Serie A

16ª rodada: Juve dos recordes mantém hegemonia; Inter, Roma e Fiorentina afastam jejum

Cada vez mais parece sem sentido fazer a pergunta “quem vai parar a Juventus?”. Soberana, em céu de brigadeiro, a Velha Senhora conquistou mais uma vitória sobre o Torino no dérbi local e passou mais uma rodada com vantagem de oito pontos na liderança da Serie A. A distância ficou muito perto de aumentar, mas o Napoli foi salvo pelo gongo e conseguiu derrotar o Cagliari com um gol nos acréscimos.

Nesta jornada prolongada, que teve partidas entre o sábado e a terça, o fim de alguns jejuns também merecem destaque: Inter, Roma, Fiorentina e Sassuolo deixaram para trás um incômodo período de jogos sem vitórias. A Lazio, por sua vez, é que está numa fase negativa: há cinco rodadas sem triunfar, começa a se perceber envolvida numa grande briga no pelotão intermediário, que ainda tem Atalanta, Sampdoria, Torino e Parma. Um Milan pouco confiável continua na zona Champions, um pouco à frente dos celestes, mas já relativamente distante da Inter. Acompanhe a análise da 16ª rodada.

Torino 0-1 Juventus
Cristiano Ronaldo (pênalti)

Tops: Chiellini e Cristiano Ronaldo (Juventus) | Flops: Zaza e Ichazo (Torino)

Quem é capaz de parar a Juventus? Certo, o Young Boys conseguiu no meio da semana, mas na Serie A a história é completamente diferente. Ainda invicta no campeonato, a Vecchia Signora ampliou seu recorde nacional e europeu de mais pontos conquistados após 16 rodadas justamente no Derby della Mole. Sua hegemonia sobre o Torino também aumentou: agora são 70 vitórias em 147 confrontos contra o rival local.

Assim como no outro jogo do sábado, o gol solitário, que decidiu a partida, saiu a partir de um pênalti. Cristiano Ronaldo, autor da cobrança, chegou a seis partidas seguidas fora de casa marcando na Serie A, feito então inédito no campeonato. O craque, acumulador de feitos históricos, ganhou mais um para chamar de seu com este tento, já que a Juventus se tornou a primeira equipe a anotar 5000 gols na máxima divisão. E não acabou: os bianconeri igualaram seu maior número de vitórias consecutivas como visitante (oito) e ampliaram sua série invicta fora do Allianz. Nessas condições, a gigante não perde desde novembro de 2017.

Os números reforçam o domínio juventino, mas também escondem a péssima partida em Turim. Ao seu modo, Walter Mazzarri endureceu o máximo possível para a rival, fazendo o seu Torino atuar com muita intensidade e agressividade. O Toro também ficou na bronca por um pênalti não marcado em Zaza. Pouco depois, o ex-juventino seria o autor do erro de recuo que levou ao pênalti cometido por Ichazo – o reserva teve de jogar quase todo o clássico, pois Sirigu sentiu uma lesão na lombar no início da etapa inicial. No quesito aproveitamento de passes, a Juventus também teve dificuldades e registrou sua menor média de acertos no ano: 76%, mesmo com 58% de posse de bola.

Cagliari 0-1 Napoli
Milik

Tops: Milik e Ruiz (Napoli) | Flops: Sau e Diego Farias (Cagliari)

Visitante indigesto para o Cagliari, o Napoli dessa vez teve vida muito mais dura na Sardenha. Sem a proeza ofensiva do time de Maurizio Sarri e agora contra a força defensiva de Rolando Maran, os napolitanos só conquistaram a vitória nos acréscimos graças a Milik, mais uma vez decisivo. Atuando como titular, o polonês foi o autor do gol que trouxe alívio para Carlo Ancelotti em cobrança de falta – foi seu primeiro tento dessa maneira na Serie A.

O Cagliari não vive um grande momento no campeonato e não vence desde outubro. Vem acumulando empates pouco úteis desde então, mas jogar na Sardegna Arena não era uma tarefa simples para os adversários: os rossoblù estavam invictos em casa até domingo e vinham de heroico empate com a Roma, conquistado nos acréscimos. Prova disso é que o histórico recente era favorável demais aos partenopei, mas ainda assim o pontinho escapou por muito pouco. Antes do magro resultado do fim de semana, o Napoli havia goleado nas últimas três visitas à ilha, construindo um placar agregado de 13 a 0.

