jovens e experientes jogadores, especialmente na defesa. O goleiro Meret, já convocado para a seleção italiana, é o grande nome da equipe e segue em Ferrara, já que o empréstimo junto à Udinese foi renovado. Bonifazi, outro bom jovem, voltou ao Torino e o capitão Vicari terá novos companheiros na defesa: o experiente Felipe e um entre o grego Oikonomou e o finlandês Väisänen. O mercado dos estensi está bem interessante e as contratações de Grassi (Atalanta), Viviani (Bologna), Konate (Malmö; membro da seleção sueca), Mattiello (Chievo) e Paloschi (Atalanta) adicionam muita qualidade ao elenco. A Spal corre por fora na briga pela permanência na elite, mas já mostrou outras vezes na história que é afeita a façanhas.

Torino

Cidade: Turim (Piemonte)
Estádio: Olímpico Grande Torino (27.958 lugares)
Fundação: 1906
Apelidos: Toro, Granata
Principal rival: Juventus
Participações na Serie A: 74
Títulos: sete
Na última temporada: 9ª posição
Objetivo: vaga na Liga Europa
Brasileiros no elenco: Lyanco e Danilo Avelar
Técnico: Sinisa Mihajlovic (2ª temporada)
Destaque: Andrea Belotti
Fique de olho: Kevin Bonifazi
Principais chegadas: Salvatore Sirigu (g, Osasuna), Nicolas N’Koulou (z, Lyon) e Tomás Rincón (v, Juventus)
Principais saídas: Joe Hart (g, West Ham), Marco Benassi (m, Fiorentina) e Leandro Castán (z, Roma)
Time-base (4-2-3-1): Sirigu; Zappacosta, Lyanco (Bonifazi), N’Koulou, Barreca; Rincón, Baselli; Falqué, Ljajic, Berenguer; Belotti.

O primeiro campeonato disputado pelo Torino em 2017-18 ainda está em curso: é a janela de transferências, na qual os granata lutam para manter o goleador Belotti. Por enquanto, a equipe do Piemonte resiste bravamente às investidas de clubes maiores e é bastante provável que o centroavante da seleção italiana continue em Turim, mantendo o status de destaque. O Gallo já tinha parceiros de qualidade no ataque, mas a máquina ofensiva grená ainda ganhou os reforços de Sadiq, emprestado pela Roma, e do ótimo Berenguer, ex-Osasuna. O espanhol deve começar a temporada como titular, aproveitando a mudança do esquema 4-3-3 para 4-2-3-1 e entrando na vaga deixada por Benassi, negociado com a Fiorentina. É uma boa adição à linha de rápidos e habilidosos meia-atacantes, formada ainda por Falqué e Ljajic.

A equipe já demonstrava padrão de jogo e muita intensidade com Mihajlovic. Porém, a chegada de reforços pontuais consolida o Toro como um dos fortes candidatos à vagas europeias. Se o ataque já funcionava muito bem e tende a manter a forma, a preocupação do sérvio é acertar a defesa, que não teve números positivos na última Serie A. A insegurança de Hart foi um fator-chave, e a chegada de Sirigu tende a ajudar a garantir mais tranquilidade para o setor. O centro da zaga também foi revolucionado: N’Koulou, Bonifazi e Lyanco serão as primeiras escolhas do técnico, relegando Rossettini e Moretti à condição de reservas. O novo esquema da equipe, com Rincón como volante mais fixo e Baselli propondo o jogo, ajudará a proteger melhor a área grená e as subidas dos ótimos laterais Zappacosta e Barreca. Por estes motivos, o Torino tem boas chances de fazer sua melhor temporada em décadas, superando até mesmo o sétimo lugar de 2013-14.

Udinese

Cidade: Údine (Friul-Veneza Júlia)
Estádio: Friuli-Dacia Arena (25.144 lugares)
Fundação: 1896
Apelidos: Bianconeri, Friulani e Zebrette
Principais rivais: Venezia e Triestina
Participações na Serie A: 45
Títulos: nenhum (melhor desempenho: vice-campeã)
Na última temporada: 13ª posição
Objetivo: meio da tabela
Brasileiros no elenco: Danilo, Samir, Ewandro e Ryder Matos
Técnico: Luigi Delneri (2ª temporada)
Destaque: Cyril Théréau
Fique de olho: Aly Mallé
Principais chegadas: Kevin Lasagna (a, Carpi), Riad Bajic (a, Konyaspor) e Giuseppe Pezzella (le, Palermo)
Principais saídas: Duván Zapata (a, Napoli), Sven Kums (v, Anderlecht) e Felipe (z, Spal)
Time-base (4-4-2): Scuffet (Karnezis); Widmer, Danilo, Samir (Wagué), Pezzella; De Paul, Behrami (Hallfredsson), Fofana, Jankto; Théréau, Lasagna (Bajic)

