Serie A

15ª rodada: triunfo da Juve em clássico e empates no finalzinho movimentaram o campeonato

Quando a tabela da Serie A foi sorteada, já se imaginava que a 15ª rodada seria de fortes emoções. Afinal,  teríamos o Derby d’Italia, entre Juventus e Inter, e também outro duelo entre rivais do Piemonte e da Lombardia – Torino e Milan. O que ocorreu no final de semana, porém, superou quaisquer expectativas. Os dois embates citados acima encheram os olhos, mas também foi possível perder o fôlego com Cagliari-Roma, Lazio-Sampdoria e Sassuolo-Fiorentina, protagonistas de empates movimentadíssimos. Confira o resumo da jornada.

Juventus 1-0 Inter
Mandzukic (Cancelo)

Tops: Chiellini e Mandzukic (Juventus) | Flops: Miranda e João Mário (Inter)

Sempre em busca de recordes, a Juventus se juntou ao Paris Saint-Germain como uma das duas equipes a conquistar 43 pontos nas primeiras 15 rodadas entre as cinco principais ligas europeias. O feito teve um sabor ainda mais especial já que a vitória que levou a Velha Senhora a ele foi conquistada sobre sua maior rival, que não vence em Turim há seis anos. A Inter ainda sofreu a segunda derrota seguida no ano, algo que não lhe acontecia desde 2012. Os três pontos consolidaram ainda mais o domínio bianconero na liderança e ampliaram para 14 pontos a diferença para os nerazzurri, terceiros colocados.

Apesar da derrota interista, Luciano Spalletti planejou bem a partida e fez os anfitriões sofrerem por algum tempo. No entanto, seu plano não contava com a falta de pontaria de Gagliardini, Perisic e Politano em grandes oportunidades desperdiçadas, que nem mesmo contaram com a intervenção de Szczesny – na melhor delas, o volante acertou a trave. O susto serviu de lição para Massimiliano Allegri, e o seu time voltou do intervalo com uma postura diferente. A Juve reconquistou o controle da partida com atuações dominantes de quatro elementos em especial: Chiellini, Cancelo, Cristiano Ronaldo e Mandzukic.

Enquanto o zagueiro tomou conta da defesa e minimizou o assédio visitante, o lateral foi importante válvula de escape pela esquerda, aproveitando os espaços proporcionados pelos atacantes. Embora tenha passado em branco pela primeira vez na Serie A em 11 rodadas, Cristiano seguiu influente nos ataques anfitriões e novamente esteve em uma versão mais solidária e coletiva, mas foi frustrado por Skriniar nas suas tentativas de chegar ao gol. O que faltou ao português foi compensado pelo croata. Mais uma vez decisivo em jogo grande, Mandzukic não foi páreo para Miranda e Asamoah e completou cruzamento de Cancelo na segunda trave, anotando o tento solitário do Derby d’Italia.

Napoli 4-0 Frosinone
Zielinski (Insigne), Ounas, Milik (Ghoulam) e Milik (Ghoulam)

Tops: Milik e Ounas (Napoli) | Flops: Cassata e Campbell (Frosinone)

O devorador de caçulas. Sem dar chance ao azar, o Napoli segue massacrando os recém-promovidos para a elite. Se o scudetto ainda não veio, certamente não é por falta de pontos contra pequenos, já que a equipe napolitana chegou à 14ª vitória consecutiva contra times que acabaram de sair da Serie B. O Frosinone, aliás, é uma de suas vítimas favoritas: no terceiro confronto entre as equipes, esta foi a terceira vitória dos azzurri, que ainda colecionam uma média de 4,3 gols/jogo contra o time do Lácio.

