Serie A

20ª rodada: em tempos de ataques potentes, o que brilha mais é o da Atalanta de Zapata



A primeira rodada de 2019 no Campeonato Italiano certamente será lembrada como uma das melhores da temporada. As equipes começaram o ano e o segundo turno com força máxima, e mostraram o quão interessante está uma briga específica: a de melhor ataque da competição. Com goleadas impactantes e um Zapata em forma impressionante nos últimos 50 dias, a Atalanta é a atual líder do quesito, à frente da Juventus de Cristiano Ronaldo e Mandzukic. Napoli, Roma e Sampdoria também têm setores ofensivos muito produtivos.

Os atacantes citados, ao lado de Quagliarella, Piatek e Milik, elevaram – e muito – o sarrafo. O nível está tão alto que desempenhos razoáveis, como os de Mertens, Icardi e Immobile, são notados como muito abaixo da média. A Serie A, em trajetória ascendente, continua a ganhar mais atrativos.

Frosinone 0-5 Atalanta
Mancini (Pasalic), Zapata (Pasalic), Zapata (Djimsiti), Zapata (Hateboer) e Zapata (Pessina)

Tops: Zapata e Mancini (Atalanta) | Flops: Ghiglione e Campbell (Frosinone)

Quem é capaz de parar Zapata? Depois de terminar o ano em alta, o colombiano começou 2019 ainda melhor e pela primeira vez na carreira marcou quatro gols em uma partida. Mais do que isso, alcançou o número mais expressivo de sua trajetória na Itália ao chegar a 14 no campeonato – 13 deles desde dezembro. Com tentos em todas as últimas sete partidas, Duván se tornou o primeiro jogador da Atalanta a conseguir essa marca na Serie A. De lambuja, o colombiano ainda fez outro na Coppa Italia contra o Cagliari, na semana passada, e decidiu a classificação às quartas para seu time.

No Benito Stirpe, a animada torcida anfitriã foi frustrada por mais uma atuação caótica da sua defesa, a mais vazada com 42 gols sofridos. Nove deles, aliás, tiveram a firma da Atalanta, que com a segunda vitória seguida na liga voltou a encostar na zona de classificação para a Liga Europa. A goleada bergamasca começou com Mancini completando cruzamento de Pasalic. Em outra assistência do croata, Zapata fez o seu primeiro no final da etapa inicial.

Na volta do intervalo, o colombiano manteve sua sanha goleadora. Chegou à doppietta, agora com participação de Djimsiti, numa habitual participação dos zagueiros na construção do jogo do time de Gasperini. Mais tarde, em menos de dez minutos Zapata fez a tripletta e o poker, aproveitando a inconsistência dos ciociari. Primeiro, completou cabeçada de Hateboer após cruzamento de Castagne, e depois surgiu livre em nova bola levantada na área, dessa vez por Pessina. Enquanto os nerazzurri chegaram aos 44 gols, com o melhor ataque da competição, e pioraeam ainda mais a campanha do Frosinone, que tem menos pontos a esta altura do que somou na primeira passagem pela elite.

Quagliarella, em grande fase, persegue um dos recordes mais duradouros do futebol italiano (Image Sport)

Fiorentina 3-3 Sampdoria
Muriel, Muriel e Pezzella | Ramírez, Quagliarella (pênalti) e Quagliarella (Gabbiadini)

Tops: Muriel (Fiorentina) e Quagliarella (Sampdoria) | Flops: Fernandes (Fiorentina) e Tonelli (Sampdoria)

A partida mais louca da rodada aconteceu em Florença, com direito a belos gols e dupla lei do ex. Considerando o retrospecto recente de Fiorentina e Sampdoria, o final de jogo tinha tudo para ser emocionante e os times corresponderam, com reviravoltas emocionantes em um duelo bastante quente. O empate não favoreceu a ninguém, mas os anfitriões tiveram um alívio com o gol no último lance, que evitou que os visitantes vencessem de virada, após jogarem mais de 50 minutos com um jogador a mais.