Perdeu o momento em que a Udinese deixou de ser ameaça para os grandes? A equipe friulana sempre teve como principal objetivo a manutenção na Serie A, mas costumava ir além. Nos últimos anos, com a brusca queda de investimentos do presidente Pozzo, permanecer na elite é, de fato, o único objetivo dos bianconeri. Para atingir tal meta, o técnico Delneri adaptou o elenco a seu esquema preferido, o 4-4-2 em linha, que pode privilegiar o futebol de Jankto: o jovem checo, revelado na última temporada, prefere jogar aberto pela esquerda e tem muita velocidade e potência no setor. A inserções dos laterais Widmer e Pezzella e do meia central Fofana também serão importantes.

Seria ideal para este esquema que o colombiano Zapata permanecesse em Údine, mas o empréstimo junto ao Napoli foi encerrado. Os bianconeri ainda tentam acertar a chegada de um centroavante para substitui-lo e Pavoletti, também da equipe napolitana, é um dos alvos. Por enquanto, o time dos brasileiros Danilo, Samir, Ewandro e Ryder Matos contará apenas com os lampejos de De Paul e os gols do veterano Théréau – o mais indicado para exercer a função de jogador mais fixo na área, caso nenhuma contratação seja realizada. Por sua vez, os atacantes Lasagna e Bajic, que reforçam a equipe em 2017-18, são as grandes apostas da diretoria para uma futura grande revenda – juntamente aos citados Jankto, Fofana e Pezzella.

Verona

Cidade: Verona (Vêneto)
Estádio: Marcantonio Bentegodi (39.211 lugares)
Fundação: 1903
Apelidos: Mastini, Scaligeri, Butei, Gialloblù
Principais rivais: Vicenza, Napoli e Milan
Participações na Serie A: 28
Títulos: um
Na última temporada: vice-campeã da Serie B; promovida
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Nícolas, Rômulo e Daniel Bessa
Técnico: Fabio Pecchia (2ª temporada)
Destaque: Giampaolo Pazzini
Fique de olho: Alex Ferrari
Principais chegadas: Alessio Cerci (a, Atlético de Madrid), Thomas Heurtaux (z, Udinese) e Martín Cáceres (ld, Southampton)
Principais saídas: Juanito Gómez (a, rescisão de contrato), Luca Siligardi (a, Parma) e Simone Ganz (a, Pescara)
Time-base (4-3-3): Nícolas; Rômulo, Heurtaux (Ferrari), Cáceres, Souprayen; Zuculini, Fossati (Büchel), Bessa; Cerci, Pazzini, Verde.

A campanha do Verona na segundona não foi tão tranquila quanto se esperava. Afinal, o Hellas tinha sido rebaixado em 2015-16 de maneira surpreendente e ainda um time digno de primeira divisão – com jogadores como o lateral ítalo-brasileiro Rômulo e os atacantes Giampaolo Pazzini e Juanito Gómez. Passados os percalços, os butei estão de volta e esperam pelo menos ficar na elite. No papel, tal qual em anos anteriores, o time não é ruim e é superior a rivais. Porém, a história mostra para os scaligeri que confiar neste fator não é suficiente para evitar fortes emoções.

Qualquer chance de salvação dos vênetos passa pela boa forma do veterano Pazzini, artilheiro da última Serie B, com 23 gols. O ex-atacante de Fiorentina, Sampdoria, Inter e Milan é o grande destaque de um time muito experiente e polvilhado por medalhões. Além dos já citados, a equipe contratou os rodados Cerci, Cáceres e Heurtaux – além de Cassano, que foi apresentado e dias depois desfez o vínculo com os mastini. Há dúvidas sobre o quanto o frescor dos jovens Daniel Bessa, Fossati e Zuculini no meio-campo dará conta de dar vigor a um elenco envelhecido, mas o técnico Pecchia tem demonstrado confiança no trio. Prova disso é que, até o momento, a diretoria não busca nenhuma contratação para o setor. Crédito também para o brasileiro Nícolas, que estreia na Serie A aos 29 anos. Para os supersticiosos: Pecchia é recordista em rebaixamentos na elite. Quando jogador, o ex-auxiliar de Rafa Benítez caiu para a segundona por cinco times diferentes. Conseguirá evitar uma nova queda, desta vez como treinador?

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