Além de não ter perdido terreno na perseguição à Juve, o time de Carlo Ancelotti segue implacável no San Paolo. Está invicto há 13 partidas e superou os últimos empates diante da sua torcida, em especial o obtido no encontro mais recente, contra o Chievo. Para o Frosinone, o resultado era esperado, ainda que a equipe de Moreno Longo viesse numa série positiva, que lhe deu breve sobrevida na Serie A. De qualquer forma, os giallazzurri seguem na zona de rebaixamento com cinco pontos de desvantagem para o primeiro fora da região.

Tendo em vista o decisivo jogo contra o Liverpool, para decidir seu futuro na Liga dos Campeões, o Napoli foi a campo com alguns reservas. Além das voltas dos sumidos Ghoulam e Meret (que estreou após séria lesão na temporada), Ounas e Milik aproveitaram bem a oportunidade no onze inicial. O polonês já tinha sido importante para arrancar uma vitória em Bérgamo na última rodada, enquanto o argelino esteve em tarde inspirada e deixou para trás algumas atuações inconsistentes. Outrora desprezado por Sarri, foi o jogador mais criativo da tarde no San Paolo, embora não tenha conseguido nenhuma assistência.

Ainda assim, seu golaço para ampliar o placar no final do primeiro tempo valeu o ingresso. Em chute forte e certeiro de fora da área, Ounas marcou o segundo gol da partida, depois que Zielinski havia aberto a contagem no início da partida. No segundo tempo foi a chance de Milik fazer o seu nome, se recuperando de um gol perdido. A redenção veio em grande estilo, com direito a doppietta com duas assistências de Ghoulam: o primeiro em escanteio, antecipando a defesa na primeira trave, e o outro depois de cruzamento preciso do lateral, que o deixou livre na pequena área.

Nos acréscimos, Sau decretou o empate do Cagliari contra a Roma, mesmo com dois jogadores a menos (LaPresse)

Milan 0-0 Torino

Tops: Donnarumma (Milan) e Izzo (Torino) | Flops: Cutrone (Milan) e Zaza (Torino)

Uma rodada cheia de empates só poderia ter sido encerrada com mais uma igualdade – a única, porém, com placar zerado. A noite de memorial a Luigi Radice, ex-jogador rossonero e principal treinador da história granata, que faleceu na sexta-feira, acabou sendo política: duas sequências positivas para cada um dos times em que Gigi foi ídolo continuaram de pé, como se em sua homenagem. Afinal, a última vitória do Torino sobre o Milan em San Siro aconteceu em 1985, quando o treinador dirigia os grenás, ao passo que, por outro lado, o Toro não perde há 10 jogos como visitante. É a série mais longa desde 1976-77, temporada em que os comandados de Radice chegaram a 14 partidas de invencibilidade.

Em mais um retorno ao San Siro, Walter Mazzarri novamente conseguiu arrancar um empate contra o dono da casa – tal qual obteve diante da Inter, rodadas atrás. O resultado foi suficiente para manter seu time na zona europeia, graças aos tropeços dos adversários mais próximos. O Milan também se manteve entre os quatro primeiros, na zona Champions. No fim das contas, nenhum dos dois pode reclamar da paridade, já que houve chances em profusão para anfitriões e hóspedes. Incrível mesmo foi ninguém ter balançado as redes.

O Torino até poderia ter saído na frente, já que começou melhor em campo, aplicando inesperada pressão. No início do jogo, levou perigo em cabeçada de Falque, que foi defendida de forma espetacular por Donnarumma, em sua 100ª partida seguida como titular na Serie A. Em duas oportunidades no primeiro tempo, Belotti também assustou o goleiro rossonero. Do outro lado, Higuaín perdeu grande ataque na etapa inicial, enquanto no final do jogo, Cutrone deixou de se consagrar. Sozinho e de frente a Sirigu, foi capaz de finalizar para fora. Num contexto mais geral, Suso e Çalhanoglu novamente estiveram apáticos e o time de Gattuso teve problemas para criar um maior número de chances concretas.

