Serie A

14ª rodada: jogão entre Roma e Inter rivalizou com vitórias cruciais de Juve, Napoli e Milan

Prepare-se: a 14ª rodada abriu uma sequência alucinante no Campeonato Italiano. Afinal, dezembro será o mês mais movimentado da Serie A desde abril de 1934, com 60 partidas, incluindo confrontos nos dias 26 e 29, num boxing day regado a panetone e pandoro no Belpaese. Neste final de semana, as emoções se distribuíram por todo o país, seja com um jogaço no Olímpico, entre Roma e Inter, seja com o triunfo impactante da Juventus sobre a rival Fiorentina, em Florença. Em Bérgamo e Milão, Napoli e Milan também começaram este mês repleto de compromissos com o pé direito. Confira o resumo da jornada.

Roma 2-2 Inter
Ünder (Cristante) e Kolarov (pênalti) | Keita (D’Ambrosio) e Icardi (Brozovic)

Tops: Zaniolo (Roma) e D’Ambrosio (Inter) | Flops: Juan Jesus (Roma) e Perisic (Inter)

Frustrada e pressionada pela derrota para o Tottenham na Liga dos Campeões, a Inter precisava vencer para não se distanciar ainda mais da Juventus e manter o Napoli próximo. Mais uma vez derrotada pelo Real Madrid, a Roma precisava da vitória para recuperar a moral em uma partida grande e superar a baixa pontuação no campeonato – apenas em 2004-05 pontuarem menos nos últimos 14 anos. Em um jogo movimentado e digno da rivalidade aflorada na década passada com as disputas por títulos, no entanto, o empate foi negativo tanto para anfitriões quanto para visitantes.

Carregando a tiracolo um bom retrospecto como visitante e a vitória na última temporada no Olímpico, a Inter saiu na frente do placar em uma versão alternativa da lei do ex. Keita, revelado na Lazio, sempre deixou sua marca no Derby della Capitale, e anotou uma doppietta no seu último jogo contra a Roma. Foi justamente o senegalês, escalado como titular no lugar de Politano, que marcou o primeiro gol da partida, completando cruzamento de D’Ambrosio. O resultado parcial revoltou os giallorossi, que reclamavam de pênalti não marcado do próprio lateral em Zaniolo no lance anterior. Após o jogo, Totti se exaltou contra Michael Fabbri, o primeiro árbitro de vídeo.

Enquanto os anfitriões levaram perigo no primeiro tempo somente com grande jogada de Schick, que passou de calcanhar para Florenzi acertar a trave, os visitantes perderam boas oportunidades na frente de Olsen com Keita, Perisic e Icardi – Maurito desperdiçou a maior oportunidade de ampliar o placar após dominar mal a bola. O capitão interista se recuperaria no segundo tempo, quando aproveitou a relaxada marcação adversária e completou cobrança de escanteio de Brozovic, marcando seu décimo gol na temporada – o sexto nas últimas quatro partidas em Roma.

O gol de Icardi tinha desempatado a partida, já que pouco depois da volta do intervalo, Ünder tinha deixado tudo igual. O turco acertou um grande chute de fora da área e não ofereceu reação a Handanovic, que havia feito anteriormente uma bela defesa em cobrança de falta no limite de Kolarov. Do pé canhoto do lateral sérvio, aliás, saiu o novo empate anfitrião, após Brozovic ter desviado a bola com o braço, em lance que o árbitro Rocchi e sua trupe acertaram. Os interistas também ficariam na bronca com a arbitragem após um tranco de Manolas em Icardi na área, já no final da partida. Com o resultado, a Inter mantém a terceira colocação, agora com 29 pontos, enquanto a Roma é a sétima, com 20.

