Serie A

38ª rodada: após muita tensão, os times nerazzurri sorriram no fechamento do campeonato

Na rodada final do campeonato, cinco jogos ainda valiam alguma coisa. Apesar das muitas reviravoltas, deu o esperado: Atalanta, Inter e Milan venceram seus jogos eletrizantes, confirmaram o favoritismo e definiram as últimas vagas europeias. A dupla nerazzurra se garantiu na Liga dos Campeões, ao lado de Juventus e Napoli, enquanto os rossoneri ficaram de fora. O Diavolo disputará a Europa League, como Roma e Lazio.

Na luta contra o rebaixamento, Genoa e Fiorentina protagonizaram uma partida condizente com suas campanhas, mas acabaram livres da queda. O jogo de compadres foi suficiente por causa da derrota de um valente Empoli, em San Siro. Confira o resumo da rodada.

Inter 2-1 Empoli
Keita (Politano) e Nainggolan | Traoré (Uçan)

Tops: Handanovic (Inter) e Dragowski (Empoli) | Flops: Icardi (Inter) e Dell’Orco (Empoli)

Diante de pouco mais de 68 mil pessoas no San Siro, Inter e Empoli protagonizaram o melhor jogo da rodada e um dos mais eletrizantes da temporada. As duas equipes precisavam da vitória para alcançar seus objetivos dentro da competição e, dessa maneira, Spalletti e Andreazzoli escalaram suas equipes pensando em executar propostas diferentes de jogo: o interista optou por Vecino e Icardi titulares, visando ter uma pegada maior no meio-campo e uma presença de área significativa, enquanto o azzurro manteve o 3-5-2 com meias leves e laterais operários, que fez o Empoli chegar à partida com três vitórias em sequência.

A Inter começou com muita intensidade e conseguiu trabalhar bem a movimentação ofensiva, obrigando Traoré e Acquah a realizarem perseguições longas a Vecino, o que abria espaços para Perisic, Nainggolan e Politano cortarem para o centro, no intuito de finalizarem de longa distância. Assim, a equipe nerazzurra gerou grande volume de jogo e só não marcou graças à exibição de gala de Dragowski, que fez pelo menos três defesas espetaculares no primeiro tempo.

Apesar do bom desempenho no primeiro tempo, a Inter foi para o descanso fora da Champions League, devido aos resultados parciais dos outros jogos. Assim, Spalletti resolveu fazer uma troca bastante arrojada e lançou Keita no lugar de Asamoah, colocando Perisic para jogar como um “falso lateral esquerdo”. A ideia do treinador deu certo. O croata conseguiu cumprir bem a função, mantendo a produção ofensiva e fechando o espaço em seu flanco, quando necessário, e Keita marcou o primeiro gol do jogo aos 51, em bela finalização.

A Inter teve a chance de ampliar 10 minutos depois, quando Di Lorenzo recuou uma bola perigosa para Dragowski, Icardi se antecipou e foi derrubado na área pelo goleiro. O próprio camisa 9 se apresentou para a cobrança e bateu muito mal, com pouca força e no centro do gol, facilitando a vida do excelente arqueiro adversário. Conforme a Beneamata foi sofrendo um desgaste físico e o Empoli precisava do empate para evitar o rebaixamento, o jogo foi entrando numa fase de muito equilíbrio nas ações e se transformou numa partida muito franca, com chances de lado a lado. Spalletti, então, pensou em proteger a defesa e partir em contra-ataque: saíram Icardi e Perisic e entraram Martínez e Dalbert.

Logo nos primeiros minutos em campo, o brasileiro acompanhou mal a subida de Uçan. O turco conseguiu encontrar Traoré na pequena área, para o empate dos visitantes. Vendo a classificação para a Liga doa Campeões escorrer pelas mãos, a Inter se lançou ao ataque e Vecino foi decisivo para o segundo gol. Arrancou com a bola, deixou dois marcadores na saudade e bateu com força, no canto inferior esquerdo: a bola bateu na trave e voltou para Nainggolan levar o San Siro ao delírio mais uma vez.

