Serie A

Parada de inverno: Milan

Kaká e Ronaldinho: melhores momentos do Milan surgem da dupla

A campanha
3ª colocação. 17 jogos, 33 pontos. 10 vitórias, 3 empates, 4 derrotas. 28 gols marcados, 18 sofridos.

O time-base
Abbiati; Zambrotta, Kaladze, Maldini, Jankulovski; Ambrosini, Pirlo, Seedorf; Kaká, Ronaldinho; Pato.

O comandante
Carlo Ancelotti. Sem abrir mão de seu esquema “árvore de natal”, Carletto tem encontrado dificuldades para mantê-lo. Durante a temporada, devido a lesões que acometeram peças-chave do elenco, como Andrea Pirlo, o 4-3-2-1 rossonero ficou bastante prejudicado. Se é por Pirlo que passam quase todas as ações ofensivas do Milan, quando ele está lesionado e em má fase, Seedorf, Kaká e até mesmo Ambrosini ficam sobrecarregados. Mesmo com a abundância de bons nomes ofensivos – lista incrementada com a chegada de David Beckham –, Ancelotti não consegue fazer o Milan jogar bem. Com a chegada do inglês, o ex-técnico do Parma terá outra dor de cabeça: precisará saber se alguém será sacado do time titular para dar lugar ao Spice Boy.

O herói
Ronaldinho. De herói a vilão no Barcelona, no Milan, Ronnie voltou a assumir o posto de destaque positivo. Se ainda não está em sua melhor forma física e nem se espera que repita as atuações fantásticas de 2005-06, o camisa 80 tem feito boas partidas pelo Milan e garantido pontos importantes. Poucos meses depois de começar a vestir a camisa rossonera, Ronaldinho já trouxe algumas alegrias para a torcida, como o gol da vitória no dérbi de Milão, na quinta rodada. A vitória por 3-0 contra a Sampdoria, no San Siro, também contou com a marca de Ronnie, que marcou uma doppietta e jogou bem, levando perigo em outras ocasiões ao gol defendido por Castellazzi. Nessas partidas, a dupla Kaká e Ronaldinho foi fundamental para obter as vitórias. No entanto, a presença de Ronaldinho parece ofuscar um pouco o futebol de Kaká, que não tem jogado tanto quanto nas últimas temporadas. O atual melhor do mundo da FIFA já declarou ainda não ter se acostumado a jogar ao lado de seu compatriota.

O vilão
Andriy Shevchenko. Sheva já foi o principal jogador do Milan por várias temporadas consecutivas. Depois de seu fiasco no Chelsea, esperava-se que no Milan, onde foi ídolo por tanto tempo, recuperasse o bom futebol. Foi nossa aposta, ao fim do mercado de verão. Ledo engano: apenas dois jogos iniciados como titular e um Shevchenko irreconhecível – até mesmo para quem o acompanhou apenas em Stamford Bridge. Problemas físicos e, principalmente, um assustador declínio técnico fazem com que o ucraniano seja um dos maiores flops da temporada. Mas ainda há esperança para Sheva. Nesta semana, Ancelotti afirmou que ele obteve muitos progressos na parada de inverno. Esperemos.

A perspectiva
Vaga na Liga dos Campeões e título da Copa UEFA. Nove pontos atrás da Inter, e com muitos problemas a serem resolvidos (entre eles, o crônico problema de envelhecimento da equipe), o Milan não deve brigar por título. A vaga na LC parece realidade mais próxima, embora não seja uma barbada. Fiorentina, Napoli e uma galopante Roma surgem como principais adversários aos rossoneri nessa disputa. Na frente européia, se o Milan levar a Copa UEFA a sério, é o maior candidato ao título. O já conhecido poder de decisão nos mata-matas e a tradição do time de Via Turati podem ser o maior trunfo do clube que terá, como alguns dos maiores adversários ao título, o Zenit, o Manchester City, o Aston Villa e a já conhecida Fiorentina.

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