Liga dos Campeões

Eliminado da UCL, Napoli tentará não cometer os mesmos erros na Liga Europa

Era difícil, mas o sonho estava vivo. O Napoli só avançaria às oitavas da Liga dos Campeões se vencesse o Feyenoord, lanterna do grupo, e o Manchester City triunfasse sobre o Shakhtar Donetsk, na Ucrânia. Nenhuma das coisas aconteceu e a equipe de Maurizio Sarri se despediu da competição de forma melancólica, com uma derrota por 2 a 1, que ainda impediu os azzurri de serem cabeças de chave na Liga Europa.

O jogo na Holanda começou bem para o Napoli, que abriu o placar com Zielinski aos 2 minutos. O polonês substituiu Insigne, que teve um ressentimento muscular, e aproveitou a sobra de uma bola alçada na área para fazer o primeiro no De Kuip. A esperança dos azzurri, porém, durou apenas até o 26º minuto da partida disputada no Leste Europeu. Afinal, neste momento, Bernard abriu o placar para o Shakhtar, o que tornava a vida dos napolitanos ainda mais difícil.

A perspectiva de melhora da situação do Napoli no grupo degringolou completamente ainda no primeiro tempo. Na Holanda, Berghuis levantou uma bola na área, Albiol falhou na marcação e Jorgensen aproveitou para empatar – foi o sexto gol do dinamarquês nos últimos sete jogos. Ao mesmo tempo, Ismaily ampliava sobre o Manchester City e jogava um balde de água fria sobre a equipe da Campânia.

Antes da rodada, Pep Guardiola prometeu que iria fazer o máximo para vencer o Shakhtar e, assim, permitir que o Napoli avançasse. Cheio de reservas na Ucrânia, o time inglês mal conseguiu competir e foi dominado pelos anfitriões. Sabendo do que acontecia no outro jogo e de como seria difícil contar com a virada dos citizens, Sarri praticamente levantou a bandeira branca.

No segundo tempo, o Napoli estava completamente disperso e não mostrou o seu estilo costumeiro. No final da modorrenta etapa, o zagueiro St. Juste ainda aproveitou uma cobrança de escanteio para virar e dar números finais à partida. Foi a primeira vitória do Feyenoord nesta edição do torneio e apenas a sexta em 18 jogos na temporada, considerando todas as competições – a terceira nos últimos oito jogos no De Kuip. Com isso, o Napoli continua sem vencer partidas oficiais na Holanda.

O resultado de hoje foi bem ruim, considerando os efeitos para o sorteio da Liga Europa e o retrospecto recente do adversário. No entanto, o que eliminou mesmo o Napoli foram a péssima partida contra o Shakhtar Donetsk, na primeira rodada da Champions League, e erros de abordagem contra o Manchester City. O demérito de uma equipe que perdeu quatro dos seis jogos que disputou é indiscutível.

No primeiro momento da disputa na LC, a equipe de Sarri não estava atuando bem, seja pela má fase de Hamsík, pela inadaptação de Milik ao estilo proposto pelo técnico ou por Zielinski e Diawara não conseguirem manter o mesmo nível de Allan e Jorginho. Este último fator foi determinante também para as derrotas diante dos comandados de Guardiola, que complicaram em definitivo uma situação já negativa para as equipes italianas. Hoje, após a eliminação no torneio continental e a derrota para a Juventus, ter priorizado a Serie A não parece ter sido um grande negócio para os azzurri.

Se serve de consolo, ao menos Sarri e companhia terão dois meses até a próxima partida em uma competição continental, além de uma janela de transferências para reforçar o elenco. Este tempo será útil para dedicar foco total ao Campeonato Italiano, mas também será necessário para aprimorar conceitos e minimizar os erros da primeira fase da temporada, que não devem ser repetidos na Liga Europa. Afinal, se mostrar a sua melhor face, o Napoli entra como um dos candidatos ao título do segundo principal torneio do continente.

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