Contudo a equipe da casa não voltou a ter o controle do jogo e vivenciou muito sofrimento em seus minutos finais. Primeiro, Di Lorenzo conseguiu uma bela jogada pela direita e deixou Caputo frente a frente com Handanovic. O artilheiro do Empoli tentou rolar para Traorè e D’Ambrosio teve uma ação defensiva perfeita: ao cortar e evitar o gol, o lateral acabou jogando a bola no travessão. Depois foi a vez de Uçan sair frente a frente com o goleiro da Inter, que fechou o ângulo e defendeu com o peito.

Na tentativa desesperada pelo empate, o goleiro Dragowski foi para o ataque em escanteio para o Empoli: na sobra, Brozovic marcou do meio-campo, mas Keita havia feito uma falta nada inteligente sobre o goleiro do Empoli, o que levou o VAR a interferir e anular o gol. O senegalês foi expulso, mas nada mais mudou o destino das equipes: Inter classificada para a UCL e Empoli rebaixado por causa do confronto direto com o Genoa.

Histórico: Zapata abriu a contagem de uma noite mágica para a Atalanta (LaPresse)

Atalanta 3-1 Sassuolo
Zapata, Gómez, Pasalic (Gómez) | Berardi (Duncan)

Tops: Gómez e Pasalic (Atalanta) | Flops: Berardi e Magnanelli (Sassuolo)

No Mapei Stadium, a Atalanta derrotou o Sassuolo de virada, numa partida de coroou a consistência do trabalho de Gasperini à frente da equipe de Bérgamo: o resultado fez a Dea terminar a temporada com o terceiro lugar (melhor classificação de sua história) e conseguir uma inédita vaga na Champions League. Desde que o treinador foi contratado, em 2016, o time nerazzurro investiu pouco mais de 100 milhões de euros e tem a quinta maior pontuação geral da Serie A – 201 pontos, dois a menos que a Inter. Há mérito demais no projeto orobico.

Precisando da vitória para não depender de combinações de resultados, Gasperini mandou sua equipe a campo no seu habitual 3-4-1-2, com Gómez jogando atrás de Ilicic e Zapata. A Dea assumiu uma postura ainda mais agressiva, jogando com os zagueiros próximos à linha central e controlando totalmente as ações na partida. Contudo, apesar de todo o entrosamento, o nervosismo pode acabar atrapalhando as melhores equipes do planeta e foi o que aconteceu no lance que originou o gol do Sassuolo: aos 20 minutos, o time emiliano roubou uma bola perto da marca central e acelerou com Boga. O atacante enxergou a ultrapassagem de Duncan e fez o passe para o ganês, com lindo passe de calcanhar, deixar a bola na medida para Berardi anotar.

A Atalanta não mudou sua forma de jogar, seguiu construindo o jogo com os zagueiros, somando apoios na zona central com Ilicic e esperando uma oportunidade de ativar Zapata. A oportunidade veio na bola parada e o colombiano não desperdiçou: marcou seu 23º gol no campeonato e se sagrou como vice-artilheiro da competição.

No apito final do primeiro tempo, Magnanelli e De Roon se estranharam, Berardi comprou as dores do companheiro, segurou o holandês pela cabeça e acabou expulso. Com um a mais na segunda etapa, a Dea trabalhou seus mecanismos pouco a pouco, até chegar aos gols da vitória. Primeiro funcionou a combinação entre Ilicic e Gómez, que aproveitou o rebote de Pegolo para virar. Aos 66 minutos, o craque da companhia deixou Lirola na saudade pelo lado esquerdo e, de canhota, colocou a bola na cabeça de Pasalic: o volante testou pro fundo da rede e deu números finais a uma partida que será lembrada eternamente em Bérgamo.