Cagliari 2-2 Roma
Ionita (João Pedro) e Sau (Ionita) | Cristante (Kluivert) e Kolarov (Manolas)

Tops: Ionita (Cagliari) e Olsen (Roma) | Flops: Ceppitelli (Cagliari) e Fazio (Roma)

Jogar na Sardenha não é fácil, afinal o Cagliari é um dos únicos três times ainda invictos em casa neste campeonato. Porém, a Roma não consegue se afastar da sua sina: não para de romar. Estacionada no meio da tabela, com um de seus piores inícios de temporada em anos recentes, a equipe de Eusebio Di Francesco foi punida com a clausura após mais um fracasso. Para tentar manter seu cargo, cada vez mais ameaçado, o treinador ordenou regime de concentração imediato. DiFra ainda é bastante valorizado pelos romanistas graças a seu passado como jogador do clube e pelos resultados da temporada passada, mas a confiança da diretoria parece abalada, e a paciência, perto do fim.

Habitual pedra no sapato da Roma na última década, o Cagliari voltou a incomodar a equipe da capital depois de ter vivido uma série negativa no confronto. A equipe sarda lutou para conquistar seu oitavo empate em 15 rodadas e se manteve em situação relativamente confortável na tabela. O time de Rolando Maran ainda escancarou a fragilidade do sistema defensivo romanista, que foi vazado pela sétima vez seguida nesta Serie A. Outra questão preocupante para os romanistas é a situação emocional do grupo.

A Roma abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, graças a um chute de Cristante da entrada da área e uma cobrança de falta de Kolarov, desviada pela barreira. Mesmo assim, o time visitante entregou o empate – e, pior, com dois jogadores a mais que o adversário, já que Srna e Ceppitelli foram expulsos no mesmo minuto por Paolo Mazzoleni, já nos acréscimos. Naquele momento, o Cagliari já havia descontado, no início do show de Ionita. O moldavo descontou após cobrança de escanteio desviada por João Pedro e voltou a aparecer nos acréscimos. Mesmo com ampla superioridade numérica, a Roma entregou a posse de bola ao Cagliari e ficou desatenta atrás. Assim, Ionita pegou a sobra de um chute longo de Olsen e, com longo passe de primeira, aproveitou o buraco deixado por Fazio: deixou Sau com a faca e o queijo para marcar seu primeiro gol no ano e dar números finais à peleja.

Lazio 2-2 Sampdoria
Acerbi (Parolo) e Immobile (pênalti) | Quagliarella (Murru) e Saponara (Kownacki)

Tops: Acerbi (Lazio) e Saponara (Sampdoria) | Flops: Milinkovic-Savic (Lazio) e Bereszynski (Sampdoria)

Se uma partida tem a Sampdoria envolvida, com certeza não lhe faltará emoção e gols. Para manter a média e a quantidade considerável de tentos marcados nos últimos seis jogos com participação dos blucerchiati, os times de Simone Inzaghi e Marco Giampaolo não largaram o osso e, em busca da pontuação, proporcionaram momentos de furor até o último suspiro: um dos gols saiu a pouco mais de 10 minutos para o fim do tempo regulamentar e outros dois só após os acréscimos. O resultado foi mais valioso para os visitantes, que abriram o placar, mas sofreram a virada e só conquistaram o empate no último lance da partida.

Depois de bom início, a Sampdoria chegou ao primeiro gol em boa jogada pela esquerda entre Linetty, Ramírez e Murru. O lateral deixou Quagliarella na cara de Strakosha e ele só precisou escorar para marcar pela quinta rodada seguida – embora veterano e goleador, o campano nunca havia conseguido tal feito pela Serie A. A partir de então, mesmo sem dominar a bola, a Lazio teve grande volume de jogo e exigiu trabalho de Audero, mas também foi pouco efetiva no ataque. Seu empate saiu com Acerbi, após cobrança de escanteio desviada de letra por Parolo. A virada poderia ter chegado na sequência, mas Milinkovic-Savic, sem marcação, errou uma fácil cabeçada. O sérvio, inclusive, foi alvo de xenofobia pela parte radical da torcida da Lazio.

