Liga dos Campeões

Invencibilidade e esperança

Em sua volta aos campos, Lichtsteiner fez gol importante para a Juventus (ESPN FC)

Aos trancos e barrancos, no fim das contas foi mais uma boa
jornada para os italianos na Liga dos Campeões, mas ainda há muito trabalho a
ser feito. A Juventus segue em posição confortável no Grupo D, mas suou frio
para arrancar um empate na Alemanha e agora já não é mais a líder da chave. Já
a Roma segue na toada ‘médico e monstro’, demonstrando uma esquizofrenia
futebolística, mas dessa vez com o resultado a seu favor.

Super Gigi e superação
Enfrentando um perigosíssimo adversário, a Juventus não teve
vida fácil no Borussia Park. O Mönchengladbach vinha de uma recuperação faraônica no
Campeonato Alemão: de cinco derrotas seguidas para seis vitórias consecutivas.
Com a posse de bola na maior parte do tempo, os “potros” sufocaram a Juve desde
o começo e o travessão de Buffon foi carimbado com um belo petardo de Dahoud.
Embora tivesse pouco tempo com a bola, o time de Turim não abdicou das finalizações,
mas a pontaria carecia de uma melhora. O que não pode se dizer do
norte-americano Fabian Johnson. Ele recebeu assistência de Raffael (que recebera um ‘passe’
de Chiellini) e bateu cruzado como se manda no manual, sem chances para Buffon. 

Mas essa seria a única vez em que o veterano seria vazado. Com mais uma grande
exibição, o arqueiro foi mais uma vez eleito o melhor da rodada. E se ele
salvou a lavoura na meta, o personagem do empate não poderia ter sido mais bem
escolhido: Stephan Lichtsteiner.

Substituído contra o Frosinone por um aparente problema
respiratório, o suíço teve que passar por uma pequena operação cardíaca para
corrigir uma arritmia. Justamente em sua volta aos campos, o lateral recebeu um
passe obsceno de Pogba e pegou de primeira para marcar o seu primeiro gol em
sete temporadas de Liga dos Campeões.

As coisas ainda ficaram mais complicadas quando Hernanes foi
expulso graças a uma entrada atabalhoada no começo do segundo tempo, colocando
um pouco mais de lama em sua relação com a torcida, que em alguns jogos já o
vaiou. Mas o sistema defensivo juventino foi muito bem e conseguiu compensar a
expulsão do brasileiro. Agora, a Juventus tem 8 pontos e ocupa a vice-liderança do seu grupo, cinco pontos à frente do Sevilla. Classificação encaminhada.

Principal jogador da Roma na temporada, Pjanic deu a vitória à Roma contra o Leverkusen (AP)

Jogo dos 7 erros

Roma e Leverkusen entraram em campo com algumas grandes
responsabilidades: fazer um jogo tão atraente quanto o duelo na Alemanha e
diminuir muito os erros defensivos. E ganhou quem errou menos.

Com seu 4-3-3 um pouco mais consolidado, a Loba começou o
jogo muito bem, com agressividade. Salah disparou pela espaçada defesa alemã e
chegou às redes no primeiro minuto de jogo. O Leverkusen continuou com uma
primeira linha de defesa avançada e pagou a conta novamente, dessa vez com
Dzeko – que mais uma vez alternou ótimos e péssimos momentos. O bósnio não marcava com a camisa giallorossa desde a 2ª rodada da Serie A, frente à Juventus. Foi apenas seu segundo gol desde que chegou à Cidade Eterna.

Mas a inconstância não é uma característica apenas do
bósnio. Como já era de se esperar, a Roma entrou no ‘menu do intervalo’ e mudou
o nível de dificuldade da partida para “very hard”. Todas as variações de jogo,
posse de bola inteligente e controle do adversário foram para o ralo na segunda
etapa.

O Leverkusen melhorou drasticamente o aproveitamento dos
seus passes e a partir daí pode colocar em prática a ofensividade do seu
meio-campo. Não querendo ser repetitivo, mas já sendo, a Roma dispersou e
Mehmedi e Chicharito Hernández marcaram duas vezes em um intervalo de seis
minutos.

Demorou um pouco, mas o time giallorosso conseguiu respirar
e obter uma sequencia de finalizações novamente. Depois de cinco tentativas, a
recompensa: pênati cometido por Toprak e o sétimo gol de Pjanic na temporada.

A Roma continua sem encontrar equilíbrio (tático e mental),
mas sair com 4 pontos dos duelos com o Leverkusen é motivo de orgulho e mantém
viva a esperança do time italiano de chegar ao mata-mata. Com 5 pontos, um a mais que os alemães, a equipe italiana é a vice-líder do Grupo E.

A grande pergunta é:
o quanto Rudi Garcia pode melhorar esse time até lá? O trabalho não parece
florescer da maneira adequada e não teria sido nenhum absurdo se a equipe
italiana tivesse perdido os dois jogos. Cometendo tantos erros como tem
cometido o time da capital não pode vislumbrar muita coisa quando a competição afunilar
mais a frente.

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