Depois de um início travado, Vitor Hugo recuperou a bola no meio-campo e Muriel puxou contra-ataque, passando fácil por Sala e Tonelli antes de tocar na saída de Audero para abrir o placar, aos 34. Cinco minutos depois, contudo, Edimilson Fernandes deu outra entrada dura e recebeu o segundo amarelo, sendo expulso e prejudicando a sua equipe, que teve de se recolher. O empate visitante veio ainda na etapa inicial, quando Ramírez acertou falta precisa, marcando seu quarto gol desde dezembro.

O segundo tempo continuou travado, por causa da postura mais cautelosa da Fiorentina. A Sampdoria não aproveitou vantagem por ter um jogador a mais, e permitiu que Muriel encaixasse outro contra-ataque fatal, novamente fazendo jus às comparações ao estilo de Ronaldo, que recebeu no início da carreira. Após cruzamento errado do time doriano, a defesa violeta afastou o perigo e Chiesa passou para o colombiano, que fintou Andersen e Murru ainda no seu próprio campo e carregou a bola até a entrada da área adversária, marcando mais uma vez contra sua antiga equipe. Só então os visitantes reagiram, sempre com Quagliarella, que jogou em uma Fiorentina refundada em 2002.

A reviravolta ocorreu em quatro minutos. Primeiro, o capitão blucerchiato marcou em cobrança de um bobo pênalti cometido por Vitor Hugo, que interceptou com a mão um passe de Saponara. O veterano, que foi às redes pela décima rodada seguida e pode igualar o ex-viola Batistuta no próximo fim de semana, anotou um gol mais bonito depois. Fabio recebeu de Gabbiadini e dominou com habilidade, entre Pezzella e Milenkovic, tirando dos dois defensores e chegando a 14 gols no campeonato. Nos acréscimos, porém, um cruzamento desviado por Ekdal acabou aproveitado por Pezzella na segunda trave: com o biquinho da chuteira, o argentino se redimiu do erro no bote no lance da virada da Samp e ainda homenageou Astori após deixar tudo igual.

Juventus 3-0 Chievo
Douglas Costa (Dybala), Can (Dybala) e Rugani (Bernardeschi)

Tops: Dybala e Bernardeschi (Juventus) | Flops: Bani e Tomovic (Chievo)

Na “velocidade Juventus”: sem quaisquer problemas enfrentados no Allianz Stadium, a equipe de Massimiliano Allegri colocou mais uma vitória em sua conta. Se nas últimas rodadas o Chievo tinha se mostrado bastante competitivo, inclusive terminando o ano com sua primeira vitória na temporada, dessa vez o time de Domenico Di Carlo recuperou as versões de Gian Piero Ventura e Lorenzo D’Anna e apenas acompanhou o ritmo dos anfitriões – que nem foi dos mais intensos, talvez em respeito à fragilidade do adversário.

O triunfo juventino foi construído ainda no início da partida, quando Douglas Costa soltou o pé de fora da área. Se Sorrentino parou a dupla Dybala e Cristiano Ronaldo, com grandes defesas ao longo da partida, o mesmo não aconteceu no final do primeiro tempo, quando após grande jogada do argentino, Can ampliou. No lance, o alemão de origem turca recebeu dentro da área, mas não recebeu pressão alguma dos zagueiros clivensi e teve a tranquilidade para escolher o canto e colocar a bola, sem nem precisar de força. Ronaldo, em baixa nesta segunda, teve sua oportunidade depois da volta do intervalo, mas teve pênalti defendido pelo veterano goleiro, que acertou o canto e foi no cantinho buscar. Já aos 84, outra vez a defesa do Ceo cochilou: deixou Rugani sem marcação na pequena área, num lance de falta lateral muito perigoso. Assim, o zagueiro subiu com facilidade e fechou a conta.

Abraçado por Chiesa, Muriel teve uma das grandes atuações individuais deste campeonato (Getty)

Napoli 2-1 Lazio
Callejón (Mertens) e Milik | Immobile (Correa)

Tops: Milik e Ruiz (Napoli) | Flops: Bastos e Lukaku (Lazio)

Em um jogo bastante aberto, Napoli e Lazio fizeram jus à produção ofensiva dos seus times e os jovens goleiros Meret e Strakosha tiveram bastante destaque. Assim como a trave, que parou quatro chances dos anfitriões. Isso, porém, não prejudicou a equipe de Carlo Ancelotti, que mesmo desfalcada de quatro titulares foi capaz de conquistar uma vitória importante – ainda que os laziali tenham sido vítimas frequentes dos napolitanos. Com isso, o time partenopeo voltou a aumentar a vantagem sobre a Inter e os celestes voltaram a sair do G4, além de terem sido ultrapassados pela Roma, sua arquirrival.