A reviravolta celeste veio no abafa, embora com uma decisão questionável tomada pelo árbitro Davide Massa. Bereszynski perdeu na corrida para Correa e preferiu trocar a falta (que lhe valeria segundo amarelo e expulsão) por uma clara oportunidade adversária. Na cobrança, Luis Alberto acertou o cotovelo de Andersen, o que levou à marcação de um pênalti contestável, já que o defensor não movimentou o braço para obter vantagem e o manteve colado ao corpo. Depois de várias tentativas, enfim Immobile conseguiu deixar a sua marca e por alguns minutos sonhar com a primeira vitória da Lazio em quatro rodadas. O time da casa acabaria frustrado pelo quarto empate seguido. Afinal de contas, Saponara, um herói improvável, marcou belo gol de cobertura aos 99 minutos, indo ao êxtase na comemoração e proporcionando algumas cenas no mínimo curiosas.

Empatar um jogo com gol por cobertura de rabona aos 99 minutos: Saponara fez isso e ficou nu na comemoração (EFE)

Sassuolo 3-3 Fiorentina
Duncan, Babacar (Duncan) e Sensi (Berardi) | Simeone, Benassi e Mirallas (Pezzella)

Tops: Duncan (Sassuolo) e Benassi (Fiorentina) | Flops: Djuricic (Sassuolo) e Milenkovic (Fiorentina)

Sassuolo e Fiorentina começaram bem o campeonato e impressionaram com seus jovens talentos, mas nos últimos meses os times de Roberto De Zerbi e Stefano Pioli tiveram queda de rendimento considerável. O primeiro tempo no Mapei Stadium, inclusive, foi um reflexo: as equipes fizeram um início de jogo bastante fraco, que esquentou somente depois de os anfitriões abrirem o placar, obrigando os visitantes a buscarem o empate até o último minuto. Os seis gols saíram no segundo tempo, num espaço um pouco superior ao de meia hora.

No final, o resultado acabou sendo ruim para ambos. Enquanto o Sassuolo chegou ao quarto empate seguido em casa, a Fiorentina passou a oitava rodada sem vencer, igualando uma marca de 2002, ano em que acabaria rebaixada. Melhor no jogo, em cinco minutos o Sassuolo contou com Duncan para sair na frente. O ganês anotou o primeiro aos 62, em forte chute da entrada da área, e pouco depois deu assistência para Babacar marcar contra o clube em que foi revelado. A reação dos visitantes veio aos 70, com Simeone. Cholito começou no banco em favor do jovem Vlahovic (o primeiro nascido em 2000 a ser titular pela Fiorentina) porque viva jejum de três meses sem marcar, e logo respondeu à medida de Pioli: aproveitou rebote de chute na trave de Fernandes e tirou o peso de suas costas.

Dez minutos depois, o gol de Sensi, em outro belo chute de fora da área, foi um banho de água fria para as pretensões dos viola, mas ainda não assim parou o time de Pioli. A reação definitiva teve a colaboração de Djuricic: o meia-atacante sérvio conseguiu sair do banco de reservas e receber dois amarelos num espaço de apenas 12 minutos. Com um a mais desde a expulsão do adversário, a Fiorentina elevou a carga e reduziu o placar, após outro rebote – dessa vez, Consigli rebateu de forma imperfeita e Benassi marcou. O goleiro neroverde, também não teve o melhor desempenho no lance do empate, aos 96: não fechou bem o ângulo e permitiu que Mirallas completasse arrancada de Pezzella e batesse cruzado. Vale destacar que a Fiorentina também estava com 10 a esta altura, pois Milenkovic foi expulso nos acréscimos.