Depois de um primeiro tempo fraquíssimo de ambos os times, em que Ospina acabou salvando os visitantes no único lance perigoso, a etapa final viu uma participação maior de Fabián Ruiz como meia-atacante. Na função, o espanhol produziu pelo menos quatro boas chances. Do outro lado, o goleiro colombiano do Napoli novamente foi importante para manter o gol intacto antes de Milik finalmente abrir o placar aos 91 minutos.

Cavadinha de Icardi deu a vitória para a Inter (Getty)

Inter 1-0 Udinese
Icardi (pênalti)

Tops: Icardi e João Mário (Inter) | Flops: Mandragora e Fofana (Udinese)

Pressionada pela eliminação na Liga dos Campeões e pelos tropeços acumulados desde novembro, a Inter vinha de apenas uma vitória em sete partidas. A equipe, portanto, precisava se reencontrar com os três pontos para amenizar a sua situação. A adversária, no entanto, era sua tradicional pedra no sapato, especialmente no San Siro: inclusive, a primeira derrota da Beneamata no campeonato passado, também em dezembro, ocorreu em Milão, diante da Udinese. Foi uma das quatro sofridas pelos interistas nas últimas sete partidas como mandantes contra os bianconeri.

No final das contas – e realmente no final, com um gol aos 76 minutos –, o time de Luciano Spalletti conseguiu voltar a vencer e ampliou também o recorde negativo da Udinese. O time friulano é aquele que mais perdeu na Serie A em 2018: sofreu 22 derrotas em 36 partidas. Autor do gol da vitória, Icardi honrou seu histórico e chegou ao sétimo tento em nove partidas contra a formação de Údine desde que é jogador da Inter. Também fez valer seu retrospecto positivo em pênaltis: cobrou cinco no ano e não perdeu nenhum. A marca foi “celebrada” com uma cavadinha que deixou o goleiro Musso vendido.

Apesar do placar apertado, os anfitriões conduziram a partida à sua maneira. Não que tenham estado de todo confortáveis, afinal de contas o gol da vitória surgiu a partir de pênalti bobo de Fofana, já na reta final. Porém, a Udinese sequer finalizou no primeiro tempo e teve um curto período de pressão logo na volta do intervalo. Nesta fase do jogo, Mandragora estava bem posicionado ao receber cruzamento, mas isolou seu chute. Contra a retranca adversária, Spalletti teve que rebolar para triunfar, mesmo contando com a grande exibição do seu centroavante, e passou o final de semana aliviado.

Bologna 0-0 Milan

Tops: Palacio (Bologna) e Zapata (Milan)  | Flops: Svanberg (Bologna) e Bakayoko (Milan)

O jogo que fechou a rodada, nesta terça-feira, marcou o reencontro de dois grandes amigos. Pippo Inzaghi e Rino Gattuso dividiram vestiários no Milan por 11 anos, se despediram do clube na mesma temporada (2011-12) e também foram campeões mundiais pela Itália em 2006. Apenas uma proximidade tão grande entre os dois pode justificar o verdadeiro pacto de não agressão que parecia ter sido assinado nos corredores do estádio Renato Dall’Ara. O empate sem gols não alterou a situação dos times na tabela: o Diavolo manteve seu lugar no G4 e o Bologna não saiu da zona de rebaixamento. Apesar disso, os felsinei interromperam série de cinco derrotas contra os milanistas, ao passo em que o time lombardo voltou a passar duas rodadas seguidas sem serem vazados pela primeira vez desde março.

Com a proximidade do inverno, a Emília-Romanha foi tomada pelas baixas temperaturas. Nevou muito durante o dia, mas durante o jogo só permaneceu mesmo o frio – e uma considerável cerração, que afetou a visibilidade do público. A partida teve poucas chances de gol, no geral. Na etapa inicial, o único lance digno de registro foi um chute de longa distância de Palacio, espalmado para escanteio por Donnarumma. A resposta veio aos 9 minutos do segundo tempo, com uma finalização perigosa de Çalhanoglu. No restante da noite, marasmo. Nem mesmo quando Bakayoko foi expulso aos 76, por acúmulo de dois amarelos num espaço inferior a 180 segundos, o ritmo subiu de forma considerável. Na hora de tentar um abafa final, por exemplo, Inzaghi sacou Santander, sua melhor peça ofensiva, e colocou Destro – que não marca um gol sequer desde fevereiro.

