Serie A

Festa no Olímpico: uma década depois, a Roma volta às quartas da Champions League

O dia 13 de março de 2018 se desenhou histórico para a Roma e para o futebol italiano. Mesmo questionada nos últimos meses, a equipe da Cidade Eterna conseguiu superar o Shakhtar Donetsk e se classificou às quartas de final da Liga dos Campeões pela primeira vez desde 2008. Havia, também 11 anos que a Itália não conseguia colocar dois representantes nesta etapa da competição europeia. Roma e Juventus quebraram o tabu.

No Olímpico, a Roma controlou o Shakhtar do início ao fim da partida. Ao contrário de outras exibições, e até mesmo na partida de ida, em Kharkiv, Alisson não foi exigido em nenhum momento. Após um primeiro tempo de muito estudo e combate, o time da casa foi insatisfeito para os vestiários – afinal, o 0 a 0 favorecia o time ucraniano, que vencera por 2 a 1 três semanas atrás. A história mudou logo após o intervalo.

Aos sete minutos do segundo tempo, Strootman foi protagonista do lance de genialidade que faltava à partida. O holandês encontrou Dzeko com um belo lançamento de primeira e deixou o bósnio com campo livre para avançar e apenas deslocar o goleiro Pyatov. O gol deixou a partida mais movimentada e, logo em seguida, o camisa 9 da Roma quase fez o segundo, com um chute cheio de efeito da entrada da área.

O centroavante ainda teve outra oportunidade de marcar, mas sua arrancada rumo ao gol foi interrompida por falta cometida por Ordets. O zagueiro acabou expulso e deixou a Roma muito próxima de uma classificação que acabou sendo conquistada com algum sofrimento, mas sem que o Shakhtar Donetsk pudesse incomodar Alisson. Méritos para a postura tática orientada pelo técnico giallorosso.

Dzeko e Di Francesco foram, sem sombra de dúvida, os dois maiores personagens da classificação romanista. O bósnio esteve muito perto de ser negociado com o Chelsea em janeiro, mas a Roma acabou lhe segurando e desistindo da venda. O motivo? Não havia um jogador no elenco tão capaz de decidir partidas quanto o centroavante. Dzeko viveu alguns momentos de baixa nesta temporada, mas sua importância para o elenco nunca foi questionada. E, nesta terça, foi reforçada pelo gol e pelos momentos de perigo criados para a defesa ucraniana.

Di Francesco, por sua vez, conseguiu colocar a Roma numa condição rara em sua história. Se a equipe capitolina não chegava às quartas havia uma década, a classificação a esta fase foi apenas a terceira dos romanos na Liga dos Campeões. Vale lembrar ainda que o questionado treinador fez a Roma avançar com a liderança em um grupo que tinha Chelsea e Atlético de Madrid e que, na Serie A, os giallorossi competem por uma vaga na Champions League e têm a quarta melhor defesa da competição. Estes motivos serão suficientes para mantê-lo no cargo na próxima temporada?

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