Parma 1-1 Chievo
Bruno Alves | Stepinski (Pellissier)

Tops: Bruno Alves (Parma) e Stepinski (Chievo) | Flops: Di Gaudio (Parma) e Depaoli (Chievo)

Ainda há salvação para o Chievo? Punido com a perda de três pontos antes de o campeonato começar e já sob o comando do terceiro treinador diferente na temporada, a equipe do Vêneto parece enfim ter evoluído. Velho conhecido da torcida, Domenico Di Carlo conseguiu seu terceiro empate em três partidas e continua invicto em sua volta ao clube. Os clivensi não venceram ainda, mas obtiveram resultados expressivos, visto que encarou Napoli. Lazio e Parma – times que ocupam boas posições na tabela.

Melhores na partida, os anfitriões perderam a oportunidade de entrar na zona europeia, e ainda saíram atrás do placar. Depois de um primeiro tempo sem grandes oportunidades, os visitantes marcaram imediatamente após a volta do intervalo, quando Stepinski completou chute cruzado de Pellissier. O empate veio menos de dez minutos depois graças a uma cobrança de falta espetacular de Bruno Alves: foi o segundo tento de bola parada do português na Serie A. Os crociati aplicaram forte pressão, especialmente depois que Depaoli foi expulso a 20 minutos do final do jogo, mas não conseguiram a tão esperada virada. Nas melhores chances, perto do apagar das luzes, Inglese (ex-Chievo) parou na trave e Gagliolo, desmarcado dentro da área, chutou para fora.

Udinese 1-3 Atalanta
Lasagna (D’Alessandro) | Zapata (Rafael Toloi), Zapata (Barrow) e Zapata (Hateboer)

Tops: Zapata e Rafael Toloi (Atalanta) | Flops: Musso e Larsen (Udinese)

Nunca antes vimos uma lei do ex aplicada com tamanhos requintes de crueldade quanto a protagonizada por Zapata em Údine. O colombiano marcou sua primeira tripletta desde que chegou na Itália, cinco anos atrás, exatamente contra a equipe em que conseguiu despontar no país: foi a Udinese que o acolheu após campanhas apagadas no Napoli. Desde o início de novembro, período também que a Atalanta começou sua reação no campeonato, o jogador mais caro da história atalantina tem feito grandes partidas e chegou a cinco gols nas últimas cinco rodadas. Com seu artilheiro finalmente marcando gols, o time de Gian Piero Gasperini também voltou a vencer, depois de duas derrotas seguidas, e aproveitou os tropeços dos adversários diretos por vaga na Liga Europa para se aproximar na zona de classificação, apenas um ponto atrás do Torino.

Os visitantes saíram na frente do placar logo no segundo minuto, quando Rafael Toloi apareceu na primeira trave e desviou cobrança de escanteio de Papu Gómez, completada por Zapata na pequena área. Os anfitriões empataram dez minutos depois em jogada de D’Alessandro, ponta emprestado pelos bergamascos: ele avançou pela direite e cruzou para Lasagna voltar às redes depois de um mês sem marcar. No entanto, a Atalanta era melhor e a pressão trouxe resultados no segundo tempo. Sumido nos últimos meses, o promissor Barrow reapareceu e deu uma involuntária assistência para Zapata recolocar sua equipe na frente do placar. Depois de jogada com Hateboer pela direita, o jovem atacante errou a finalização e a bola sobrou para seu companheiro, que fecharia o placar após outra arrancada de Hateboer. Foi a primeira derrota de Davide Nicola no comando da Udinese. Nos outros dois jogos com o técnico, a equipe não havia nem sofrido gols, mas não conseguiu ampliar sua distância para a zona de rebaixamento – atualmente, de dois pontos.