Spal 2-3 Milan
Vicari (Murgia) e Fares (Cionek) | Çalhanoglu (Kessié), Kessié e Kessié (pênalti)

Tops: Fares (Spal) e Kessié (Milan) | Flops: Cionek (Spal) e Abate (Milan)

No Paolo Mazza, Spal e Milan entraram em campo em ritmos totalmente diferentes. O Milan precisava desesperadamente da vitória, enquanto a Spal já tinha sua vida decidida no campeonato e, no máximo, poderia almejar uma despedida com triunfo frente a seu torcedor, o que significaria apenas o segundo sucesso ante o Diavolo em toda a história. Não deu. Nem para os spallini vencerem nem para os rossoneri comemorarem: a vitória foi insuficiente para a equipe de Gattuso, que se classificou apenas para a Liga Europa.

Logo aos 18 minutos, o Milan aproveitou a desconcentração de um adversário de férias. Kessié cruzou rasteiro do lado direito e Çalhanoglu pegou de primeira para abrir o placar. Cinco minutos depois, Rodríguez tentou o passe para Piatek na entrada da área, a bola desviou em Valoti e sobrou na medida para Kessié encher o pé e ampliar. Com a vantagem, o Diavolo conseguia levar o primeiro tempo de maneira tranquila, com posse de bola e fechando bem os espaços enquanto a Spal tinha a pelota. Os spallini insistiam muito no jogo direto com Petagna, que acabou controlado por Romangoli, mas encontraram o gol na bola parada. Murgia cobrou falta na cabeça de Vicari, que completou para o fundo da rede.

Com o gol marcado, o nível de confiança dos mandantes subiu e o nível de ansiedade do Milan também. O panorama mudou radicalmente: a Spal passou a trabalhar muito bem o suporte lateral de Lazzari e Fares e o Milan sofria para acionar Çalhanoglu. Aos 53, o time da casa chegou ao empate, com Cionek aparecendo bem em campo ofensivo para cruzar a bola na cabeça de Fares. O empate mudou o jogo de vez e os donos da casa tiveram a chance de virar o jogo com Lazzari batendo de fora da área – Reina, que substituiu o machucado Donnarumma, reagiu bem. Quando o jogo parecia ficar cada vez pior para o Milan, Cionek cometeu pênalti sobre Piatek e Kessié converteu. A equipe lombarda conseguiu acalmar o jogo e controlar a vantagem, mas amargará mais um ano longe da maior competição de clubes do planeta.

Milan venceu, mas não adiantou: time jogará a Liga Europa (Getty)

Roma 2-1 Parma
Pellegrini e Perotti (Ünder) | Gervinho (Pepín)

Tops: Pellegrini e De Rossi (Roma), Gervinho (Parma) | Flops: Fazio (Roma) e Kucka (Parma)

No Olímpico, tudo girava em torno de De Rossi – até porque a Roma teria como ir à Champions League se apenas uma das 81 combinações possíveis acontecesse. Em segundo plano, estava outra despedida: a de Ranieri, que fez um digno trabalho como “bombeiro” do time giallorosso. Enquanto DDR deixou as lágrimas e as emoções para depois do apito final, junto aos companheiros e aos torcedores, o treinador chorou ainda mesmo no primeiro tempo, quando foi ovacionado pelos romanistas.

O jogo em si foi interessante. Roma e Parma fizeram uma boa partida, numa disputa entre controle de posse de bola e contra-ataques rápidos, com poucos toques na bola e muita velocidade com Gervinho e Sprocati. Titular em sua despedida, De Rossi ajudou os giallorossi a serem superiores durante toda a primeira etapa. Um dos sucessores – e fãs – do capitão, Pellegrini abriu o placar aos 35 minutos, quando bateu de primeira, da entrada da área.