Fiorentina 0-3 Juventus
Bentancur (Dybala), Chiellini (Cuadrado) e Cristiano Ronaldo (pênalti)

Tops: Bentancur e Chiellini (Juventus) | Flops: Fernandes e Simeone (Fiorentina)

Fiorentina e Juventus protagonizam uma das rivalidades mais quentes do futebol italiano e não deixaram a desejar no Artemio Franchi – ainda que, fora de campo, alguns ultras viola tenham manchado a homenagem dos juventinos para Astori com pichações e cânticos agressivos. De volta ao apito em um jogo grande depois da polêmica atuação no último Derby d’Italia, Daniele Orsato não poupou rigor: marcou mais de faltas e aplicou nove cartões amarelos. A tensão se provou fatal para o jovem time anfitrião (o mais novo do campeonato), que levou perigo a Szczesny, mas não foi cínico como os visitantes, que acertaram mais o gol adversário e marcaram os únicos tentos da partida.

Depois de Benassi quase abrir o placar no primeiro chute da partida, a Juventus tomou controle da partida e chegou ao primeiro gol aos 30 minutos. Titular pela 10ª vez seguida, presente em todos os minutos dos bianconeri desde a primeira partida de outubro, Bentancur tabelou com Dybala na intermediária e invadiu a área adversária, finalizando de esquerda para marcar seu segundo gol na temporada. O tento trouxe mais tranquilidade para os visitantes seguirem no controle do jogo e deixarem os anfitriões longe da sua área.

Única equipe europeia que não perdeu nenhuma vez fora de casa em 2018, a Juventus voltou com sua postura de entregar a bola para o adversário e proteger seu campo. Depois de uma primeira parte da etapa final enrolada e com muitas faltas, o time de Massimiliano Allegri ampliou a vantagem duas vezes através da bola parada. A primeira, depois de cabeceio de Cuadrado para a área numa sobra de escanteio. Bem colocado, Chiellini aproveitou e marcou seu primeiro gol desde 2016. O terceiro veio com Cristiano Ronaldo, que em cobrança de pênalti empatou com Piatek na artilharia do campeonato. O português também se tornou o primeiro estreante juventino a marcar pelo menos dez gols depois de 14 partidas da Serie A em seis décadas – o último havia sido o galês John Charles.

Com a vitória, a 13ª no campeonato, a Juventus também superou o recorde do Napoli da temporada passada e chegou a 40 pontos após 14 rodadas. Assim, a equipe manteve oito pontos de vantagem para os partenopei neste campeonato. O triunfo também ampliou ainda mais a longa vantagem dos bianconeri sobre os viola, que têm contra a Velha Senhora o seu menor percentual de vitórias na Serie A. Por fim, o resultado ainda decretou a primeira derrota da equipe de Stefano Pioli em Florença. Com uma sequência de oito jogos sem vitórias, os toscanos despencaram para a 12ª posição.

Ronaldo já começa a quebrar marcas na Itália (Ansa)

Atalanta 1-2 Napoli
Zapata (Hateboer) | Ruiz (Insigne) e Milik (Mário Rui)

Tops: Insigne e Ruiz (Napoli) | Flops: Berisha e Palomino (Atalanta)

Com a vitória da Juventus e o empate da Inter, o Napoli viajou para Bérgamo sabendo que a vitória seria o único resultado que lhe importava, mas também que a tarefa não seria fácil. Afinal, a Atalanta é um dos times médios mais indigestos para os grandes italianos. No final, mesmo com muito drama, a equipe de Carlo Ancelotti cumpriu o seu papel e conquistou importante vitória no norte do país, mantendo a segunda posição e a diferença de oito pontos para a liderança. Uma bela forma de começar outro mês decisivo para o restante da temporada.

Por falar em começo positivo, com menos de dois minutos os partenopei já venciam no Atleti Azzurri d’Italia. Em rápido contra-ataque, Mertens deu grande passe para Insigne correr pela direita e cruzar para Fabián Ruiz abrir o placar do outro lado da área. Esse foi o terceiro gol do espanhol na Serie A, curiosamente todos nas últimas três partidas jogadas fora de casa. O gol, porém, condicionou os visitantes a jogarem em um ritmo lento, apenas protegendo a vantagem e sofrendo com a pressão adversária.