Zapata carregou a Atalanta contra a Udinese, seu antigo clube (Silpress)

Genoa 1-1 Spal
Piatek (pênalti) | Petagna (Felipe)

Tops: Radu (Genoa) e Schiattarella (Spal) | Flops: Miguel Veloso (Genoa) e Vicari (Spal)

O técnico Cesare Prandelli foi a grande figura da partida entre Genoa e Spal: afinal, o ex-comandante da seleção italiana voltava à labuta quase um ano depois de ser demitido pelo Al-Nasr, dos Emirados Árabes Unidos e, principalmente, retornava à Serie A após oito anos de ausência. No entanto, o árbitro Fabrizio Pasqua roubou-lhe o protagonsimo ao tomar uma das decisões mais questionáveis da temporada. Com apenas 10 minutos de jogo, deu cartão vermelho direto para Criscito por um pé alto contra Schiattarella, numa falta que não comprometeu a integridade física do spallino. O planejamento dos anfitriões foi por água abaixo não só por causa da inferioridade numérica, mas especialmente porque quatro minutos depois, Petagna abriu o placar para a Spal. Mantendo sua cota de um gol por mês, o centroavante completou na segunda trave uma cobrança de falta desviada por Felipe.

Mas mesmo com um a menos, o Genoa foi atrás do prejuízo e conseguiu empatar após intervenção do árbitro de vídeo, que orientou o árbitro a assinalar pênalti a favor dos grifoni. Piatek converteu e reassumiu a artilharia isolada. Com o empate sofrido e a vantagem numérica, a Spal pressionou em busca da vitória, que seria perfeita para se afastar da zona de rebaixamento e acabar com jejum de seis rodadas e mais de um mês sem vencer. Apesar disso, o time de Leonardo Semplici parou no goleiro Radu e na trave do Marassi – duas vezes, neste último caso. Do outro lado do campo, Piatek perdeu chance de ouro e Kouamé esbarrou em grande defesa de Gomis.

Empoli 2-1 Bologna
Caputo (La Gumina) e La Gumina (Zajc) | Poli (Palacio)

Tops: La Gumina e Caputo (Empoli) | Flops: Krejci e González (Bologna)

Revelação do Palermo e um fenômeno nos jogos virtuais, La Gumina trouxe muita expectativa na sua mudança para o Empoli. O jovem atacante siciliano, no entanto, teve um início difícil e demorou alguns meses para finalmente se integrar à equipe e sair da sombra do artilheiro Caputo. A mudança ocorreu exatamente com o novo treinador, Giuseppe Iachini. Não por acaso: Beppe foi o primeiro a colocá-lo em um jogo da Serie A, quando treinava os sicilianos, em 2015. Com o técnico, a situação dos azzurri também mudou completamente: são três vitórias e um empate em quatro jogos. O suficiente para sair da zona de rebaixamento e abrir cinco pontos de vantagem para o próprio Bologna. Os felsinei, inclusive, fazem outra campanha decepcionante e Pippo Inzaghi pode não conseguir terminar o ano como treinador da equipe, embora siga com prestígio com a diretoria.

Na Toscana, os anfitriões saíram na frente do placar em bela triangulação entre Krunic, Caputo e La Gumina, que terminou na assistência do jovem atacante para seu companheiro de ataque, artilheiro do time com oito gols, com menos de dez minutos de jogo. Desesperados pela posição na tabela, os visitantes partiram para o ataque em busca da virada e chegaram ao empate ainda no primeiro tempo, após jogada de Palacio e finalização de Poli. Apesar disso, o Bologna não conseguiu ir além. Provedel mais uma vez se mostrou decisivo, justificando a titularidade que ganhou com Iachini. Autor de seis defesas, o goleiro parou especialmente os arremates do “pentelho” Santander, que acertou o gol quatro vezes. Mais oportunista, La Gumina deu a vitória ao Empoli após completar outra jogada criada por Krunic, dessa vez com assistência de Zajc.

Seleção da rodada
Donnarumma (Milan); Hateboer (Atalanta), Rafael Toloi (Atalanta), Chiellini (Juventus), Ghoulam (Napoli); Ionita (Cagliari), Duncan (Sassuolo); Ounas (Napoli), Milik (Napoli), La Gumina (Empoli); Zapata (Atalanta). Técnico: Giuseppe Iachini (Empoli).

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