Serie A

6ª rodada: Napoli e Juventus vencem com tranquilidade antes do clássico de sábado

Numa rodada que antecede dois clássicos, todos os envolvidos nestes grandes jogos venceram. Se a Lazio dá continuidade à sua trajetória de recuperação e a Roma afasta a crise, ao menos temporariamente, Napoli e Juventus já começam a mostrar algumas certezas para suas torcidas. Confira no resumo da Calciopédia!

Napoli 3-0 Parma
Insigne, Milik (Insigne) e Milik (Verdi)

Tops: Insigne e Milik (Napoli) | Flops: Iacoponi e Gobbi (Parma)

Como transformar um time que vinha tendo dificuldades de marcar gols em um que anotou seis em dois jogos? Ancelotti vai encontrando o equilíbrio ideal para o seu Napoli sem Jorginho. Por enquanto, a alternativa do experiente treinador emiliano foi liberar dois meias bem abertos pelos lados e aproximar Insigne de Milik e do gol. Com o 4-4-2, Lorenzinho virou um goleador (já fez cinco no campeonato) e os azzurri vão somando pontos. No sábado, a equipe brigará pela liderança com a Juventus, no Allianz Stadium.

Diante do Parma, que costuma dificultar a vida dos partenopei no San Paolo, a receita foi a mesma e os resultados, instantâneos. Aos 4 minutos, uma jogada construída por Malcuit e Ruiz originou o cruzamento de Milik, a falha da defesa e o gol do capitão. Insigne ainda acertou a trave na etapa inicial, que teve boas atuações de um dominante Allan e de um propositivo Ruiz. Os gols que decidiram a peleja saíram no segundo tempo. Num rápido contra-ataque, Insigne deu assistência esperta para Milik, que fuzilou o goleiro Sepe. Já no final, o polonês aproveitou cruzamento rasteiro de Verdi e assinou sua doppietta.

Juventus 2-0 Bologna
Dybala e Matuidi (Ronaldo)

Tops: Matuidi e Cancelo (Juventus) | Flops: Paz e Danilo (Bologna)

Vamos combinar que, pelos adversários que teve em sua reta inicial de temporada, a Juve apenas cumpriu sua obrigação de ter 100% de aproveitamento. Afinal, pegou os três últimos colocados da Serie A, três fregueses históricos (Lazio, Parma e Sassuolo) e um Valencia que não ganhou de ninguém até agora. A Velha Senhora, no entanto, tem méritos. Para ser a única equipe europeia que bateu todos os adversários até então, a Juve não precisou engatar nem mesmo a terceira marcha.

A preparação para o primeiro compromisso que exigirá um motor turbo (o jogo de sábado contra o Napoli) começou durante o duelo contra o Bologna. Afinal, o time bianconero decidiu a partida em apenas 16 minutos. Na primeira chegada real, Dybala emendou com uma acrobacia o rebote de um chute de finalização de Matuidi e anotou. Na segunda, La Joya cruzou aberto para Ronaldo cruzar rasteiro e o francês marcar, com um potente arremate. Depois disso, pouco se produziu de interessante. A Juve dominou o jogo, com Allegri rodando o elenco e testando alternativas para o time – a mais positiva delas foi o uso de Cancelo na lateral esquerda.

Dybala marcou seu primeiro na temporada e encaminhou vitória da Juve (Getty)

Inter 2-1 Fiorentina
Icardi (pênalti), D’Ambrosio (Icardi) | Skriniar (contra)

Tops: Icardi (Inter) e Chiesa (Fiorentina) | Flops: Vecino (Inter) e Benassi (Fiorentina)

Três vitórias nos três últimos jogos, contra adversários complicados. A Inter parece finalmente ter virado a chave em 2018-19 e já se encontra com 10 pontos, dividindo a quinta posição com a própria Fiorentina. Abrindo a rodada, nerazzurri e violetas fizeram um jogo muito equilibrado em San Siro, que só foi decidido nos 15 minutos finais. Com isso, há 22 anos as equipes não empatam em Milão.

Aberta, a partida registrou duas chances claras para ambos os lados na etapa inicial. Mais perigosa, a Fiorentina acertou a trave com Mirallas e ainda obrigou Handanovic a fazer defesa fantástica, negando o gol a Simeone. A Inter assustou com finalizações de Candreva e Perisic e chegou ao gol perto do intervalo, graças a pênalti cobrado por Icardi – foi o primeiro do argentino no campeonato e o 11º na carreira contra a viola. Os visitantes empataram logo no início da etapa final, quando Chiesa arriscou de fora da área e Skriniar desviou para a própria meta. A Fiorentina tentou virar, mas ao se lançar ao ataque se desconcentrou na defesa: numa rápida jogada de lateral, a Inter matou o jogo com o pivô de Icardi e o gol de D’Ambrosio.