Depois de muita resistência, os anfitriões finalmente chegaram ao empate no início da etapa final. Após cruzamento da esquerda, Rigoni errou o chute e a bola sobrou para Hateboer ajeitar para Zapata marcar contra o clube que o levou para a Itália. O jogo seguiria equilibrado, com a Atalanta criando perigo na bola parada e o Napoli chegando com Insigne, mas foi Milik quem fez a diferença. O polonês acabara de substituir Mertens quando completou cruzamento de Mário Rui e marcou o gol da vitória napolitana aos 85 minutos – sete dos seus 15 gols na Serie A surgiram quando saiu do banco. Enquanto os azzurri recuperaram terreno após o tropeço contra o Chievo, a Atalanta soma sua segunda derrota consecutiva. Os quatro triunfos consecutivos no mês passado já são parte do passado.

Milan 2-1 Parma
Cutrone e Kessié (pênalti) | Inglese (Scozzarella)

Tops: Cutrone e Bakayoko (Milan) | Flops: Bastoni e Gervinho (Parma)

Eis que, três rodadas depois, o Milan está de volta ao G4. Agraciado pelo tropeço da Lazio horas depois da sua partida, o Diavolo está um ponto à frente da equipe da capital, que tinha salvado a quarta posição momentaneamente com o empate nos acréscimos na semana passada. O time lombardo também ampliou o longo domínio em partidas como mandante contra o Parma, clube que não enfrentava desde 2015. Em uma partida de poucas oportunidades, o desfalcado time de Gennaro Gattuso contou com os jovens Cutrone e Kessié para efetuarem a ultrapassagem sobre os celestes.

Depois de um primeiro muito fraco de ambos os times, o Parma saiu na frente do placar no seu primeiro e único chute a gol na partida inteira. Após escanteio cobrado por Scozzarella, Inglese antecipou a marcação na primeira trave e acertou forte cabeçada. A vantagem durou pouco: o empate dos anfitriões veio pouco mais de cinco minutos depois, quando Cutrone roubou bola na entrada da área e, após cruzamento bloqueado de Suso, aproveitou a sobra para marcar seu sétimo gol na temporada.

Do outro lado do campo, o Milan esteve bastante tranquilo e Abate fez partida segura jogando ao lado de Zapata com Calabria e Rodríguez nas laterais – contra a Lazio, o capitão rossonero já tinha jogado na zaga, mas em um trio. Apagado, Gervinho novamente passou em branco no San Siro e foi substituído aos 61 minutos. Pouco depois os anfitriões chegaram ao gol da virada em cobrança de pênalti de Kessié. No lance, a manchete de Bastoni em plena área só foi observada pelo árbitro de vídeo e devidamente checada por Gianpaolo Calvarese. Apesar de ter sofrido a reviravolta, o Parma continua bem colocado: com 20 pontos, divide a sétima posição com Roma e Sassuolo.

Chievo 1-1 Lazio
Pellissier (Birsa) | Immobile (Correa)

Tops: Pellissier (Chievo) e Correa (Lazio) | Flops: Djordjevic (Chievo) e Wallace (Lazio)

Três jogos, um resultado: pela terceira vez seguida a Lazio empatou em 1 a 1. Se o gol de Correa salvou contra o Milan, dessa vez foi Immobile quem livrou a equipe de mais uma derrota. O placar, no entanto, foi insuficiente para defender a quarta posição e os biancocelesti voltaram a ficar fora da zona de classificação para a Liga dos Campeões. Por incrível que possa parecer, o retrospecto recente dos romanos é parecido com o do Chievo, que pontuou pelo terceiro jogo consecutivo, algo inédito neste campeonato. O time vêneto, porém, permanece sem vencer e carrega nas costas os retrospectos dos rebaixados Verona (2015-16) e o Benevento (2017-18), que a esta altura de suas campanhas também ainda não haviam triunfado.

A surpresa da noite foi o começo positivo do time de Domenico Di Carlo, que levou perigo com o veterano Pellissier. Inclusive, o atacante de 39 anos, na sua terceira partida como titular (a segunda seguida), abriu o placar depois de saída tranquila do Chievo desde o seu campo de defesa. Até então apagado no campeonato, Birsa ressurgiu com um passe extraordinário para o capitão gialloblù marcar pela segunda vez no campeonato. A Lazio dominou a posse de bola e o campo adversário, mas novamente deu uma amostra da dificuldade de marcar gols depois de uma temporada passada bastante prolífica.