Pressão: Simone Inzaghi vive seu momento mais negativo na Lazio (Ansa)

Atalanta 1-0 Lazio
Zapata

Tops: De Roon e Zapata (Atalanta) | Flops: Wallace e Radu (Lazio)

Se o final de semana teve polêmica pela falta de intervenção do árbitro de vídeo em lances cruciais de Torino-Juve e Roma-Genoa, a história mudou no jogo de segunda-feira. Daniele Orsato contou com ajuda fulcral do VAR e reverteu uma decisão que mudaria o resultado da peleja. Aos 93 minutos, a Atalanta vencia a Lazio pelo placar mínimo e Acerbi marcou de cabeça para empatar. Pouco mais de um minuto depois, porém, com os laziali ainda em êxtase, Gianluca Manganiello falou no ouvido do veterano árbitro.

Depois de algum tempo de tensão, com direito a Gian Piero Gasperini checando o lance no celular de um assistente, Orsato voltou atrás e tirou o gol de Acerbi. Os assistentes sinalizaram para um impedimento milimétrico, mas existente: daqueles lances que o vídeo poderia solucionar. O empate salvador nos acréscimos não aliviaria o mês tenebroso do time de Simone Inzaghi, mas a derrota para um adversário direto caiu ainda pior. O triunfo levou a Atalanta de volta para a zona europeia, apenas um ponto atrás dos celestes.

As últimas vitórias da Lazio aconteceram no começo de novembro. Desde então, o time soma sete partidas de jejum, mas apenas havia empatado na Serie A durante o período – até a derrota em Bérgamo, foram quatro seguidos. Em um jogo de poucas oportunidades de gol, prevaleceu a chance aproveitada por Zapata, ainda no primeiro minuto. A falha conjunta de Radu e Wallace fez com que o colombiano aproveitasse a sobra, sem marcação, e anotasse seu sexto gol nas seis rodadas mais recentes.

Roma 3-2 Genoa
Fazio (Zaniolo), Kluivert (Kolarov) e Cristante (Kluivert) | Piatek e Hiljemark (Sandro)

Tops: Kluivert (Roma) e Hiljemark (Genoa) | Flops: Olsen (Roma) e Biraschi (Genoa)

Com Eusebio Di Francesco com a corda no pescoço e vários desfalques, a Roma entrou no Olímpico bastante pressionada para manter sua hegemonia sobre o Genoa. E assim o fez: ampliou para nove a série de partidas de invencibilidade contra os grifoni no campeonato e para 13 a sequência de vitórias em casa no confronto. Até chegar ao resultado positivo, no entanto, os anfitriões passaram por maus bocados diante da equipe de Cesare Prandelli (proporcionados especialmente pelo goleiro Olsen) e suaram para conseguir sua primeira virada na Serie A desde março.

Não bastasse a falha do reserva Mirante na última partida, a Roma saiu atrás do placar justamente por causa de um legítimo frango de Olsen. Após chute de fora da área do sueco Hiljemark, seu compatriota não segurou firme, deixou a bola passar por entre as pernas e Piatek estava atento para aproveitar o rebote e defender sua artilharia na Serie A, agora com 12 gols. O empate saiu ainda no primeiro tempo, depois que Zaniolo desviou de calcanhar uma cobrança de falta de Florenzi, ajeitando para Fazio encher o pé. Entretanto, na jogada seguinte Rômulo cobrou escanteio, Sandro antecipou o gigante N’Zonzi na primeira trave e Hiljemark, livre, completou na segunda.