Roma 4-0 Frosinone
Ünder, Pastore (Santon), El Shaarawy (Ünder) e Kolarov (Luca Pellegrini)

Tops: Ünder e Pastore (Roma) | Flops: Ariaudo e Capuano (Frosinone)

Vencer (mesmo por goleada) este fraco Frosinone não encerra crise de ninguém. No entanto, a Roma no mínimo adiou o adensamento de uma situação negativa e recuperou confiança às vésperas do clássico contra a Lazio, que abre a 7ª rodada no sábado. Além disso, pode celebrar com tranquilidade moderada as 600 partidas de De Rossi com a camisa giallorossa. Por fim, Di Francesco também comemorou dois aspectos que perpassaram a vitória: descansou alguns titulares, visando o clássico, e recebeu boas respostas de algumas peças que começaram jogando, como Ünder, El Shaarawy e N’Zonzi.

A Roma destruiu os ciociari ainda no primeiro tempo. Ünder começou “ligado no 220” e, aos 2 minutos, deu uma caneta num adversário e chutou forte, de fora da área, para marcar um golaço. O segundo também foi uma pintura. Pastore foi protagonista de algo bastante improvável: anotou seu segundo pelo clube, seu segundo de letra, nas mesmas traves em que fizera o primeiro. A pressão aumentou antes do intervalo. Ünder recebeu de De Rossi em profundidade e deixou El Shaarawy livre para fazer o terceiro. Schick acertou o travessão também na etapa inicial, mas a Roma só marcou o quarto no finalzinho, com Kolarov. O Frosinone também acertou a trave, com Campbell, mas sua seca entrou para a história: o time lacial é apenas o segundo na história da Serie A a passar as seis primeiras rodadas sem marcar um gol sequer. O outro foi o Catania, em 1970.

Empoli 1-1 Milan
Caputo (pênalti) | Biglia

Tops: Terracciano (Empoli) e Kessié (Milan) | Flops: Krunic (Empoli) e Romagnoli (Milan)

E o Milan entregou a paçoca de novo. Mesmo jogando melhor do que seu adversário, tal qual ocorreu contra a Atalanta, o time rossonero perdeu um caminhão de chances, parando no goleiro Terracciano, e não conseguiu bater o Empoli. Com o resultado, o Diavolo continua invicto contra os azzurri na Toscana, mas permanece próximo à zona de rebaixamento, um ponto acima dos próprios empoleses.

O Milan abriu o placar logo no início, com um chute forte de Biglia, que foi no ângulo de Terracciano. Depois do gol, o time dominou o jogo, com Çalhanoglu e Kessié dando as cartas, mas não conseguiu matar a partida. Só no primeiro tempo, o arqueiro azzurro fez quatro defesas, sendo a mais bonita delas diante de Kessié. A etapa final continuou numa toada parecida, com os rossoneri absolutamente dominantes. Até que, aos 71, o capitão Romagnoli errou feio na saída de bola e deu um presente para Mchedlidze, que sofreu sanduíche do próprio defensor e de Biglia. Caputo bateu o pênalti com força e igualou o jogo. Coube a Terracciano evitar mais gols para que o Empoli faturasse um ponto precioso, que deixa Gattuso pressionado do lado milanista.

Icardi e D’Ambrosio definiram vitória da Inter sobre a Fiorentina (Getty)

Udinese 1-2 Lazio
Badelj (contra) | Acerbi e Correa

Tops: Fofana (Udinese) e Strakosha (Lazio) | Flops: Stryger (Udinese) e Wallace (Lazio)

Primeiro jogo da quarta, Udinese e Lazio quase fizeram o espectador dormir no primeiro tempo. A troca de passes improdutiva precedeu uma segunda etapa mais ativa, especialmente depois que Immobile substituiu Caicedo no ataque celeste. A partir daí, a equipe romana conseguiu construir sua quarta vitória consecutiva no campeonato e manteve uma invencibilidade no Friuli que já dura cinco anos.

A Udinese voltou mais perigosa do descanso e fez Strakosha trabalhar, em especial num chute complicado de Fofana. Só que aí a Lazio tomou as rédeas do jogo e decidiu a partida em seis minutos: primeiro com Acerbi, em bola levantada na área, e depois com Correa, em jogada individual. O time da casa diminuiu, depois que Nuytinck tentou uma meia-bicicleta e Badelj acabou desviando para as redes. No final, Strakosha fez mais uma defesa importante e garantiu o resultado para os aquilotti.