Ainda assim, a Lazio conseguiu chegar ao empate na etapa final depois de muita insistência e mexidas de Simone Inzaghi, que deixaram a equipe inteira no ataque. Em um dos lances de pressão, saiu uma bela tabela entre Correa e Immobile, terminada na finalização do atacante italiano, que marcou seu décimo gol na temporada. O gol impediu a vitória do Chievo, que não vence no Bentegodi desde a temporada passada e igualou suas piores sequências na Serie A com a nona partida em jejum, mas de nada serviu para os visitantes.

Providencial: Milik entrou em campo e garantiu vitória suada do Napoli contra a Atalanta (LaPresse)

Sassuolo 0-0 Udinese

Tops: Duncan (Sassuolo) e Musso (Udinese) | Flops: Babacar (Sassuolo) e De Paul (Udinese)

O Sassuolo segue na luta por uma vaga europeia mesmo em um momento de seca do seu ataque, ao passo em que a Udinese briga contra o rebaixamento, e vislumbra melhores momentos com Davide Nicola após a vitória na estreia do treinador contra a Roma. Com times em situações tão diferentes na tabela, a partida em Reggio Emilia foi de ataque contra defesa. No final, melhor para os visitantes, que tiveram outra grande tarde do argentino Musso e uma boa atuação defensiva graças a uma retranca bem montada pelo seu novo comandante.

O placar por 0 a 0 refutou o histórico recente das partidas realizadas no Mapei Stadium, palco que vinha com média de 4,6 gols/jogo nesta temporada. Outro fato curioso é que a Udinese não empatava sem marcar gols há impressionantes 66 partidas – um estranho recorde na Serie A. Apesar dos números contraditórios, o placar foi fácil de entender para os que acompanharam a partida, uma vez que o Sassuolo teve dificuldades para criar oportunidades claras de gol e os visitantes não conseguiram encaixar seus contra-ataques com Fofana, Pussetto e De Paul, bem marcados pela defesa anfitriã.

Duncan, o primeiro a acertar o gol em forte chute bem defendido por Musso, até chegou a balançar as redes, mas sua posição irregular eventualmente levou Marco Guida a ser alertado pelo árbitro de vídeo e corretamente invalidar o tento, após a checagem. Apesar da atuação dominante do meio-campo neroverde, em especial de Duncan e Sensi, o ataque não acompanhou a toada e esteve impreciso: a melhor chance foi desperdiçada por Matri. Depois de começar o campeonato marcando nas duas primeiras rodadas, Berardi não voltou a fazer gols desde então e vive quatro meses ou 11 partidas de jejum – 15 se contarmos as participações pela seleção italiana.

Torino 2-1 Genoa
Ansaldi e Belotti (pênalti) | Kouamé

Tops: Ansaldi e Rincón (Torino) | Flops: Rômulo e Sandro (Genoa)

Na volta de Walter Mazzarri ao banco depois de um mal-estar que o afastou da partida contra o Cagliari, na última segunda, o Torino pela primeira vez teve o trio Falque, Belotti e Zaza no time titular. O que certamente não intimidou os visitantes, que começaram mais espertos e abriram o placar mesmo com um a menos. Em três minutos, Rômulo recebeu dois amarelos e acabou expulso. Apesar da pixotada do brasileiro, que vem fazendo um bom campeonato, o que realmente chamou atenção foi a troca: o técnico sacou o bomber Piatek e promoveu a entrada do zagueiro Günter, deixando Biraschi improvisado na ala direita.

A mexida esdrúxula, contudo, rendeu frutos. O defensor alemão participou do gol rossoblù, já que foi para a área numa cobrança de escanteio e teve cabeceio bloqueado; na sobra Kouamé escorou para o gol. Com um jogador a menos, o Genoa se manteve relativamente confortável, até que a lei do ex começou a surtir efeito contrário. Estavam do outro lado Rincón, Ansaldi e Falque, todos protagonistas na virada. O venezuelano dividiu bola na entrada da área e o argentino chutou forte de direita para empatar aos 46. No ataque seguinte, o espanhol foi derrubado na área por Sandro. Belotti converteu a cobrança e sacramentou a virada ainda antes do intervalo.

