Seleção italiana

Em palco complicado, Itália vence Grécia com facilidade e confirma bom momento

No Estádio Olímpico de Atenas, a Itália venceu bem a Grécia, por 3 a 0, e demonstrou uma evolução cada vez maior desde a chegada de Roberto Mancini. Além de mostrar que os mecanismos propostos pelo treinador estão funcionando, de quebra a equipe aumentou sua invencibilidade em jogos de Eliminatórias da Euro para 32 jogos e chegou ao sexto jogo consecutivo sem levar gols. Os azzurri lideram o Grupo J com nove pontos em três jogos, com 11 gols pró e nenhum contra. A vice-líder é a Finlândia, com seis pontos.

Diferentemente das últimas partidas, nas quais utilizou o 4-2-3-1, Mancini desta vez optou por um 4-3-3. O técnico trabalhou com Barella na direita, Verratti na esquerda e Jorginho centralizado. No ataque, escalou Insigne na ponta esquerda, Chiesa no flanco oposto e Belotti no comando do ataque. Se esperava que a Grécia entrasse em campo no 3-5-2, mas não foi o que aconteceu.

A seleção treinada por Anastasiadis entrou em campo no 4-1-4-1, com Siovas como primeiro volante, e buscou ter sempre suas linhas bem próximas uma das outras, sabendo que ficaria pouco tempo com a bola e que, nesse ínterim, precisaria sempre de Fortounis para direcionar as transições ofensivas. Sem a bola, os gregos foram agressivos nos duelos individuais – como é da cultura futebolística helênica.

Desde os primeiros minutos a Nazionale monopolizou o controle da posse da pelota. Os azzurri contaram sempre com Jorginho como o homem que busca a bola com a dupla de zaga e oferece o primeiro passe. Por sua vez, Verratti foi o jogador que tem total liberdade para circular pelo campo adversário, criando volume ofensivo e trabalhando para colocar todos os jogadores na partida.

Esse talvez seja o maior mérito do trabalho de Mancini até o momento: ele está conseguindo potencializar as melhores qualidades associativas de Jorginho e Verratti, que estão na elite mundial neste quesito. Em alta, a dupla deixa a Itália num patamar diferente.

Após 25 minutos de domínio total, mesmo sem incomodar o goleiro Barkas, a Itália abriu o placar com Barella. Em jogada individual, Belotti deixou Manolas na saudade ao avançar pela ponta esquerda. Depois, o centroavante cruzou rasteiro, na medida para o meia do Cagliari abrir o marcador. Depois do 1 a 0 da Itália, os gregos tentaram sair do padrão desenhado para a partida e, no momento, em que buscaram subir suas linhas, para produzir ofensivamente, foram punidos com a rápida transição italiana.

O contragolpe começou quando Chiesa roubou a bola no meio-campo. O jogador da Fiorentina arrancou pela direita e inverteu a jogada para encontrar Insigne no mano a mano com Samaris. O jogador do Napoli deixou o volante grego na saudade e, com uma linda finalização, marcou o segundo gol. Apenas três minutos depois, Bonucci fez o terceiro em Atenas. Numa jogada construída pelo lado esquerdo, Emerson fez um bom cruzamento e o zagueiro da Juventus apareceu como um verdadeiro centroavante para testar para o fundo da rede.

Na volta do intervalo, o treinador grego realizou duas substituições, buscando melhorar o desempenho ofensivo de sua equipe pelo lado esquerdo, mas as trocas não surtiram muito efeito. A Itália continuou trabalhando muito bem a bola, rodando o jogo de um lado a outro, e praticamente sentaram sobre o resultado. Afinal, fazia muito calor na capital grega e a partida contra a Bósnia acontece na terça.

Apesar de algumas distrações na saída de bola com os zagueiros, os azzurri pouco sofreram – Sirigu fez apenas duas defesas. Do outro lado do campo, os italianos também contaram com Belotti trabalhando muito bem longe da área, mostrando evolução nos apoios e nos desmarques. O goleiro Barkas fez três intervenções importantes no segundo tempo e evitou um placar mais dilatado – Insigne, duas vezes, e Florenzi, uma, poderiam ter marcado.

Grécia 0-3 Itália

Grécia: Barkas; Zeca, Manolas, Sokratis, Stafylidis; Siovas; Samaris, Kourbelis (Siopis), Fortounis, Kolovos (Mavrias); Masouras (Bakasetas). Técnico: Angelos Anastasiadis.
Itália: Sirigu; Florenzi, Bonucci, Chiellini, Emerson (De Sciglio): Barella, Jorginho, Verratti (Pellegrini); Chiesa, Belotti (Bernardeschi), Insigne. Técnico: Roberto Mancini.
Local: Estádio Olímpico Spyros Louis, em Atenas, Grécia.
Árbitro: Anthony Taylor (Inglaterra).
Gols: Barella, Insigne e Bonucci.

1 comentário

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