Spal 0-2 Sassuolo
Adjapong e Matri

Tops: Magnanelli e Djuricic (Sassuolo) | Flops: Felipe e Fares (Spal)

No terceiro confronto entre Spal e Sassuolo na elite, os neroverdi novamente venceram em Ferrara e consolidaram a terceira posição na tabela. Os spallini, que também começaram bem o campeonato, sonhavam em conseguir apenas pela segunda vez na história cinco vitórias consecutivas como mandante na Serie A, mas foram patinaram em casa e continuam na sétima colocação.

De Zerbi surpreendeu Semplici ao armar um Sassuolo com linha de cinco na defesa, descartando o 4-3-3. Com isso, deu campo para a Spal atacar e obrigou o time da casa a fugir de suas características. Desconfortável em campo, o time biancoazzurro só ameaçou com Felipe e teve um bom bem anulado. Na etapa final, os estensi acabaram cedendo a contragolpes e jogadas pelos lados. Numa delas, Adjapong contou com a sorte e marcou, depois de rebote de Gomis e corte mal feito pela defesa. Nos últimos minutos, só deu Sassuolo: Babacar teve gol bem anulado e Matri, que chegou a acertar a trave, deu números finais ao triunfo neroverde.

Genoa 2-0 Chievo
Piatek (Lazovic) e Pandev

Tops: Piatek e Criscito (Genoa) | Flops: Stepinski e Hetemaj (Chievo)

A Itália se rendeu a um polonês. Artilheiro do campeonato, com seis gols em cinco jogos – o Genoa tem uma partida a menos –, Piatek já entrou para a história dos rossoblù. É o primeiro atleta vinculado ao mais antigo clube da Itália a, nos quase 130 anos de sua existência, balançar as redes nas cinco rodadas iniciais do campeonato.

Mas não foi só. Piatek carregou os grifoni diante do pobre Chievo, que não ganhou de ninguém até agora. Giaccherini começou a partida ameaçando para os visitantes, mas depois disso o polonês deu seu show, criando jogadas e finalizando com perigo – além do gol, acertou a trave com um chute seco. No segundo tempo, ele e Lazovic participaram do tento de Pandev. Após jogada da dupla, o macedônio não se intimidou com o número de adversários que bloqueavam sua visão (eram quatro, mais o goleiro Sorrentino) e colocou com classe, no cantinho.

Piatek, artilheiro do campeonato, faz boa dupla com Kouamé (LaPresse)

Atalanta 0-0 Torino

Tops: Palomino (Atalanta) e N’Koulou (Torino) | Flops: Freuler (Atalanta) e Baselli (Torino)

Atalanta e Torino continuam demonstrando dificuldades para vencer nesta Serie A. Em seis rodadas, as equipes têm resultados rigorosamente iguais: apenas um triunfo, três empates e duas derrotas. Pouco acima da zona de rebaixamento, são dois times que têm elenco para render muito mais e decepcionam até então.

No duelo de Bérgamo, os nerazzurri até criaram algumas boas oportunidades, mas esbarraram na imprecisão – como nas finalizações de Gómez, Rigoni e Zapata. Melhor para o Toro, que mal atacou, mas conseguiu cozinhar o jogo e levar um pontinho para casa. Nas sete últimas partidas em que foi visitante, o time de Mazzarri empatou cinco vezes.

Cagliari 0-0 Sampdoria

Tops: Cragno (Cagliari) e Linetty (Sampdoria) | Flops: Andreolli (Cagliari) e Defrel (Sampdoria)

Assista o VT ou os melhores momentos de Cagliari-Sampdoria, tente explicar como a partida terminou em 0 a 0 e falhe miseravelmente. Sardos e genoveses tiveram elevado volume de jogo, alta porcentagem de chances claras de gol criadas, mas a bola foi teimosa e não quis estufar as redes. Pior para a Sampdoria, que poderia ter ganhado algum terreno na busca por vaga na Liga Europa.

Só no primeiro tempo, o Cagliari viu Pavoletti tirar tinta da trave com uma cabeçada colocada e Diego Farias obrigar Audero a realizar boa defesa. Após o intervalo, o brasileiro ainda acertou a trave. Depois, só deu Samp. Defrel perdeu chance cara a cara com Cragno e depois, sem goleiro, cabeceou para o chão e viu a bola acertar o travessão. Linetty também fez o poste balançar e, aos 90, Kownacki desperdiçou penalidade: colocou sem força, mas o goleiro rossoblù teve o mérito de acertar o canto e defender, sem dar rebote.

Seleção da rodada
Cragno (Cagliari); Cancelo (Juventus), D’Ambrosio (Inter), Acerbi (Lazio), Kolarov (Roma); Ruiz (Napoli), Matuidi (Juventus); Ünder (Roma), Milik (Napoli), Insigne (Napoli); Piatek (Genoa). Técnico: Carlo Ancelotti (Napoli).

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