Depois de Milik parar duas vezes na trave, a vitória napolitana foi construída ainda no primeiro tempo, e em menos de três minutos. Primeiro com Callejón, que voou pela ala direita e foi lançado em profundidade por Mertens. O belga deixou o espanhol livre para marcar o seu primeiro gol na temporada, justo contra sua vítima preferida na Itália – este foi o sexto. Na sequência, o centroavante polonês se reconciliou com as redes graças a mais um gol de falta. Livre de lesões, Milik marcou pela oitava vez nas últimas oito partidas.

Os visitantes voltaram bem do intervalo e superaram Meret 20 minutos depois do descanso, quando Correa passou para Immobile chutar colocado no canto oposto ao do goleiro. Contudo, logo depois Acerbi foi expulso por falta inexistente. Sua suspensão interrompe sua caça ao recorde de Javier Zanetti, que fez 162 partidas seguidas pela Serie A; Acerbi parou em 149. O rigor de Gianluca Rocchi nesse lance faltou nas entradas violentas de Lucas Leiva e Bastos, mas não estragou o espetáculo.

Inter 0-0 Sassuolo

Tops: Handanovic (Inter) e Boateng (Sassuolo) | Flops: Perisic (Inter) e Duncan (Sassuolo)

Já não é novidade que o Sassuolo se tornou uma pedra no sapato da Inter, mas não deixa de ser curioso observar como os neroverdi colocam os nerazzurri em apuros. Depois da vitória no primeiro turno, o time de Roberto De Zerbi foi a San Siro e novamente superou o de Luciano Spalletti, deixando Milão com um gostinho de que poderia ter ficado com um resultado melhor. Este foi o primeiro empate do confronto, depois de quatro vitórias seguidas dos emilianos, que têm sete no total e levam vantagem sobre os interistas.

Uma demonstração do domínio do Sassuolo foi a quantidade de trabalho que teve Handanovic, justamente o melhor jogador em campo. O esloveno fez defesas difíceis em duas chances de Boateng, além de outras intervenções importantes. Por um lado, o goleiro foi um exemplo do bom momento da defesa interista, que é a segunda menos vazada do campeonato e a que tem mais clean sheets: não sofreu gols em 11 das 20 rodadas. Do outro lado, Consigli também foi participativo, embora tenha tido menos exigido. Apagado, Icardi marcou apenas um gol nas seis últimas partidas do campeonato.

Genoa 0-2 Milan
Borini (Conti) e Suso (Cutrone)

Tops: Donnarumma e Paquetá (Milan) | Flops: Rolón e Biraschi (Genoa)

Na segunda visita a Gênova em uma semana, o Milan novamente frustrou os anfitriões. Depois de passar pela Sampdoria na Coppa Italia, foi a vez de bater o Genoa no campeonato: a segunda vitória seguida na competição levou os rossoneri de volta para a zona de classificação para a Liga dos Campeões, aproveitando a derrota da Lazio. Na próxima rodada, os celestes enfrentarão a Juventus, o que abre uma boa perspectiva de manutenção do posto para o Milan.

O horário insólito para o qual a partida foi marcada (o período da tarde de um dia útil) esvaziou o quase sempre lotado Luigi Ferraris. O Genoa tentou superar o baixo comparecimento de público e, apesar de o placar poder indicar uma vitória tranquila do time de Gennaro Gattuso, os mandantes incomodaram os milaneses em grande parte do jogo. Não à toa, a vitória do Diavolo foi conquistada apenas na reta final, sempre em contra-ataques. Primeiro com Borini, que completou cruzamento de Conti: o lateral de fato está de volta à ativa e já se mostra importante, com duas assistências em três jogos. Abate, por exemplo, não colaborou com nenhuma. No final, Suso recebeu grande passe de Cutrone, com o campo aberto, e fez valer a lei do ex.