Com a virada assegurada, certamente Mazzarri teve um papo menos estressante nos vestiários. Na etapa final, o técnico viu seu time manter o jogo sob controle e produzir as chances mais perigosas de um segundo tempo de poucas emoções. O placar poderia ter sido maior após as tentativas de Zaza, Belotti e Falque, mas Radu evitou um passivo ainda pior para Juric. O técnico croata, que não estava na beira do gramado por causa da expulsão no Derby della Lanterna, permanece ameaçado de perder o cargo.

Sampdoria 4-1 Bologna
Praet (Caprari), Quagliarella, Ramírez (Caprari) e Quagliarella (Linetty) | Poli (Svanberg)

Tops: Ramírez e Quagliarella (Sampdoria) | Flops: Calabresi e Pulgar (Bologna)

Em meio aos problemas do presidente Massimo Ferrero com o fisco e as mensagens de apoio no Marassi a Gianluca Vialli, ex-jogador blucerchiato e segundo maior artilheiro do clube, a Sampdoria teve pela frente um adversário perfeito para acabar com sua sequência negativa no campeonato. E assim o fez, goleando os visitantes em uma de suas melhores apresentações desde a contratação do técnico Marco Giampaolo, em 2016. A goleada também ampliou o tabu do Bologna contra os dorianos em Gênova: os felsinei não vencem no Ferraris há duas décadas e sofreram a quarta derrota seguida no estádio.

Em que pese o gol marcado pelo ex Poli, em um raro lance de desatenção da defesa após uma bola cruzada, a Sampdoria raramente teve a vitória ameaçada. Os dois primeiros gols nasceram da característica pressão alta do time de Giampaolo. Nos dois lances, Poli e Pulgar perderam a posse de bola perto da área para Ramírez, outro ex da noite. Após boa jogada individual, Caprari serviu Praet para abrir o placar e Quagliarella recolocou sua equipe na frente, aproveitando corte parcial de Danilo e chutando firme da entrada da área.

Com atuações dominantes sobre a defesa emiliana, Caprari e Ramírez produziram novamente o terceiro gol. O atacante revelado pela Roma serviu o uruguaio, que ampliou o marcador ainda antes do intervalo. Em um segundo tempo conduzido com mais tranquilidade, a Samp chegou até mesmo a ceder a posse de bola para o time de Pippo Inzaghi, e chegou ao quarto e último gol novamente com Quagliarella, após passe cruzado de Linetty. Este foi o quinto gol do veterano atacante nas últimas quatro partidas. O campano, vale lembrar, é o maior artilheiro em atividade da Serie A, com 134 gols.

Na zona de rebaixamento pela segunda rodada seguida, o Bologna acumula um problema que vem desde a temporada passada. É o único time da primeira divisão, excluindo os que subiram da Serie B em maio, a não ter vencido um jogo sequer como visitante em 2018. Em seu segundo trabalho na elite, Pippo Inzaghi está com a corda no pescoço, mas por enquanto será mantido no cargo por uma diretoria novamente frustrada com o desempenho aquém do que os investimentos supunham. As últimas vitórias dos emilianos foram conquistadas em setembro e o jejum já chega a sete rodadas.

O Milan tem tido espírito “Saiyajin” para arrancar pontos importantes num momento complicado (AP)

Frosinone 1-1 Cagliari
Cassata (Zampano) | Diego Farias (João Pedro)

Tops: Campbell (Frosinone) e Cragno (Cagliari) | Flops: Goldaniga (Frosinone) e Barella (Cagliari)

Em confronto inédito na Serie A, Frosinone e Cagliari buscavam o mesmo objetivo, mas em situações diferentes. Os donos da casa precisavam da vitória para encurtar a diferença para as equipes fora da zona de rebaixamento, enquanto os visitantes queriam ampliá-la. No final, o resultado não alterou o panorama das equipes na tabela e foi muito mais frustrante para a equipe do Lácio do que para os sardos. Afinal, os casteddu foram dominados e buscaram o empate já no final.