O segundo tempo manteve o ritmo do primeiro, com a Roma explorando bem as subidas de Florenzi e Kolarov e o Parma sendo perigoso a cada aceleração de Gervinho. Ainda assim, o time da casa sofreu pouco até os 82, quando Ranieri trocou De Rossi por Ünder, para que o torcedor pudesse aplaudir seu capitão. A Roma acabou perdendo a concentração e o Parma chegou ao empate logo depois da saída do camisa 16: Pepín recuperou a bola e tocou para Gervinho, que bateu na saída de Mirante e fez valer a lei do ex. Contudo, os romanistas logo trataram de retomar a vantagem: Ünder conseguiu encontrar um bom cruzamento para Perotti cabecear para o fundo da rede e deixar DDR se despedir em paz.

Fiorentina 0-0 Genoa

Tops: Milenkovic (Fiorentina) e Radu (Genoa) | Flops: Benassi (Fiorentina) e Daniel Bessa (Genoa)

Em Florença, a última rodada colocou frente a frente Fiorentina e Genoa, duas das equipes que podem “se gabar” de terem um dos três piores desempenhos do recorte final do campeonato. Com muito a perder, os dois treinadores escalaram equipes bastante cautelosas, espelhadas no 3-5-2, e o nível do jogo acabou condizente com a campanha de ambos: muitos erros de passe, pouca continuidade em campo ofensivo, defesas inseguras e duas referências. Para a Viola, os desmarques de Chiesa e sua velocidade para avançar muitos metros e criar chances de finalização; para os grifoni, apenas a bola parada como alternativa efetiva.

Foi dessa maneira que o jogo se desenvolveu, enquanto as duas equipes pareciam mais preocupadas com o que acontecia com o Empoli, em Milão – em caso de derrota azzurra, um empate no Franchi salvava os dois. Benassi, Veretout, Daniel Bessa e Miguel Veloso, em tese responsáveis por organizar a transição ofensiva das equipes, tiveram atuações de nível muito baixo. Assim, de relevante, tivemos uma finalização de Chiesa para boa defesa de Radu e duas outras tentativas de Muriel. Mesmo terminando o campeonato com uma sequência de cinco derrotas e um empate, a Fiorentina terminou o ano aliviada. Idem para o Genoa, que empatou em pontos com o Empoli e só escapou da queda porque levava vantagem no confronto direto.

Sampdoria 2-0 Juventus
Defrel (Gabbiadini) e Caprari

Tops: Defrel e Praet (Sampdoria) | Flops: Pinsoglio e Rugani (Juventus)

Em Gênova, Sampdoria e Juventus cumpriam tabela e protagonizaram uma partida arrastada, com poucas chances de gol e com os donos da casa sendo recompensados pela insistência de Defrel. Allegri se despediu com derrota em um jogo em que sua equipe pouco buscou jogar, enquanto Giampaolo – com futuro indefinido – acabou recompensado com dois gols tardios. Só não deu mesmo para Quagliarella igualar Brighenti como maior goleador da Samp numa única temporada. O campano, contudo, teve um ano mágico, com 26 gols marcados, e se tornou o segundo jogador mais velho a ser artilheiro da Serie A.

Para se despedir em grande estilo, Allegri escalou a 185ª formação diferente em 190 partidas pela Juve. Bastante modificada, a Juve manteve o 4-4-2 como base, mas com oportunidades para Pinsoglio e Matheus Pereira. Giampaolo mandou a campo praticamente o que tinha de melhor e colheu os frutos. O jogo não teve muita coisa relevante, uma vez que a Juventus teve muito a bola, mas atacou pouco e errou muito. Kean teve uma chance no segundo tempo e mandou para fora, e já no finalzinho teve um gol anulado. Pouco depois, aos 79 Defrel foi premiado por sua insistência. Após boa escorada de Gabbiadini, chutou mascado e viu a bola morrer no fundo da rede. Já nos acréscimos, Caprari definiu a partida numa linda cobrança de falta.