Antes disso, Donnarumma era o grande nome da partida: terminou a rodada como o goleiro que fez mais defesas (oito) e se redimiu em grande estilo da falha na Supercopa. Na etapa inicial, colocou para escanteio um chute forte de Lazovic, e ainda foi decisivo numa saída sobre Daniel Bessa. A melhor intervenção, porém, ocorreu quando o Milan vencia por 1 a 0: Miguel Veloso soltou um canudo e o goleiro mostrou agilidade para desviar e contar com o travessão para evitar o golaço. Por sua vez, Lucas Paquetá estreou muito bem na Serie A, com direito a lambreta e bola na trave, mostrando bom entendimento com Suso e Conti pela direita. Desde que ele chegou, o time já joga de forma diferente e melhor, mais aguda. Quando se adaptar, promete encantar mais os já maravilhados torcedores da equipe. A decepção com Higuaín, de partida para o Chelsea, logo será esquecida.

Cutrone, Paquetá e Conti: o trio que mudou o Milan e fez até Borini marcar gol (Getty Images)

Roma 3-2 Torino
Zaniolo, Kolarov (pênalti) e El Shaarawy (Pellegrini) | Rincón e Ansaldi

Tops: Pellegrini e Zaniolo (Roma) | Flops: Olsen (Roma) e Lyanco (Torino)

Achou que ia ter mais uma romada? Achou errado. A Roma conduzia um jogo com relativa tranquilidade no Olímpico contra o Torino, aproveitando a péssima preparação do time de Walter Mazzarri, mas por pouco não tropeçou em casa e contou com a volta do “sinuqueiro” El Shaarawy para conquistar importante vitória. Dessa forma, os giallorossi chegaram à terceira vitória consecutiva e passaram a Lazio pela primeira vez no campeonato, entrando de vez na briga pela UCL. O Toro, por sua vez, se afasta do pelotão que busca vaga em torneios continentais.

Por um lado, o resultado só ratificou o domínio da Roma sobre os granata de Turim em jogos na capital: este foi o nono triunfo seguido dos giallorossi no Olímpico. Por outro, o resultado significou a primeira derrota do Torino como visitante e encerrou uma série de 12 jogos de invencibilidade da equipe nesta condição – sua segunda maior sequência sem derrotas fora de casa em toda a história. A Roma fez primeiro tempo tranquilo, no qual poderia ter construído uma vantagem maior – foram “apenas” dois gols. Zaniolo, sentado, controlou a bola com habilidade e chutou alto contra Sirigu, marcando o primeiro. O segundo, Kolarov fez em cobrança de pênalti.

Por falar em pênalti, os visitantes ficaram na bronca quando, minutos antes da infração em El Shaarawy, Belotti foi derrubado por Olsen e nada foi marcado. O centroavante granata, aliás, deu belo passe para Falque no final do primeiro tempo, mas o espanhol perdeu chance de ouro para marcar contra sua ex-equipe, parando na trave. Mesmo jogando de forma desorganizada, o Torino conseguiu chegar ao empate depois do intervalo, em sua especialidade: os chutes fora da área.

As finalizações de média distância foram fatais para o goleiro sueco, que reagiu de forma lenta aos arremates dos volantes Rincón e Ansaldi, que aproveitaram sobras na entrada da área. De qualquer forma, o empate durou pouco tempo, uma vez que cinco minutos depois do momentâneo 2 a 2 saiu o gol da vitória romanista. Schick dominou a bola na direita e passou para Pellegrini colocar El Shaarawy na cara de Sirigu. Com isso, o ponta retornou aos gramados em grande estilo, após um mês fora por lesão.

Udinese 1-2 Parma
Okaka | Inglese (pênalti) e Gervinho (Stulac)

Tops: Gervinho e Inglese (Parma) | Flops: Ekong e Opoku (Udinese)

Vencendo pela primeira vez em Údine desde 2011, o Parma deu outro passo importante para consolidar sua posição na parte superior da tabela. Com 28 pontos, os crociati têm a segunda melhor campanha de uma equipe recém-promovida após 20 rodadas em toda a história, ficando atrás apenas do Verona de 2013-14, que tinha 32 a esta altura da Serie A. Já a Udinese tinha fechado o ano vencendo, mas vive situação inversa à dos parmesões: soma apenas 18 pontos e tem seu pior aproveitamento desde que as vitórias passaram a valer três pontos, em 1994.