Ao fim da etapa inicial, em contra-ataque rápido iniciado por Kolarov, a Roma empatou outra vez. Kluivert arrancou em direção ao gol e marcou seu primeiro gol no campeonato, com finalização no canto do goleiro Radu. O Genoa balançou as redes logo na volta do intervalo, depois que Olsen deixou passar um chute fraquíssimo de Lazovic. No entanto, o sueco teve a barra aliviada pelo VAR, que pegou impedimento de Kouamé na origem do lance. O novo susto fez a Roma crescer e, enquanto Ünder perdeu sua enésima grande oportunidade na área, Cristante não falhou. Depois de tabelar com Kluivert, o meio-campista chutou forte para fazer o gol da vitória. Já no final da partida, o jovem revelado pelo Milan perdeu a oportunidade de ampliar a vantagem após rebote de Radu em petardo de Kolarov, parando na trave no rebote. Ainda houve tempo para Pandev ser empurrado por Florenzi dentro da área, mas, de forma surpreendente, o VAR não entrou em ação.

Roma suou para vencer o Genoa, mas as falhas absurdas de Olsen ofuscaram o triunfo (LaPresse)

Sampdoria 2-0 Parma
Caprari (Praet) e Quagliarella (Praet)

Tops: Praet e Quagliarella (Sampdoria) | Flops: Gagliolo e Scozzarella (Parma)

Antes do jogo a torcida anfitriã deu boas-vindas para os amigos emilianos, depois de seus quatro anos de ausência da Serie A, mas o time de Marco Giampaolo não foi tão generoso assim com os comandados de Roberto D’Aversa. De pazes feitas com os gols depois de alguns meses de baixa produção ofensiva, a Sampdoria superou o recente retrospecto negativo contra o Parma graças a seu grande jogador: Fabio Quagliarella.

O veterano, que é o maior artilheiro em atividade da Serie A, fez o segundo gol da partida e pela primeira vez na sua carreira marcou em seis rodadas consecutivas. Antes disso, as equipes fizeram um primeiro tempo travado debaixo da tradicional chuva genovesa. O goleiro Sepe parou as duas primeiras chances dos donos da casa, mas na terceira acabou batido por Caprari, que se movimentou bem e antecipou a defesa crociata para escorar o cruzamento rasteiro de Praet. O belga reapareceu três minutos depois, em mais uma jogada em parceria com o lateral-direito Sala, que substituía o suspenso e lesionado Bereszynski. Dessa vez, o cruzamento foi mais bonito, na medida e no segundo pau, para Quagliarella cabecear com firmeza e definir o placar.

Frosinone 0-2 Sassuolo
Ariaudo (contra) e Berardi (Duncan)

Tops: Duncan e Berardi (Sassuolo) | Flops: Ariaudo e Sportiello (Frosinone)

O Sassuolo começou o campeonato voando, mas vinha em má fase: só havia conquistado uma vitória nas nove partidas anteriores ao duelo contra o Frosinone. Não havia melhor oportunidade de reencontrar o caminho positivo do que encarar os gialloblù, adversário de baixa qualidade e contra o qual tem histórico positivo desde os tempos de Serie B. Assim, o time de Roberto De Zerbi, que confirmou o favoritismo e frustrou mais uma vez a vibrante torcida anfitriã no Benito Stirpe: o estádio, inaugurado em 2017, ainda está órfão de vitórias dos gialloblù na elite. O jejum de triunfos do Frosinone na elite, aliás, está em vigor desde março de 2016, quando o clube teve sua única participação anterior no torneio.

Para mudar isso, o time de Moreno Longo começou melhor e levou perigo a Consigli, que fechou o gol antes dos seus companheiros balançarem as redes do outro lado. Na verdade, foram os próprios anfitriões que o fizeram: depois de jogada de Duncan, Ariaudo protagonizou uma espécie de lei do ex às avessas. O ganês cruzou e o zagueiro desviou contra as próprias redes de forma não intencional, abrindo o placar para o clube que defendeu entre 2014 e 2016.

Duncan já havia se destacado na última rodada, com um gol e uma assistência contra a Fiorentina, e voltou a ser decisivo no Lácio. Além de ter feito a jogada do primeiro tento, o meio-campista teve boa visão de jogo para inverter a bola para Berardi, livre de marcação, ampliar. O atacante voltou a colocar a pelota na casinha após quatro meses de jejum e anotou seu gol de número 50 na Serie A. O Sassuolo quase fez o terceiro logo depois, mas o zagueiro Ferrari – encontrado na área por Duncan, é claro – parou no travessão. Com a derrota, o Frosinone trocou o comando: Longo foi demitido e deu espaço para Marco Baroni, ex-Benevento.