Conti, De Rossi e Totti: o abraço das lendas da Roma (Getty)

Torino 3-1 Lazio
Falque (Aina), Lukic (Meïté), De Silvestri | Immobile (Parolo)

Tops: De Silvestri e Aina (Torino) | Flops: Proto e Radu (Lazio)

No primeiro jogo do domingo, Torino e Lazio se enfrentaram numa partida que chegou a estar cercada de grandes expectativas: poderia estar em disputa uma vaga europeia. Porém, um pequeno detalhe impediu que o duelo valesse alguma coisa: a Lazio venceu a Coppa Italia e ficou com esta última vaga. Sem nada a perder, as duas equipes fizeram uma partida mais leve do que o habitual, dentro dos seus sistemas de jogo com três zagueiros e muita ocupação territorial pelo centro do campo. Mazzari trabalhou com os zagueiros com a linha mais avançada e Inzaghi aproveitou para colocar peças pouco utilizadas, como Proto, Jordão e Cataldi.

Os gols da partida só saíram na segunda etapa. Aos 51, Aina cobrou um lateral de 20 metros, de maneira espetacular, deixando a bola à feição para Falque pegar de primeira abrir o placar. Dois minutos depois, Meïté lançou Lukic em velocidade e o jogador sérvio aproveitou a péssima saída do goleiro Proto para aumentar a vantagem. A Lazio conseguiu descontar aos 66 minutos da etapa final: Parolo acionou Immobile, que aproveitou a abordagem ruim de Nkoulou para diminuir.

Depois da lei do ex aplicada pelo centroavante, a partida voltou a um ritmo mais controlado, com as equipes buscando jogar, mas sem a intensidade do começo da segunda etapa. Quando faltavam 10 minutos para o fim, De Silvestri, formado nas categorias de base da Lazio, aproveitou o rebote de Proto após finalização de Zaza e definiu a partida. Muito sólido, o Torino fechou o campeonato com apenas sete derrotas, o mesmo número do vice-campeão Napoli e duas a menos que Atalanta e Inter, classificadas para a Liga dos Campeões. Mesmo assim, acabou sem vaga europeia.

Bologna 3-2 Napoli
Santander (Palacio), Dzemaili (Santander), Santander (Svanberg) | Ghoulam (Ruiz), Mertens (Younes)

Tops: Santander e Pulgar (Bologna) | Flops: Luperto e Insigne (Napoli)

Tivemos uma partida bastante divertida no Renato Dall’Ara, como tem sido hábito entre Bologna e Napoli. Como as duas equipes apenas cumpriam tabela, o jogo foi disputado sem grandes amarras, e o time da casa levou a melhor – inclusive, venceu pela sétima vez seguida como mandante, o que não ocorria desde 2002. Um fim de temporada digno para Mihajlovic, que fez grande trabalho e salvou os felsinei do rebaixamento com louvor.

Palacio correspondeu mais uma vez como ponta esquerdo e começou a partida com muita intensidade.  El Trenza participou de uma boa triangulação que resultou num escanteio para a equipe da casa – Pulgar cobrou e Lyanco cabeceou para obrigar Karnezis a realizar uma boa defesa. Minutos depois, o argentino recebeu na entrada da área e cruzou com perfeição na cabeça de Orsolini, que apareceu nas costas de Luperto para cabecear para fora. Aos 43, a insistência foi recompensada com uma assistência para Santander marcar, completando com um forte cabeceio.  Apenas dois minutos depois do primeiro, Santander recebeu a bola no pivô na linha central e tocou para Dzemaili carregar com toda liberdade do mundo e finalizar no canto inferior esquerdo de Karnezis.

No segundo tempo, a equipe de Ancelotti conseguiu trabalhar melhor a bola e deixou a partida bem interessante. Ruiz descolou um bom passe para Ghoulam progredir com a bola e finalizar sem chances para Skorupski. Depois foi Zielinski que encontrou Younes dentro da área: o baixinho só rolou para Mertens empatar a partida e assumir o terceiro posto geral na artilharia do Napoli, atrás apenas de Maradona e Hamsík. Aos 88, contudo, Santander foi ágil para desviar uma finalização de Svanberg e fez os rossoblù festejarem pela última vez em 2018-19.