Além do mais, o time friulano também tem sido incapaz de virar jogos: nas seis ocasiões em que o adversário abriu o placar, a Udinese perdeu. O roteiro foi o mesmo no sábado, já que o Parma saiu na frente em cobrança de Inglese, em penalidade sofrida por Gervinho, e os anfitriões tentaram uma reação aos trancos e barrancos. Conseguiram o empate com o estreante Okaka que fez valer a lei do ex depois de bate-rebate e muita insistência. No entanto, os bianconeri acabaram cedendo ao contra-ataque – e, nesse quesito, Gervinho é imbatível. Deixando o compatriota Fofana no chão, o atacante marfinense arrancou em velocidade, driblou Musso e marcou o gol da vitória ducale.

Na temporada em que muitos atacantes impressionam pela regularidade, Milik é a surpresa que faz a torcida do Napoli feliz (LaPresse)

Cagliari 2-2 Empoli
Pavoletti (Ionita) e Diego Farias (Barella) | Di Lorenzo (Pasqual) e Zajc (Caputo)

Tops: Pavoletti (Cagliari) e Zajc (Empoli) | Flops: Padoin (Cagliari) e Veseli (Empoli)

Em outra partida decidida nos acréscimos nesta rodada (e na própria Sardegna Arena, que tem sido palco de emoções tardias), Diego Farias mais uma vez saiu do banco para salvar o Cagliari. O brasileiro, sumido em boa parte da temporada e especulado em clubes brasileiros, marcou seu terceiro gol desde dezembro: todos eles foram decisivos para dar pontos à sua equipe, que mantém diferença substancial para a zona de rebaixamento. Apesar disso, mais uma vez fica a impressão de que o desempenho dos sardos poderia ser melhor.

Os anfitriões chegaram a estar na frente do placar por bastante tempo. Afinal de contas, Pavoletti voltou a marcar depois de quatro partidas de seca. Usando, claro, a cabeça: simplesmente 50% do seus 42 gols na Serie A saíram com o fundamento do cabeceio. Porém, os visitantes viraram em dez minutos, aos 70 e aos 80. O empate chegou com uma jogada de amplitude: o lateral-direito Di Lorenzo fechou na segunda trave e finalizou o passe rasteiro do canhoto Pasqual. Zajc, em bela jogada, decretou a virada, mas o empate de Diego Farias veio aos 91, depois de bola lançada por Barella e erro de Veseli.

Spal 1-1 Bologna
Kurtic (Lazzari) | Palacio

Tops: Kurtic (Spal) e Danilo (Bologna) | Flops: Vicari (Spal) e Poli (Bologna)

Tentando reacender uma rivalidade perdida pelos anos em que a Spal passou no calvário das divisões inferiores, a torcida presente no Paolo Mazza alfinetou os vizinhos de forma bem humorada, ao lembrarem a vitória da temporada passada: o mosaico mostrava o incrível erro de Destro, que perdeu a chance de empatar nos acréscimos. Apesar de não terem saído com a vitória, resultado que não conquistam faz onze rodadas, os anfitriões impediram o sucesso do Bologna, que chegou a 13 partidas sem vencer. É a pior campanha dos felsinei desde 1994. O time bolonhês tem 14 pontos, três atrás do primeiro fora da zona de rebaixamento.

Em Ferrara, depois de Orsolini quase marcar gol olímpico, parando na trave e na defesa do estreante Viviano, os bolonheses saíram na frente. No lance do gol, Vicari vacilou na saída de bola, Palacio recuperou a posse e chutou forte da entrada da área. Os donos da casa tentaram reagir com Antenucci, que deu trabalho e chegou a marcar. No entanto, a longa consulta ao VAR fez com que o gol fosse corretamente anulado. Já o de Kurtic, na sequência, valeu, e mostrou a importância que os cruzamentos de Lazzari têm: o ala destro tem sete assistências no campeonato, e perde apenas para Suso, autor de oito.

Seleção da rodada
Donnarumma (Milan); Conti (Milan), Rugani (Juventus), Mancini (Atalanta), Lazzari (Spal); Pasalic (Atalanta), Zaniolo (Roma); Gervinho (Parma), Muriel (Fiorentina), Quagliarella (Sampdoria); Zapata (Atalanta). Técnico: Gian Piero Gasperini (Atalanta).



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