Fiorentina voltou a vencer, mas Cholito Simeone entrou em atrito com a torcida (Getty)

Fiorentina 3-1 Empoli
Mirallas (Simeone), Simeone (Biraghi) e Dabo | Krunic (Caputo)

Tops: Simeone e Mirallas (Fiorentina) | Flops: Silvestre e Veseli (Empoli)

No confronto entre os únicos toscanos da Serie A, em uma tacada só a Fiorentina teve sucesso em diversas frentes. Ao passo em que acabou com a invencibilidade de quatro partidas de Giuseppe Iachini no comando do Empoli, o time de Stefano Pioli também encerrou sua série de oito rodadas sem vencer e tornou a se aproximar da zona europeia. Além do mais, os viola ainda ampliaram a tradicional vantagem sobre os azzurri no histórico do duelo regional.

Sem Milenkovic, Fernandes e Veretout, suspensos, Pioli optou por mudar o sistema e deu espaço para Ceccherini e Norgaard. Os visitantes, porém, abriram o placar justamente nas costas de um dos pilares da equipe – Chiesa, que atuou como ala. Em subida de Antonelli, Caputo abriu na ponta e cruzou para a área, onde Krunic estava para aparecer na segunda trave. O empate chegou pouco antes do intervalo, quando Mirallas recebeu de Simeone e consolidou o bom momento, após começo ruim: o belga também havia marcado na semana passada, contra o Sassuolo.

Na pressão pela virada, a Fiorentina esbarrou novamente na falta de precisão e em uma habitual afobação, característica de um elenco tão jovem. Esse defeito atinge sobretudo o fominha Chiesa, que tentou de todas as formas marcar, sem sucesso. O talentoso ponta acabou assistindo o gol da vitória sair numa jogada no flanco oposto, o canhoto. No cruzamento de Biraghi, Simeone cabeceou livre para também marcar pela segunda vez depois de período de seca. No final, a vantagem quase foi por água abaixo, mas Lafont fez grande defesa e Dabo, na jogada seguinte, acertou um chute de fora da área para tranquilizar a situação. Ao menos dentro de campo, já que a comemoração de Simeone não foi bem digerida pelos torcedores: após a peleja, Cholito precisou pedir desculpas por ter “convidado” os críticos a se calarem.

Spal 0-0 Chievo

Tops: Gomis (Spal) e Jaroszynski (Chievo) | Flops: Antenucci (Spal) e Meggiorini (Chievo)

No confronto entre as equipes que menos pontuaram nas onze rodadas anteriores, só mesmo um empate sem gols poderia ser esperado em Ferrara. Apesar do empate, o Chievo de Domenico Di Carlo seguiu mostrando evolução e vontade de se recuperar da péssima situação no campeonato: a bem da verdade, poderia ter tido sorte melhor no Paolo Mazza. Mais perigosos, os visitantes pararam nas defesas de Gomis e no pé salvador de Lazzari.

Apagado na partida ao ser anulado por Jaroszynski, o ala da Spal se transformou em herói no primeiro tempo. Sua intervenção providencial salvou gol certo do interminável Pellissier, que ainda acertou três vezes o gol adversário. Do outro lado, outro veterano também quase conseguiu a vitória para os anfitriões. No último minuto da partida, Floccari acertou o travessão num belo chute de fora da área. No final, o empate acabou insuficiente para melhorar a situação da dupla.

Depois do bom começo, em que acumulou três vitórias em quatro rodadas, a Spal venceu apenas uma das doze partidas seguintes e não conquista um triunfo desde outubro. A situação só não está pior para o time de Leonardo Semplici por causa da péssima fase dos vizinhos de Bolonha. Pior ainda é o panorama para o Chievo, que ainda não conquistou uma vitória na temporada. A equipe de Verona chegou à quinta partida de invencibilidade, mas está nove pontos atrás da Udinese, 17ª colocada.

Seleção da rodada
Lafont (Fiorentina); Jaroszynski (Chievo), Koulibaly (Napoli), Chiellini (Juventus), Gosens (Atalanta); Praet (Sampdoria), De Roon (Atalanta), Duncan (Sassuolo); Simeone (Fiorentina), Icardi (Inter), Kluivert (Roma). Técnico: Marco Giampaolo (Sampdoria).

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