Coppa Italia

Primeiros jogos da fase final da Coppa Italia confirmam: teremos dérbi de Milão nas quartas

Nesta semana, teve início a fase final da Coppa Italia, com quatro jogos das oitavas. Nesta etapa da competição, os oito primeiros colocados da Serie A estreiam e recebem times de menor ranking em seus domínios, para realizar um jogo único em que, geralmente, são favoritos. Neste cenário, há pouco espaço para surpresas, mas a magia das copas às vezes apronta das suas. O pequeno Pordenone jogou pela primeira vez em San Siro e quase fez história, mas deu Inter: os nerazzurri, juntamente a Milan, Fiorentina e Lazio fizeram valer o favoritismo para avançar às quartas. Com isso, teremos um dérbi de Milão pela copa no dia 27 de dezembro.

Na terça, a Inter penou para superar o Pordenone, da Serie C. Os ramarri chegaram pela primeira vez às oitavas de final da copa após baterem o Cagliari por 2 a 1 na Sardenha, e teriam sua estreia em jogos oficiais contra a Inter e no San Siro. Cerca de 4 mil torcedores dos lagartos viajaram do Friuli até Milão, fizeram a maior festa nas arquibancadas e quase tiraram o grito de gol das gargantas ainda no primeiro tempo, quando Magnaghi acertou uma bomba na trave. Foi a melhor chance da equipe, que até testou o goleiro Padelli algumas vezes durante o confronto.

O Pordenone, treinado pelo ex-jogador Leonardo Colucci, fez uma partida de muita aplicação defensiva e conseguiu levar a partida para os pênaltis, contra uma Inter que, para evitar um vexame, precisou lançar titulares como Icardi e Perisic, no segundo tempo. A Beneamata, é verdade, também agraciou  o time visitante: os nerazzurri raramente mostraram lucidez nas jogadas criadas e abusaram dos passes e finalizações erradas. Karamoh e Perisic, em especial, irritaram os torcedores com as oportunidades desperdiçadas.

Quem se consagrou com a falta de pontaria nerazzurra foi o goleiro Perilli, que conseguiu manter o placar inalterado no tempo normal e na prorrogação. Quando ele não conseguiu defender, a trave o ajudou, como na cabeçada de Icardi, já no tempo extra. Heroico, o arqueiro ainda rebateu as cobranças de Skriniar e Gagliardini, mas viu o colega Padelli realizar também duas defesas e o meia Lulli isolar o seu pênalti. Nagatomo deu a vitória à Inter, já nas cobranças alternadas. Ao fim da partida, Spalletti e o elenco interista parabenizaram os neroverdi pela grande atuação.

Bonucci consola Donnarumma: goleiro foi vaiado durante a partida entre Milan e Verona (Ansa)

No dia seguinte, o Milan também jogou em San Siro, mas teve uma vida muito mais tranquila do que a rival, sua adversária nas quartas. Para assegurar o confronto, que não acontecia na competição desde 2000, a equipe rossonera passou fácil pelo Verona. Apesar do 3 a 0 incontestável, as duas equipe vinham fazendo partidas equilibradas no torneio: antes desta quarta, foram cinco empates consecutivos.

Três bolas aéreas foram suficientes para que o Milan derrubasse o rival Verona. No primeiro tempo, Suso cruzou fechado e a bola passou por todo mundo, até estufar as redes de Silvestri. Oito minutos depois, aos 30, foi Bonaventura que levantou a pelota para André Silva centrar e Romagnoli ampliar. Aos 10 da segunda etapa, um novo cruzamento de Suso foi na cabeça de Cutrone, que deu números finais à partida. A facilidade da vitória foi ofuscada por um fator extracampo: problemas no contrato de Donnarumma.

Antes do jogo, o empresário Mino Raiola acusou os diretores do Milan de “violência moral” durante as negociações para a renovação do contrato do goleiro, meses atrás. A torcida rossonera, que vinha tentando se enamorar novamente pelo seu prodígio, viu a situação como mais uma tentativa de forçar uma transferência – encabeçada pelo procurador, mas vaticinada por Donnarumma.

Parte considerável do San Siro vaiou o goleiro, que chorou no aquecimento e no final do duelo, e foi consolado e apoiado tanto pelo capitão Bonucci quanto pelo técnico Gattuso. Nesta quinta, a assessoria de Donnarumma emitiu um comunicado dissonante do apresentado pelo seu empresário. Novos capítulos da novela estão por vir.

Nos outros dois jogos da chave, menos movimentação. Lazio e Fiorentina se classificaram com alguma dificuldade, mas controlaram os confrontos contra Cittadella e Sampdoria. No Olímpico, os laziali não quiseram repetir o enredo protagonizado por Inter e Pordenone e foram a campo com vários titulares diante do Citta. Curiosamente, foram os grenás que pouparam titulares, já que a prioridade é tentar a inédita classificação para a Serie A – hoje, o Cittadella é o sexto colocado e jogaria os play-offs de acesso.

Parecia que a Lazio conseguiria definir a partida ainda no primeiro tempo: logo aos 11, Immobile recebeu passe de Milinkovic-Savic e abriu o placar. Depois, Felipe Anderson aproveitou passe de Lucas Leiva e fez o seu primeiro gol após a lesão que o tirou do início da temporada, e Camigliano marcou contra. Quando perdia por 3 a 0, o Cittadella decidiu jogar e diminuiu, com uma bomba de Bartolomei, que acertou o ângulo em uma cobrança de falta. Já no segundo tempo, o meia voltou a incomodar, mas a Lazio se segurou e, no fim do jogo, definiu a goleada por 4 a 1. Lucas fechou sua noite como garçom ao deixar Immobile na cara do goleiro Paleari e permitir que o camisa 17 marcasse, com uma cavadinha.

Adversária dos romanos nas quartas de final, a Fiorentina só bateu a Sampdoria no final do segundo tempo e manteve um tabu: em oito jogos contra os dorianos no Artemio Franchi, pela Coppa Italia, a viola está invicta. O grande nome da vitória foi o francês Veretout, que faz ótimo início de temporada.

Fiorentina e Samp foram a campo com times repletos de titulares e de jogadores que costumam entrar no decorrer das partidas da Serie A. Um deles, o senegalês Babacar, abriu o placar logo aos 2 minutos, após receber assistência de Chiesa. No entanto, a Fiorentina viu Barreto deixar tudo igual, a seis minutos do intervalo. Na segunda etapa, festival de pênaltis: Veretout converteu o primeiro para a viola e Ramírez deixou tudo igual para os blucerchiati. Coube ao próprio regista francês da Fiorentina dar números finais à partida, aos 45 do segundo tempo, com um pênalti batido na “bochecha” da rede.

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