Palacio e Santander, com a ajuda de Orsolini, ajudaram o Bologna a fechar a temporada em alta (LaPresse)

Cagliari 1-2 Udinese
Pavoletti (Pisacane) | Hallfredsson (D’Alessandro) e De Maio (Mandragora)

Tops: Pavoletti (Cagliari) e Mandragora (Udinese) | Flops: Klavan (Cagliari) e Badu (Udinese)

O destino reservou para a última rodada um duelo entre duas equipes que sofreram com problemas coletivos, mas que, através de boas individualidades, conseguiram se salvar do rebaixamento com antecedência. Os momentos eram distintos, contudo: o Cagliari fechou o campeonato com uma sequência de cinco jogos sem vencer, com quatro derrotas e um empate, ao passo que a Udinese cresceu na reta final e terminou a temporada com três vitórias consecutivas.

O jogo começou debaixo de forte chuva e os donos da casa tiveram um início de bastante intensidade, sempre buscando criar situações de ataques laterais, visando o poder de fogo de Pavoletti pelo alto. Dessa maneira, a equipe criou boas chances nos 15 minutos iniciais e chegou ao gol aos 17. Após cruzamento da direita, Pisacane ajeitou pro meio da área e Pavoletti conferiu – o toscano anotou seu 11º de cabeça no campeonato, a maior marca entre as principais ligas europeias. Os friulanos só conseguiram crescer no segundo tempo, conforme a concentração e a intensidade do Cagliari foram diminuindo. A virada foi consequência: aos 59, Hallfredsson tentou cruzar e a bola entrou, sem chance para Cragno defender. Aos 69, Mandragora cobrou falta em direção à área, Klavan vacilou na marcação de De Maio deu números finais ao duelo.

Frosinone 0-0 Chievo

Tops: Beghetto (Frosinone) e Semper (Chievo) | Flops: Maiello (Frosinone) e Depaoli (Chievo)

No Benito Stirpe, os já rebaixados Frosinone e Chievo foram os responsáveis por abrir a última rodada do campeonato, num jogo que pouquíssimos seres humanos tiveram vontade de assistir. O destaque óbvio era Pellissier, que foi titular em sua partida de despedida. O veterano jogou os 90 minutos e até tentou se movimentar para conseguir receber uma bola em boas condições. Balançou as redes, mas teve o tento anulado pelo VAR. No mais, o coletivo clivense não colaborou, manteve a mediocridade de toda a temporada e não permitiu que o ídolo do clube encerrasse a carreira com uma alegria.

Apesar da falta de compromisso competitivo, não tivemos uma partida divertida e com chances de gol: a falta de concentração e de qualidade técnica das duas equipe ficou evidente. Jogando diante do seu torcedor, os ciociari dominaram as ações desde o começo do jogo, buscando atacar muito pelos lados do campo com Zampano e Beghetto – o último citado foi uma das poucas notícias positivas da equipe na temporada e terminou a competição como segundo jogador com mais cruzamentos certos, com 50.  As melhores chances de gol surgiram mesmo no segundo tempo. Aos 60, Valzania cobrou escanteio e Brighenti obrigou Semper a fazer uma boa defesa. O goleiro croata foi uma boa surpresa desta reta final de campeonato, com exibições seguras.

Seleção da rodada
Handanovic (Inter); De Silvestri (Torino), Milenkovic (Fiorentina), De Maio (Udinese), Aina (Torino); Vecino (Inter), De Rossi (Roma), Kessié (Milan); Pellegrini (Roma), Gómez (Atalanta); Santander (Bologna). Técnico: Sinisa Mihajlovic (Bologna).

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