Mesmo com menos posse de bola, o Frosinone foi mais perigoso e Cragno precisou ter uma grande exibição para manter sua equipe viva na partida até o final do segundo tempo. A única chance que o jovem goleiro não parou foi a finalização de Cassata, após virada de jogo de Maiello para Zampano. O lateral destro ajeitou para o meio-campista revelado na Juventus e emprestado pelo Sassuolo abrir o placar.

Cotado para substituir Handanovic na Inter, Cragno fez ainda duas grandes defesas na etapa final, em chutes de Beghetto e Chibsah. A frustração anfitriã veio aos 77 minutos, quando uma jogada brasileira levou ao empate do Cagliari. João Pedro cruzou da direita e o sumido Diego Farias completou na segunda trave, marcando seu primeiro gol na temporada. O goleiro visitante tornou a defender o gol sardo nas oportunidades de Ciofani e Pinamonti e ajudou seu time a abrir um pontinho de frente sobre a zona de descenso.

Spal 2-2 Empoli
Kurtic (Schiattarella) e Kurtic (Lazzari) | Caputo (Krunic) e Krunic (Bennacer)

Tops: Kurtic (Spal) e Krunic (Empoli) | Flops: Thiago Cionek (Spal) e Pasqual (Empoli)

No primeiro confronto entre Spal e Empoli na Serie A, as equipes fizeram uma partida animada no Paolo Mazza. Apesar disso, o resultado foi um tanto decepcionante para a dupla, que continua bastante próxima da zona de rebaixamento. Para os emilianos, o tropeço em casa foi atenuado pelo fato de o empate ter sido conquistado com um jogador a menos. Se, por um lado, Leonardo Semplici saiu aliviado, Giuseppe Iachini sentiu um gosto amargo em seu terceiro jogo de invencibilidade. Afinal, o Empoli não capitalizou a expulsão de Thiago Cionek e deixou dois pontos importantes pelo caminho.

O jogo começou quente desde cedo e La Gumina perdeu grande oportunidade antes de Kurtic abrir o placar. Aos cinco minutos, o esloveno antecipou a marcação na primeira trave após escanteio cobrado por Schiattarella e marcou seu primeiro gol. A vantagem durou até os 24, quando Caputo, que já tinha levado perigo em outra chance perdida pelos visitantes, recebeu passe em profundidade e fintou Vicari antes de deixar tudo igual. Autor da assistência para o empate, Krunic desempatou antes do intervalo com um chute espetacular de fora da área.

Logo no início da etapa final, Thiago Cionek dificultou ainda mais a vida dos anfitriões ao levar um rigoroso cartão vermelho direto, mas não comprometeu a reação. O time, aliás, mudou de postura após o ocorrido e cresceu na partida, chegando ao empate depois de pouco mais de 15 minutos de pressão. Em uma clássica jogada pela direita, o ala Lazzari cruzou na medida para Kurtic novamente antecipar a marcação e empatar a partida com outro gol de cabeça.

Um dos melhores em campo, Petagna estranhamente foi substituído no minuto seguinte e deu lugar a Paloschi que, como o resto do time após o empate, não viu a cor da bola. Os visitantes recuperaram o domínio e por muito pouco não voltaram a ficar na frente do placar. Conhecido artilheiro na Serie B, mas  apenas em sua segunda temporada na elite, Caputo quase ampliou a boa marca de sete gols no campeonato. Ciccio acertou o gol de Gomis em mais duas oportunidades e ainda efetuou um chute perigoso para fora.

Seleção da rodada
Cragno (Cagliari); D’Ambrosio (Inter), Nuytinck (Udinese), Chiellini (Juventus), Ansaldi (Torino); Kurtic (Spal), Bentancur (Juventus), Zaniolo (Roma), Ramírez (Sampdoria); Quagliarella (Sampdoria), Cutrone (Milan). Técnico: Marco Giampaolo (Sampdoria).

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